| UM PEDACINHO DE TERRA PERDIDO NO MEIO DISTO TUDOU UM GRITO SUFOCANTE (Campanha de Amor à Ilha) Antes que seja tarde demais, é preciso esclarecer à sociedade catarinense e brasileira a verdade: a Ilha da Magia (Ilha de Santa Catarina - Florianópolis) está prestes a deixar de ser tão bela. Este destino tão procurado por turistas de todo o mundo deixará de ser a terra das ostras e o local da ainda resistente e invejável qualidade de vida, onde se comem frutos do mar derivados da pesca artesanal. Lamentavelmente, a construção do mega-estaleiro da empresa OSX (Grupo Empresarial do bilionário Eike Batista) vai destruir este famoso "pedacinho de terra perdido no mar". Neste exato momento, este danoso projeto está em fase de licenciamento ambiental e envolto por muitas controvérsias, pois o parecer do ICMBio regional que negou autorização ao megaprojeto está sendo abusivamente revisado por uma comissão em Brasília. Não há dúvidas que este mega-empreendimento (Estaleiro OSX) planejado para a cidade de Biguaçu será histórico, pois esta região não tem qualquer experiência com esta atividade industrial. Caso seja concedida a licença ambiental, a área metropolitana de Florianópolis inaugurará uma nova fase: o abandono da atual vocação turística e o início de uma política de "desenvolvimento" local baseado na indústria naval. Caso permitam esta verdadeira violência, este evento ficará registrado nos livros como tendo sido arquitetado pelo homem mais rico do Brasil, com dinheiro público e sem que boa parte da sociedade civil tivesse consciência dos impactos negativos desta obra. Para quem não sabe, este mega-empreendimento pretende se instalar entre 3 (três) unidades de conservação federais e exigirá a dragagem de um canal de navegação de quase 9 (nove) milhões de metros cúbicos (quantidade suficiente para "engordar" mais de 5 (cinco) vezes as praias de Canasvieiras e Cachoeira do Bom Jesus juntas, apenas na primeira "cavada"), pois a Baía Norte da Ilha de Santa Catarina é muito rasa. Para tornar possível a navegação das imensas embarcações que serão produzidas será preciso dragar periodicamente um canal de 13 (treze) km de comprimento, 160 (cento e sessenta) metros de largura e 9 (nove) metros de profundidade. Mais especificamente, o estaleiro será construído exatamente ao lado da Área de Proteção Ambiental de Anhatomirim (APA Anhatomirim) e na zona de amortecimento de duas outras unidades de proteção integral ainda "sadias": a Estação Ecológica Carijós (ESEC Carijós) e a Reserva Biológica Marinha do Arvoredo (REBIO Arvoredo). Os indícios desta violência e a iminência da concessão de licenças sem a observância de critérios técnicos determinaram a instauração de investigações tanto do Ministério Público Federal quanto do Ministério Público Estadual. Como se não bastasse, outros fatos merecem ser relatados também: a) Apesar de não possuir qualquer porto ou indústrias navais, a região metropolitana de Florianópolis foi, inexplicavelmente, escolhida como local preferido pela OSX para a instalação deste mega-estaleiro no estado de Santa Catarina. b) A empresa de consultoria ambiental responsável pelo licenciamento foi recentemente multada por induzir os técnicos a erro e por ocultação de estudo científico elaborado a seu pedido, que indicava a inviabilidade do local escolhido, principalmente pelo desaparecimento de espécie protegida de golfinho local. c) Em decorrência desta autuação, o chefe de uma das unidades de conservação foi exonerado. d) Diante do abusivo afastamento de seu colega, três outros servidores públicos de carreira do mesmo órgão governamental pediram para sair de suas chefias. e) Ainda, existem estudos independentes que contestam a cientificidade do Estudo de Impacto Ambiental apresentado pelo empreendedor. f) Com a construção desta gigantesca indústria naval, depois de muita relutância do empreendedor, já se sabe que a maricultura e a pesca artesanal serão severamente afetadas, principalmente pela contaminação do meio ambiente por metais pesados. g) Os impactos também serão culturais na medida em que a cultura açoriana preservada pelas comunidades tradicionais de Santo Antônio de Lisboa, Sambaqui, São Miguel e Armação da Piedade (Governador Celso Ramos) estão intimamente ligadas ao mar, à pesca artesanal e à malacultura. h) Por fim, 90% (noventa por cento) do valor do investimento de R$ 3.000.000.000,00 (três bilhões de reais) será financiado pelo BNDES. Entretanto, se depender do "Movimento em Defesa das Baías" (mobilização social de resistência composta por associações comunitárias, pescadores