sábado, 15 de janeiro de 2011

CHÁ VERDE

Chá verde pode ajudar a evitar Alzheimer e câncer, diz estudo

Erva também é muito utilizada por quem quer emagrecer

O chá verde já teve o seu reinado quando o assunto era dietas emagrecedoras. Uma recente pesquisa da Universidade de Newscastle, no Reino Unido, mostra que essa bebida pode proteger o cérebro de doenças e até atuar na prevenção do câncer. Os pesquisadores avaliaram se as propriedades benéficas da bebida, que anteriormente já haviam sido comprovadas no chá recém-preparado, ainda permaneciam ativas uma vez que o chá fosse digerido.

A digestão acontece por um processo vital para conseguir os nutrientes necessários, porém, nem sempre os compostos mais saudáveis dos alimentos serão absorvidos pelo corpo, chegando, às vezes, a se perder ou se modificar no processo. Segundo os pesquisadores, quando o chá é digerido pelas enzimas do intestino, os compostos químicos resultantes são muito eficazes contra gatilhos importantes do Alzheimer. Também foram descobertos que os compostos digeridos possuíam propriedades contra o câncer.

— Constantes pesquisas são realizadas comprovando e descobrindo os efeitos benéficos do chá verde. Sabe-se que o consumo desta bebida deve ser feito com cautela. Recomenda-se cinco a seis xícaras de chá ao dia. Indivíduos que possuem problemas cardíacos ou digestivos devem restringir o uso do chá verde para evitar complicações para a saúde — alerta a nutricionista e tutora do Portal Educação, Ana Paula Leão Rossi.

Vale ressaltar que para a realização do estudo, a equipe de cientistas da Newcastle trabalhou em parceria com os pesquisadores da Escócia, que desenvolveram uma tecnologia que simula o sistema digestivo humano, e foi justamente com tais tecnologias que foram constatadas as propriedades de proteção dos produtos do chá.


http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&newsID=a3174563.xml&channel=13&tipo=1&section=Geral


Conselheiros do governador

Foram conhecidos hoje os 80 membros confirmados para o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, menina dos olhos do governador Tarso Genro. O CDES será coordenado pelo secretário Marcelo Danéris e terá a primeira reunião ainda em fevereiro.
A lista tem representantes de diferentes setores da sociedade _ do ator Werner Schünemann à ex-primeira-dama e ex-secretária de Educação Neuza Canabarro, passando pelo presidente da Ajuris, João Ricardo dos Santos Costa. Tem médicos, professores, empresários, servidores públicos, advogados, economistas, pastores, etc.

Vai aqui a relação completa:

1. Ademar Schardong, empresário, advogado, vinculado ao setor financeiro

2. Alexandrino Alencar, executivo

3. André Bier Gerdau Johannpeter, empresário, administrador de empresas.

4. Anton Biedermann, empresário

5. Antonio Cesar Gonçalves Borges, médico neurologista, professor, reitor da Universidade Federal de Pelotas

6. Antônio Escoteghy Castro, advogado

7. Atílio Ibargoyen, empresário, engenheiro agronômo, pecuarista, empreendedor na área de turismo

8. Cairo Fernandes, sindicalista

9. Carlos Raimundo Paviani, eExecutivo

10. Carlos Schneider , professor, consultor tributarista

11. Celso Ricardo Ludwig, sindicalista, vinculado à agricultura familiar

12. Celso Schroeder, professor, jornalista, e sindicalista

13. Celso Woyciechowski, trabalhador da educação e dirigente sindical

14. César Luis Pacheco Chagas, administrador, especialista na área da saúde e sindicalista

15. Clamir Balén, agricultor, vinculado à economia solidária e sindicalista.

16. Cláudio Augustin, servidor público e sindicalista

17. Cláudio Bier, empresário, vinculado ao setor de máquinas agrícolas

18. Cláudio José Algayer , médico

19. Claudir Antônio Nespolo, sindicalista, metalúrgico e dirigente

20. Cléo de Aquino Ferreira, agricultor familiar

21. Daiane dos Santos , ginasta

22. Daniel Vieira Sebastiani, professor e historiador

23. Dom Gillio Felício, arcebispo de Bagé

24. Eduardo Macedo Linhares, pecuarista e criador de cavalos e produtor de arroz

25. Eduardo Rolim, professor universitário, agricultor familiar e sindicalista

26. Elton Roberto Weber agricultor familiar, sindicalista e jornalista

27. Ercy Pereira Torma, jornalista

28. Fernando Antonio Lucchese, médico cardiologista, escritor

29. Fernando Campos Costa, bioconstrutor, permacultor e ativista do meio ambiente

30. Franco Pallamolla, empresário

31. Frei Sérgio Görgen, frade franciscano, agricultor e ativista da reforma agrária

32. Giba Assis Brasil, cineasta

33. Gilberto Cardoso de Aguiar, conselheiro tutelar de Porto Alegre e membro do Conselho das Cidades

34. Gilberto Picinini, cooperativista do setor de laticínios Cooperativista

35. Guiomar Vidor, central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

36. Isaías Vedovatto , agricultor

37. Ivo Cansane, empresário setor moveleiro

38. Jacques Távora Alfonsin, advogado e defensor dos direitos humanos

39. João Antônio Fernandes Martins Empresário e engenheiro Mecânico

40. João Batista Xavier, sindicalista

41. João Ricardo dos Santos Costa Juiz de Direito

42. Júlio Ricardo Mottin, produtor rural e advogado

43. Lauro Beheregaray Delgado Produtor rural

44. Leonardo Monteiro Silveira Líder estudantil

45. Luís Augusto Fischer, professor universitário, escritor e ensaísta.

46. Luis Roberto dos Santos Machado, pastor evangélico

47. Luiz Fernando Pinedo, advogado e membro do Ministério Público

48. Marcelo Lemos Dornelles, promotor de Justiça

49. Maria Alice Lahorgue, professora universitária e economista

50. Maria Berenice Dias da Silva, advogada e desembargadora aposentada

51. Maria Helena Weber, professora universitária e relações pública

52. Mauri Cruz , advogado e ativista do terceiro

53. Mercedes Cânepa , professora universitária e cientista política

54. Milton Francisco Kempfer, sindicalista

55. Neuza Canabarro, educadora

56. Ney José Lazzari, economista e reitor do Centro Universitário UNIVATES

57. Nilson May, médico e escritor

58. Osmildo Pedro Bieleski, agricultor familiar

59. Osvaldo Voges, empresário

60. Paulo D´Arrigo Vellinho , empresário

61. Paulo Frizzo, professor universitário, escritor e ensaísta.

62. Paulo Tigre, empresário

63. Pedro Teixeira, empresário

64. Raul Gaston Klein, empresário

65. Roberto Maisonnave, empresário

66. Ronaldo Bolognesi, empresário

67. Ronei Alberto Lauxen, cooperativista

68. Rui Polidoro Pinto, cooperativista

69. Sérgio Miranda , sindicalista

70. Sérgio Schneider, professor universitário

71. Sirmar Antunes , ator

72. Telmo Magadan, empresário

73. Ubiratan Batista Job , pastor evangélico

74. Valdecir Luis Folador, produtor rural

75. Valter Souza, trabalhador da construção civil e sindicalista

76. Vergilio Frederico Perius , cooperativista

77. Vilmar Zanchin Prefeito de Marau

78. Vitor Koch, empresário

79. Walter Fabro, trabalhador do setor calçadista e sindicalista

80. Werner Schünemann , ator

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Qual é seu preço?



José Pedro Goulart


De Porto Alegre (RS)







(Foto:AFP)

Todo mundo tem um preço. O meu, aliás, é bem barato, algo num raio de um metro e meio em torno do umbigo de alguém como a Scarlett Johansson, por exemplo, me compra com facilidade. Isso não quer dizer que eu não tenha princípios, tenho. Mas esses custam mais caro.