artesanais, maricultores, cientistas e estudantes universitários), a liberação não vai ocorrer sem muita luta. Esta aguerrida parcela da sociedade civil não se conforma em trocar meio ambiente saudável, turismo e qualidade de vida por navios plataforma do tipo FPSO, plataformas semi-submersíveis, plataformas do tipo TWLP, navios-sondas do tipo "drillship" e outras estruturas para exploração petrolífera como jaquetas de plataformas. Considerando a contaminação dos moluscos e peixes, bem como, a importância dos frutos do mar na dieta da população local, também não se admite o risco de contaminação em Minamata, no Japão. O mega-Estaleiro OSX Biguaçu terá dimensões semelhantes ao Estaleiro Atlântico Sul, que está localizado em Ipojuca - PE junto ao Complexo Industrial Portuário de Suape. Para se ter noção do maior estaleiro do Hemisfério Sul, que será responsável pela Plataforma P-55, veja o seguinte link: http://www.estaleiroatlanticosul.com.br/eas/pt/quemsomos/caracteristicas/ Quiçá a idéia de todos os "benfeitores" envolvidos neste mega-projeto na Baía Norte da Ilha de Santa Catarina seja transformar a região numa "nova" Angra dos Reis, que já conta com um estaleiro bem parecido, o Estaleiro BrasFELS (antigo Estaleiros Reunidos Verolme), do Grupo Keppel Fels, responsável pela construção das Plataformas P-51 e P-52 e que está construindo a P-56, P-57 e P-61. Entretanto, como poucos sabem, este pujante estaleiro fluminense conta com uma área de 62,5% (sessenta e dois inteiros e cinco décimos por cento) do futuro Mega-Estaleiro OSX-Biguaçu, isto é, há razoáveis indícios que o projeto da OSX seja bem mais ambicioso do que o seu concorrente. Para se ter uma idéia como é o Estaleiro BrasFELS, vejam pelo Google Maps as suas instalações: http://maps.google.com.br/maps?q=-23.001676,-44.244883&num=1&t=h&sll=-22.999681,-44.245527&sspn=0.015802,0.01929&hl=pt-BR&ie=UTF8&ll=-23.000708,-44.244905&spn=0.031603,0.038581&z=15&iwloc=A Para uma melhor visualização do local do futuro Super-Estaleiro OSX, no município de Biguaçu, observem o local escolhido: http://maps.google.com.br/maps?q=-27.424005,-48.611155&num=1&t=h&sll=-27.443315,-48.628521&sspn=0.112887,0.060504&ie=UTF8&ll=-27.4245,-48.612785&spn=0.243792,0.308647&z=12 Ainda, percebe-se que, em Angra dos Reis, ao lado do Estaleiro BrasFELS está localizada a Marina Verolme, um deleite aos anseios da Associação Catarinense de Marinas, Garagens Náuticas e Afins - ACATMAR, como se observa pelo link abaixo: http://www.brmarinas.com.br/marinaverolme/galeria/index.php#9 Aliás, é importante esclarecer que por trás do Estaleiro OSX outros grandes projetos virão para Baía Norte, haja vista que um grande canal de navegação será aberto na rasa Baía Norte, tal como o Porto Internacional de São José (atualmente denominado de "Portifloripa"), do entusiasta Diretor da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, Ernesto São Thiago (novo melhor amigo de Eike Batista), que se encontra em fase de estudos. Sem dúvida, até porque as imagens não mentem, não é exagero afirmar que acabará a balneariabilidade atual das praias vizinhas ao futuro empreendimento (São Miguel, Baía dos Golfinhos, Santo Antônio de Lisboa, Sambaqui, Daniela, Forte, Jurerê Internacional e Jurerê), pois, seguramente, vivenciar-se-á a realidade das praias de Jacuecanga e Camorim (praias de Angra dos Reis vizinhas ao estaleiro BrasFELS. Se nada for feito para alterar o rumo político deste licenciamento ambiental, neste ano, deve-se estar celebrando a última Fenaostra com "matéria-prima" local. Pela verdade, pela preservação e pela vida ajude a divulgar esta campanha. Florianópolis, 29 de outubro de 2010. Conselho Comunitário Pontal do Jurerê (Praia da Daniela) - CCPontal Associação de Bairro do Sambaqui - ABS União Florianopolitana de Entidades Comunitárias - UFECO OBS: A idéia de um melhor aproveitamento da área "ociosa" vizinha ao Estaleiro OSX pode também vir de Angra dos Reis. Será que a região contará também com um terminal petrolífero como o TEBIG - Terminal da Baía da Ilha Grande em plena Baía Norte da Ilha de Santa Catarina? PARA MELHORES IMAGENS DOS MONSTROS QUE SERÃO PRODUZIDOS, ACESSE O BLOG: http://baiasdeflorianopolis.blogspot.com/2010/10/um-pedacinho-de-terra-perdido-no-meio.html FONTE: CCB UFSC |
sábado, 13 de novembro de 2010
Floripa
TIRIRICA SERÁ EMPOSSADO
Segundo o advogado, o promotor Maurício Lopes procura obter promoção pessoal em relação à situação do deputado eleito Francisco Everardo de Oliveira Silva (PR-SP). Ele diz que as afirmações do promotor são "bobagens".
Para Vita Porto, o deputado eleito demonstrou que é alfabetizado e será absolvido do processo.
ACUSAÇÃO
Em nota, Maurício Lopes afirmou hoje que entrará com, no mínimo dois mandados de segurança contra Tiririca. Um deles para pedir um novo teste de alfabetização. Para ele, Tiririca não acertou nem 30% do teste que teve que realizar durante audiência.
O promotor classificou como "insatisfatório" o teste de leitura e escrita do deputado eleito.
Lopes não descarta outras medidas para levar o processo adiante.
Segundo a assessoria de imprensa do tribunal, ainda não é possível dizer que o humorista foi "aprovado". Essa decisão caberá ao juiz Aloísio Silveira, responsável pelo caso.
O juiz pretende decidir sobre o processo antes da diplomação de Tiririca, de acordo com a assessoria. A diplomação acontece no dia 17 de dezembro independentemente do resultado da audiência, já que o processo não pede a cassação do deputado eleito.
Opinião pessoal do editor desse blog:
Alfabetizado é pouco para ocupar cargo de tamanha relevância. Além disso, a “lei da ficha limpa” deveria valer também para eleitores. São direitos políticos votar e ser votado. Deveriam ser consideradas apenas condições necessárias, mas não suficientes, principalmente para os que almejam ser representantes do povo.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
HITLER
da Livraria da Folha
Muitos consideram a ascensão do nazismo na Alemanha uma anomalia histórica, algo que raramente pode se repetir, pois Hitler foi apenas um "lunático sortudo". Porém, Ian Kershaw, responsável pela "biografia definitiva do Führer", alerta para o perigo de subestimar grosseiramente as capacidades do ditador.
Segundo o historiador, "Hitler não era burro e possuía uma mente afiada que podia recorrer a uma memória formidável. Com sua compreensão de questões, era capaz de impressionar, como era de se esperar, seu círculo de bajuladores, mas também estadistas e diplomatas frios, críticos e experimentados."
| Reprodução |
| Biografia do ditador alemão alia fluência narrativa e rigor histórico |
"Hitler" narra a trajetória e analisa o comportamento de uma das figuras mais sinistras e, ao mesmo tempo, intrigantes do século 20. O texto é baseado em vasta documentação acadêmica e no diário --descoberto na década 1990-- de Joseph Goebbels (1897-1945), ministro da propaganda nazista.
A obra foi publicada originalmente em duas partes (1998-2000), mas posteriormente foi condensada em um volume único, como será a versão brasileira, editada pela Companhia das Letras.
"Eu estava disposto a oferecer referências completas às extensas fontes documentais. Tudo isso fez com que os dois volumes ficassem enormes, totalizando quase 1450 páginas de texto e quase 450 páginas de notas e bibliografia. É óbvio que nem todos os leitores podem dedicar tempo e energia suficientes para ma obra dessa magnitude. E, naturalmente, nem todos os leitores estão interessados no aparato acadêmico", explica o historiador.
Kershaw é uma das maiores autoridades no assunto, consultor de história da rede BBC e autor de "Dez Decisões que Mudaram o Mundo (1940-1941)" (Companhia das Letras, 2008). O livro, traduzido por Pedro Maia Soares e com lançamento previsto para o dia 18 de novembro deste ano, já está em pré-venda na Livraria da Folha.
Leia, abaixo, um trecho do exemplar que explica o risco de discorrer sobre a "grandeza histórica" de Hitler.
Visite a estante dedicada às ciências humanas
A questão da "grandeza histórica" estava usualmente implícita na literatura biográfica convencional, em particular na tradição alemã. A figura de Hitler, cujos atributos pessoais - distintos de sua aura política e seu impacto - eram dificilmente nobres, elevados ou enriquecedores, colocava problemas evidentes para essa tradição. Uma maneira de evitá-los era sugerir que Hitler possuía uma forma de "grandeza negativa"; que, embora carecesse da nobreza de caráter e outros atributos que se supunha pertencerem à "grandeza" das figuras históricas, seu impacto sobre a história era inegavelmente imenso, ainda que catastrófico. No entanto, a "grandeza negativa" também pode ter conotações trágicas: empenho poderoso e espantosas realizações pervertidas; grandeza nacional transformada em catástrofe natural.