A moeda de cada um varia. E digo mais, o sentido da vida está em descobrir a sua: prestígio, poder, glória - não há doação, mas troca, escambo. Vale para caridade, para arte, para política. De alguma forma há lucro. Vendemo-nos o tempo todo.


Quem diz que não se vende por nada não ama ninguém. Que pai ou mãe deixariam de entregar qualquer coisa, até mesmo a honra, para salvar a vida de um filho? A moeda que nos compra pode ser trágica, pode ser oportunista; mas, atenção crianças, pode ser nobre. Eis o meu ponto, dependendo das circunstâncias qualquer um vende a alma, o corpo e até negocia a morte (se houver a garantia de 72 virgens esperando do lado de lá, por exemplo). Mas sim, acredito que se possa levar uma vida menos ordinária escolhendo bem o balcão, e principalmente o diabo e a moeda que nos compra.


Quando o lucro é "só" dinheiro, bem, aí o assunto é outro. O dinheiro em si maquia o resultado, ou melhor, só vê o resultado - um passo para mesquinhez. Um sujeito muito velho sovina e endinheirado continua acumulando riqueza somente pelo prazer de ficar empilhando números. (Talvez se pudesse trocaria tudo o que tem por uma outra moeda, como uma nova juventude. Mas o pior é que não pode.)


Foi por isso que acreditei que Ronaldinho iria jogar no Grêmio. Os dirigentes reabriram as portas do Olímpico mesmo sabendo que o jogador deu uma banana para o clube há dez anos. Foram tentados, cobiçaram uma oportunidade. Numa situação normal o time não teria condições financeiras para trazer um Ronaldinho, mesmo com a carreira do sujeito minguando.


Mas o Grêmio achava que só ele tinha a moeda que iria comprar o jogador. Qual moeda? "O perdão". Era isso que Ronaldinho e sua turma ansiariam. De posse dessa moeda raríssima, o craque poderia comprar o esquecimento, refazer a memória vil que deixou para trás, ter passe livre na sua cidade natal. Grande acordo.


Mas os dirigentes estavam enganados, como se enganaram todos os torcedores que se associaram no perdão para jogador. Ronaldinho não estava atrás de reconciliações. A moeda que o Grêmio queria era uma só: reconhecimento; talvez algum amor. Mas a moeda do Ronaldinho continua a mesma, a que sempre foi desde sempre.




 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

BASTA! Carlos Vereza

BASTA!!!

Carlos Vereza

Mais uma canalhice vinda desta máfia petista, agora, atingindo crianças de sete a doze anos, com a "inclusão" no curriculo escolar dessa faixa etária, um famigerado kit gay! 
Os pulhas seguem a cartilha de Lênin, que preconizava entre outras "estratégias", a dissolução moral da juventude! 
Este o resultado da barganha eleitoral realizada entre os gays e o PT, que, com honrosas exceções votaram em massa na senhora Dilma Roussef, o biombo para o terceiro mandato do execrável Lula da Silva! 
Nada tenho contra opções sexuais diferenciadas, mas não posso admitir apologias com finalidades politicas, contra crianças que ainda não possuem maturidade suficiente para discernir com clareza, sobre tema tão controvertido! 
Segundo a Constituição, dentro das normas de Segurança Nacional, as Forças Armadas, têm o dever de intervir desde o momento em que a lei e a ordem constitucional estejam sendo desrespeitadas! E o que vemos? O MST pregando abertamente a mudança de um regime que se pretende democrático; cúmplices do maior esquema de corrupção do país, o mensalão, indicados para o ministério da senhora Dilma Roussef, sem que tenha ocorrido até agora, o julgamento dos envolvidos, e, como se não bastasse, a mcooptação imoral de nossas crianças! 
Aonde estão as senhoras civicas, que não se organizam em defesa da familia brasileira? Aonde estão os formadores de opinião, que não denunciam esta falácia denominada de "diversidade sexual?" 
Estamos nas maõs das estratégias de Lênin e Gramsci, executadas clara e abertamente em direção à um comuno-sindicalismo, dominando praticamente, todos os setores da sociedade brasileira! 
É oportuno relembrar, que todos os envolvidos no esquema do mensalão, foram denunciados por formação de quadrilha, sendo José Dirceu, considerado o chefe da máfia tupiniquim!!!
Postado por Carlos Vereza às 04:25

FRACASSO ROTUNDO




Foi simbólico o fato de o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciar, no último dia de seu mandato, a decisão de não extraditar Cesare Battisti. Representou o triste coroamento de uma política externa eivada de graves equívocos e omissões.