Parece melhor evitar totalmente a questão da "grandeza" (exceto tentar entender por que tantos contemporâneos viram "grandeza" em Hitler). É uma pista falsa: mal interpretada, sem sentido, irrelevante e potencialmente apologética. É uma interpretação errada porque não foge ao que as teorias dos "grandes homens" fazem: personalizam de modo extremo o processo histórico. Sem sentido, porque toda a noção de grandeza histórica é, em última análise, inútil. Baseado num conjunto subjetivo de juízos morais ou até mesmo estéticos, é um conceito ético-filosófico que não leva a nada. Irrelevante porque, independente da resposta à questão da suposta "grandeza" de Hitler ser positiva ou negativa, ela em si mesma não explicaria nada sobre o simples fato de propor a questão não consegue esconder uma certa admiração por Hitler, por mais relutante que seja; e porque, enfim, procurar grandeza em Hitler acarreta o corolário automático de reduzir ao papel de meros figurantes ao lado do "grande homem" aqueles que promovem diretamente seu regime, as instâncias diversas que o sustentam q o povo alemão que lhe deu tanto apoio.
Em vez de tratar da "grandeza histórica", precisamos voltar nossa atenção para outra pergunta, de muito maior importância. Como explicarmos que alguém com tão poucos dons intelectuais e atributos sociais, alguém que não era mais que um recipiente vazio fora de sua vida política, inacessível e impenetrável até mesmo para aqueles que conviviam com ele, incapaz aparentemente de uma amizade genuína, sem a formação que preparava para os altos cargos, sem nem mesmo qualquer experiência de governo antes de se tornar chanceler do Reich, pôde, não obstante, causar um impacto histórico tão imenso, pôde fazer o mundo inteiro segurar a respiração?
A pergunta talvez esteja, ao menos em parte, mal formulada. Antes de mais nada, Hitler não era burro e possuía uma mente afiada que podia recorrer a uma memória formidável. Com sua compreensão de questões, era capaz de impressionar, como era de se esperar, seu círculo de bajuladores, mas também estadistas e diplomatas frios, críticos e experimentados. Seu talento retórico foi evidentemente reconhecido até por seus inimigos políticos. E ele por certo não foi o único líder político do século XX a combinar o que poderíamos considerar deficiências de caráter e superficialidade de desenvolvimento intelectual com habilidade e eficácia política notáveis. É bom evitar a armadilha, em que a maioria de seus contemporâneos caiu, de subestimar grosseiramente suas capacidades.
PERISCÓPIO
PERISCÓPIO
Érico Valduga
Adianta chamar o rei espanhol?
Quem sabe o "por que não te calas?", do Juan Carlos, que funcionou com o tiranete Chávez, poderia ser aplicado ao presidente até 31 de dezembro
"O TCU investiga, manda seus engenheiros e seus técnicos, eles constatam algumas coisas, e nem sempre o que constatam é verídico". Parece mentira, mas o autor do conceito é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chefe do Executivo imperial da República em que a corrupção campeia, notória nos superfaturamentos de preços de obras e serviços públicos. O caso mais recente tem um mês e ocorreu no segundo gabinete mais importante do Palácio do Planalto, ocupado pelo chefe da Casa Civil. Por que a declaração desmoralizadora contra o Tribunal de Contas da União? Porque o órgão, ao fiscalizar 231 obras, recomendou a suspensão de 32 delas (18 do PAC), entre as quais as das refinarias Abreu Lima e Repar, da Petrobras, em Pernambuco e no Pa raná. Ambas foram alvo de idêntica recomendação no ano passado, não atendida.
O presidente é o principal zelador das instituições do país, e deveria ser o primeiro a evitar declarações que as depreciam aos olhos dos cidadãos, em especial àquelas encarregadas de fiscalizar o uso do dinheiro de todos. Ele até poderia ter razão no que diz, mas não pode dizê-lo de forma destemperada, e dar o péssimo exemplo de defender-se acusando, sem provas de que "nem sempre o que constatam é verídico". Ocorre, e aí deve estar a origem da declaração facciosa, que o governante não pode fornecer amostras de falta de veracidade, a confirmar a exceção, para não correr o risco de ser soterrado, em resposta, pela avalanche de amostras de imoralidades verazes que constituem a regra de seu governo.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
TCU RECOMENDA PARALISAÇÃO EM 17 ESTADOS
TCU recomenda paralisação de 17 novas obras em 15 estados
Lista entregue ao Congresso inclui apenas obras fiscalizadas neste ano. Um levantamento de todas as recomendações de bloqueio orçamentário – incluindo as dos anos anteriores – será anexado ao projeto do Orçamento de 2011. Decisão final é do Congresso.
O Tribunal de Contas da União (TCU) entregou nesta terça-feira (9) ao Congresso a relação das obras com indícios de irregularidades graves e pedido para paralisação no repasse de recursos federais. Ao todo, foram encontrados problemas em contratos referentes a 17 obras em 15 estados. Os indícios referem-se às fiscalizações realizadas este ano. No entanto, o número de obras deve ser maior, pois há empreendimentos paralisados por decisões do TCU de anos anteriores.
Confira a lista das novas obras com indícios de irregularidades graves.
As consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado farão o levantamento de todas as obras com recomendação de bloqueio orçamentário. As informações serão anexadas ao projeto do Orçamento de 2011 (PLN 59/10). Se o Congresso aceitar as sugestões do TCU, as obras serão paralisadas até que os gestores adotem as providências necessárias para sanear ou esclarecer as pendências.
Originalmente, o tribunal havia encontrado problemas em 18 obras nas fiscalizações deste ano, mas na semana passada uma delas teve o aval da corte para ser retomada – a adequação de um trecho da BR 163, entre Cuiabá e Rondonópolis (MT). Entre os problemas mais frequentes encontrados pelo TCU nos empreendimentos auditados estão sobrepreço, projetos básicos deficientes e superfaturamento.
O Ministério das Cidades e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) são responsáveis pelo maior número de obras com pedido de paralisação (quatro cada). Duas obras da Petrobras que já haviam apresentado problemas em fiscalizações do ano passado voltaram a figurar na lista: a modernização da refinaria Presidente Getúlio Vargas, no Paraná, e a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
A relação das obras foi entregue pelo presidente do TCU, ministro Ubiratan Aguiar, ao presidente do Senado, José Sarney. A lista traz ainda outros seis empreendimentos que tiveram sugestão para suspensão preventiva de repasse de recursos. Nesse caso, não há paralisação, apenas retenção parcial de valores ou cobrança de garantias suficientes para prevenir possíveis danos aos cofres públicos.
Análise do comitê
Caberá ao Comitê de Avaliação das Informações sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves (COI), da Comissão Mista de Orçamento, examinar as informações prestadas pelo TCU e elaborar um relatório com as obras que deverão ser paralisadas. O relator do comitê é o deputado Leonardo Monteiro (PT-MG).
Durante a discussão, a comissão poderá realizar audiências públicas, com os gestores das obras, para embasar a decisão do comitê. Esse processo foi adotado no ano passado.
Para o ministro do TCU Benjamin Zymler, relator do acórdão que definiu as obras com indícios de irregularidades graves, chegou o momento de o Congresso discutir uma legislação definitiva para o sistema de controle de obras e serviços financiados com recursos federais. Hoje, a metodologia de paralisação é definida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que muda a cada ano.
Zymler afirma que já existe maturidade suficiente para criar uma norma perene sobre o assunto. A primeira vez que o tema foi tratado em uma LDO foi em 1997. "O sistema já é tão discutido que acho ser o momento de retirá-lo da LDO, que é uma lei transitória, e de consolidá-lo em uma lei definitiva", disse o ministro, que também esteve no Congresso, nesta terça, para a entrega do relatório das obras.
Edição - Daniella Cronemberger
terça-feira, 9 de novembro de 2010
LULA - "É JUSTO E NECESSÁRIO REAJUSTE NO LEGISLATIVO E EXECUTIVO"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira que é "justo" e "necessário" o reajuste dos salários do Executivo e do Legislativo.
Lula argumentou que o fim da legislatura é o momento certo de aprovar aumento de salários.
Segundo reportagem publicada hoje na Folha, deputados e senadores já defendem aumentar os próprios salários e, por tabela, reajustar também o da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT).
http://www1.folha.uol.com.br/poder/828061-para-lula-aumento-dos-salarios-do-congresso-e-de-dilma-e-justo.shtml
Merlânio Maia
No período eleitoral
Candidato vira santo
Bota a cara em todo canto
Favela, sítio, hospital,
Tapera, escola, curral,
Velório, igreja, pensão,
Promete o céu e o chão
Jura descaradamente
Mas muda radicalmente
Quando acaba a eleição!
A teta é bem saborosa
Por isso, quem quer deixar?
O salário é um manjar
E a função é poderosa
A mala preta formosa
Enche os cofres e o colchão
Pois é na corrupção
Que o ganho se multiplica
E a politicalha enrica
Quando acaba a eleição!
O pobre eleitor coitado
Detém o real poder
De banir, cobrar, deter,
E excluir o candidato
Mas o político de fato
Encanta e ilude o povão
Como um piolho malsão
Retorna ao poder de novo
Pra sugar o nosso povo
Quando acaba a eleição!
Mau político tem prazer
De enganar quando promete
Setecentos vezes sete
Promete sem se conter
Sabe que vão esquecer
Nunca houve punição
Não há lei que diga não
Quem paga a promessa é o povo
E o peste vai rir de novo
Quando acaba a eleição!
Pobre do povo enganado
Trucidado em sua calma
Vende o voto e perde a alma
Paga caro ter votado
Não verá do combinado
Nem saúde, educação,
Nem infra-estruturação
Nem água, esgoto ou transporte,
Segurança só na sorte
Quando acaba a eleição!
O que se vê todo o dia
É briga pelo poder
Quem já tem mais faz pra ter
E haja dinheiro e folia
A bandidagem alicia
No caos da corrupção
A ética perde a razão
Ser honesto é coisa rara
Falta vergonha na cara,
Quando acaba a eleição!
E a gente sente vergonha
De ver chafurdando em lama
Símbolos que a gente ama
De forma torpe e bisonha
Mas a nação ainda sonha
Botar na grade o ladrão
E sanear a nação
Pra ter sua honra de novo
E o governo ser do povo
Quando acaba a eleição!
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
ENTREVISTA FHC - FOLHA
Folha - José Serra aproveitou a oportunidade do segundo turno como deveria?
Fernando Henrique Cardoso - Cada um tem um estilo e Serra foi fiel ao estilo dele. Tomou as decisões dele na campanha, com o [marqueteiro Luiz] Gonzalez. Não fez diferente do que se esperaria de Serra como um candidato persistente, que define uma linha e, aconteça o que acontecer, vai em frente.
O PSDB, e não o Serra, tem outros problemas mais complicados. Não é falta de bons candidatos. O problema é ter uma noção do coletivo, uma linguagem que expresse o coletivo, que não pode ser fechado no partido. Numa sociedade de 130 milhões de eleitores, a mensagem conta muito --no conteúdo e no modo que se transmite.
Como o Lula ficou muito fixado numa comparação para trás, os candidatos esqueceram a campanha e não definiram o futuro. Esse é o desafio --para o PSDB também.
O nosso futuro vai ser, outra vez, fornecer produtos primários? Ou vamos desenvolver inovação, modificar a educação, continuar a industrialização. Isso não foi posto [na campanha]. Qual será nossa matriz energética. Preocupa-me muito a discussão do petróleo.
Nesse campo, o seu governo quebrou o monopólio da Petrobras e implantou o modelo de concessão. A fórmula proposta por Lula, de partilha, para o pré-sal, que traz novos privilégios à Petrobras, é melhor?
Não posso responder, porque não vi a discussão. Preocupa-me esse modelo porque força uma supercapitalização [da Petrobras] sem que se saiba bem qual será o modelo de venda desse petróleo. Essa forma de partilha proposta é uma estatização do risco. O risco quem corre é o Estado, ao contrário do modelo de concessão.
O que estamos fazendo é uma dívida. Isso obriga a sobrecapitalizar a Petrobras. Parece que não temos mais problemas de poupança no Brasil. Entramos numa ilusão tremenda nessa matéria. O Tesouro faz a dívida com o mercado e empresta para o BNDES ou para a Petrobras. É como se não precisássemos mais poupar. Mas a dívida está aí. Essa questão o PSDB não politizou.
O governo Lula mobiliza fundos públicos e paraestatais e patrocina a formação de grandes empresas no país, uma espécie de complexo "industrial-burocrático", parodiando o "industrial-militar" do Eisenhower [em 1961, ao deixar o governo, o então presidente dos EUA Dwight Eisenhower alertou para os riscos de uma influência excessiva do complexo industrial-militar para o processo democrático]. Há mais ruptura ou continuidade em relação ao processo que se iniciou no seu governo, quando o BNDES e os fundos de pensão das estatais viabilizaram as privatizações?
Tudo é uma questão de medida. Os fundos [de pensão] entraram na privatização porque já tinham ações nas teles e participar do grupo de controle lhes dava vantagem. Fizeram um bom negócios Mas tive sempre o cuidado da diversificação. No mundo integrado de hoje, convém que a economia tenha um setor público eficiente e que tenha um setor privado, nacional e estrangeiro. Tentamos equilibrar isso.
O problema agora é de tendência, de gigantismo de uns poucos grupos, nesse complexo, que na verdade é sindical-burocrático-industrial, com forte orientação de escolher os vencedores. Isso é arriscado do ponto de vista político e leva ao protecionismo.
A máxima "política tem fila" foi usada para defender a precedência de Serra sobre Aécio na eleição de 2010. A fila andou ontem? Chegou a vez de Aécio Neves no PSDB?
Eu não posso dizer que passou a primeiro lugar, mas que o Aécio se saiu bem nessa campanha, se saiu. Não posso dizer que passou a primeiro lugar porque o Serra mostrou persistência e teve um desempenho razoável.
Não diria que existe um candidato que diga: "Eu naturalmente serei". Mas o PSDB também não pode ficar enrolando até o final para saber se é A, B, C ou D. Dentro de dois anos temos de decidir quem é e esse é tem de ser de todo mundo, tem de ser coletivo.
Não estou disposto mais a dar endosso a um PSDB que não defenda a sua história. Tem limites para isso, porque não dá certo. Tem de defender o que nós fizemos. A privatização das teles foi bom para o povo, para o Tesouro e para o país. A privatização da Vale foi um gol importante, porque, além do mais, a Vale é uma empresa nacional. A privatização da Embraer foi ótima.
Então por que não dizer isso? Por que não defender? Privatizar não é entregar o país ao adversário, pegar o dinheiro do povo e jogar fora. Não. É valorizar o dinheiro do país. Tudo isso criou mais emprego, deu mais renda para o Estado.
Do ponto de vista econômico, as questões estão bem encaminhados. Os motores da economia são fortes. Os problemas maiores são em outras áreas: educação, segurança, democracia, igualdade perante a lei, droga. Não é para saber se a economia vai crescer, é se a sociedade vai ser melhor.
Sobre a democracia no Brasil, o sr. escreveu, recentemente, que é uma maquinaria institucional em andamento, mas que lhe falta o "espírito": "a convicção na igualdade perante a lei, a busca do interesse público e de um caminho para maior igualdade social". Sinais desse espírito no processo eleitoral que se encerrou?
Francamente não vejo. O presidente Lula desrespeitou a lei abundantemente. Do ponto de vista da cultura política, nós regredimos. Não digo do lado da mecânica institucional --a eleição foi limpa, livre. Mas na cultura política, demos um passo para trás, no caso do comportamento [de Lula] e da aceitação da transgressão, como se fosse banal.
Houve abuso do poder político, que tem sempre um componente de poder econômico. Quantos prefeitos foram cassados aqui em São Paulo, por exemplo em Mauá, por abuso do poder econômico? Por nada, comparado com esse abuso a que assistimos agora. Não posso dizer que houve progresso da cultura democrática brasileira.
Aqui está havendo outra confusão. Pensar que a democracia é simplesmente fazer com que as condições de vida melhorem. Ela é também, mas não se esqueça que as ditaduras fazem isso mais depressa.
Como o sr. vê a volta de temas como religião na campanha?
Com preocupação. O Estado é laico, e trazer a questão religiosa para primeiro plano de uma discussão política não ajuda. Todas as religiões têm o direito de pensar o que queiram e de pregar até o comportamento eleitoral de seus fieis. Mas trazer a questão como se fosse um debate importante, não acho que ajude.
A dose dos chamados marqueteiros nas campanhas tucanas está exagerada?
Sim, em todas as campanhas. Nós entramos num marquetismo perigoso, que despolitiza. Hoje a campanha faz pesquisas e vê o que a população quer naquele momento. A população sempre quer educação, saúde e segurança, e então você organiza tudo em termos de educação, saúde e segurança.
Sem perceber que a verdadeira questão é como você transforma em problema uma coisa que a população não percebeu ainda como problema. Liderar é isso. Aí você abre um caminho. A pesquisa é útil não para você repetir o que ela disse, mas para você tentar influenciar no comportamento, a partir de seus valores.
Suponha uma pesquisa sobre privatização em que a maioria é contra. A posição do líder político é tentar convencer a população [do contrário]. O que nós temos na campanha é a reafirmação dos clichês colhidos nas pesquisas. Onde é que está a liderança política, que é justamente você propor valor novo. O líder muda, não segue.
Como mostrar as diferenças entre PT e PSDB? As ideias tucanas não são difíceis de assimilar?
Você se lembra de quando fui presidente? A ambição de todo mundo era cortar a burocracia. Por quê? Porque foi politizado.
É preciso politizar, e não é na hora da campanha.O PSDB, quando digo que tem que ter por referência o coletivo e ter um projeto, é agora. Não é para daqui a quatro anos. Daqui a quatro anos é tarde. Ou durante quatro anos você martela os seus valores e transforma os seus valores em algo que é compartilhado por mais gente, ou chega lá e não consegue. É tarde.
Mas o PSDB deixou o Lula falando sozinho um bom tempo.
Não foi só o PSDB. Foi todo mundo. Quando o nosso sistema presidencialista é exercido a partir de uma pessoa carismática como o Lula e que tem por trás um partido organizado, ele quase se torna um pensamento único.
Aqui, fora da campanha, só o governo fala. Quando fala sem parar, o caso atual, e sob forma de propaganda, fica difícil de controlar. No meu tempo, também era o governo que falava. Como não tenho o mesmo estilo e não usava uma visão eleitoreira o tempo todo, não aparecia tanto. Mas isso é da cultura brasileira.
Jornal dá o "outro lado", mas a TV não dá --só dá na campanha. O que a mídia em geral transmitiu ao longo desses oito anos? Lula, violência e futebol.
A oposição, liderada pelo PSDB, ficou mais forte nos Estados e mais fraca no Congresso. Como fará para resistir à força gravitacional do Planalto?
Não é fácil, porque os Estados têm interesses administrativos. Mas um pouco mais de consistência oposicionista pode. No regime militar, Montoro e Tancredo eram governadores e se opunham. É preciso recuperar um pouco essa dimensão política.
Mas o carro chefe para puxar [a oposição] não pode ser o governador. Tem de ser o partido. E não é o PSDB só. Esses 44 milhões [votação de Serra no domingo] não são do PSDB. É uma parte da sociedade brasileira que pensa de outra maneira. E não se pode aceitar a ideia de que são os mais pobres contra os mais ricos. Nunca vi uma elite tão grande: 44 milhões de pessoas.
A polarização nacional entre PT e PSDB completou 16 anos. Tem feito mais bem ou mais mal ao Brasil?
O que o Chile fez na forma da Concertação [a aliança entre o Partido Socialista e a Democracia Cristã que governou o Chile de 1990 a 2010], fizemos aqui sob a forma de oposição. Há muito mais uma linha de continuidade que de quebra. Queira ou não queira, o pessoal do PT aderiu, grosso modo, ao caminho aberto por nós. Isso é que deu crescimento ao Brasil. A briga, na verdade, é pelo poder, não é tanto pelo conteúdo que se faz. No tempo que cheguei lá, eu escrevi o que ia fazer e fiz. Nunca mudei o rumo. O Lula mudou o rumo. Agora acho que tem aí o começo de um rumo que não é o mesmo meu, que é esse mais burocrático-sindical-industrial. E tem uma diferença na concepção da democracia, e o PSDB tem de acentuar essa diferença.
Mas o que seria essa social-democracia?
Social-democracia, vamos devagar com o ardor. O sujeito da social-democracia europeia eram a classe trabalhadora e os sindicatos. Aqui são os pobres. O Lula deixou de falar em trabalhador para falar em pobre. Mudou. Nós descobrimos uma tecnologia de lidar com a pobreza, mas estamos por enquanto mitigando a pobreza.
Tem de transformar o pré-sal em neurônio. Esse é o saldo para uma sociedade desenvolvida. Social-democracia hoje é isso. É inclusão social, respeitando o mercado, sabendo que o Estado terá um papel importante, mas não é tudo, e que o mercado tem de ser regulado de olho numa inclusão que não seja só de mitigação. Não pode ter predomínio do olhar do Estado. Está se perfilando, no PT e adjacências, uma predominância do olhar do Estado, como se o Estado fosse a solução das coisas. Continuo achando que o Estado é indispensável, mas a sociedade deve ter uma participação mais ativa. Os movimentos sociais estão todos cooptados.
Então a diferença entre PT e PSDB, para o sr., se dá em relação ao papel do Estado.
Mas não no sentido de não ter papel para o Estado. No sentido de que esse papel tenha de ser de um Estado que se abra para a sociedade. Não de um Estado burocrático, que se imponha à sociedade.
A nossa tradição é de corporativismo estatizante, e isso está voltando. É uma mistura fina, uma mistura de Getúlio, Geisel e Lula. O Lula é mais complicado que isso, porque é isso e o contrário disso. Como é a metamorfose ambulante, faz a mediação de tudo com tudo.
Lula sempre faz a mediação para que o setor privado não seja sufocado completamente. Não sei como Dilma vai proceder.
O sr. sente que isso tende a se aprofundar nesse novo governo?
Sim, a segunda parte do segundo mandato de Lula foi assim. A crise global deu a desculpa para o Estado gastar mais. E o pobre do Keynes pagou o preço. Tudo é Keynes [O economista britânico John Maynard Keynes (1883-1946) defendeu, em sua obra "Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda", a intervenção do Estado na economia para controlar as crises econômicas]. Investimento não cresceu, gasto público se expandiu, foi Keynes.
Não acho que o Brasil vá no sentido da Venezuela porque a sociedade nossa é mais forte. Aqui há empresas, imprensa, universidades, igrejas, uma sociedade civil maior, mais forte. Isso leva o governo a também ter cautela. Veja o discurso da Dilma de ontem [domingo]. Ela beijou a cruz.
Como todo mundo percebia uma tendência nesse sentido, ela disse: "Olha aqui, vou respeitar a democracia, vou dar a mão a todos". Ela tem que dizer isso, porque senão ela não governa.
O que esperar de Dilma Rousseff, que estreia num cargo eletivo logo na Presidência, no dia 1º de janeiro?
Nós não sabemos não só o que ela pensa, mas como é que ela faz. O Brasil deu um cheque em branco para a Dilma. Vamos ver o que vai acontecer com a conjuntura econômica, mundial e aqui. Há um problema complicado na balança de pagamentos, um deficit crescente, uma taxa de juros elevada e uma taxa de câmbio cruel.
domingo, 7 de novembro de 2010
E a esperança ...
Bolsa Família não é inclusão social e distribuição de terras não é Reforma Agrária.
ISTO É OUTRA COISA!
Os preocupados ...
ISTO É OUTRA COISA!