Manter no Brasil um homem acusado de haver cometido quatro assassinatos e condenado pela Justiça da sólida democracia italiana foi o ato derradeiro de extensa série de erros. A atitude -justificada por parecer jurídico de conveniência -, na verdade, exprimiu a simpatia do governo brasileiro pela "causa" de Battisti.

Que causa? O réu e seus companheiros pretendiam derrubar um regime democrático, substituindo-o por uma ditadura de esquerda. Não deveria, então, ser acolhido na condição de perseguido político, a merecer asilo, pois este se o concede a quem luta pela liberdade, e não a terroristas que a ameaçam.

O governo brasileiro, estranhamente, explicitou que a devolução de Battisti à Itália, para cumprir a pena a que fora condenado, poderia "gerar riscos", como se naquele país - berço do Direito Romano, fonte da legislação civil e penal da Europa e do Brasil - as instituições não fossem respeitáveis. Criou desnecessário contencioso com nação amiga, abrindo ferida que levará tempo para cicatrizar, movido por tola visão ideológica. Sem esquecer que a Itália, relevante na União Europeia, poderá, proximamente, tornar-se adversária do Brasil nesse foro.

O caráter político da decisão pode ser medido pelo contraste com o caso dos boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, que abandonaram a delegação de Cuba durante os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, mas foram rapidamente localizados e remetidos a Havana. Neste caso, pela ótica brasileira, a situação não configuraria "riscos", apesar de, poucos anos antes, três jovens terem sido sumariamente fuzilados pelo castrismo. Não eram ativistas políticos. Não atentavam contra Fidel. Apenas tencionavam sair de Cuba e tentar a sorte longe dali. Foram sacrificados sem que certos intelectuais brasileiros redigissem manifesto implorando, se não queriam protestar, pelas jovens vidas em jogo.

Falou alto a simpatia pela ditadura cubana, pela ação no episódio dos boxeadores e pelo silêncio diante dos assassinatos. Outra vergonha: a morte, após 89 dias em greve de fome, do prisioneiro Orlando Zapata, que coincidiu com a foto sorridente de Lula com os irmãos Castro, estampada mundo afora. Mais tarde, o ex-presidente, em dia infeliz, compararia presos de opinião cubanos a criminosos das falanges que atuam nos presídios de São Paulo e do Rio.

Lamentável atração por ditaduras e aspirantes a ditadores, de Hugo Chávez ao genocídio sudanês, chegando ao Irã de Mahmoud Ahmadinejad, que apedreja mulheres e teve no Brasil o primeiro Estado a reconhecer a "legitimidade" de suas últimas eleições, até mesmo comparando a oposição fraudada a torcedores de futebol inconformados com a derrota do seu time. Mais: aliado à Turquia e nela isolado, deu aval à justificativa iraniana para prosseguir com um programa nuclear cujo objetivo é fabricar artefatos atômicos para aumentar a tensão e ameaçar Israel. Lamentável: Brasil e Turquia foram os únicos países a votar, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, contra sanções ao Irã, enquanto 12 votos aprovaram as restrições.

Erro clamoroso. Péssimo para a pretensão, tão exaustivamente perseguida, de obter para o Brasil assento permanente no Conselho de Segurança. Perda de prestígio internacional para o ex-presidente, que visava a afirmar certa posição de liderança no mundo, passando do estágio da curiosidade que despertava à fase do respeito que não faltou a Bill Clinton, Felipe González, Fernando Henrique Cardoso.

Balanço: a cadeira ficou ainda mais distante; em oito anos, perdeu eleições para importantes organismos multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), sem contar, sequer, com o voto do cortejado Chávez. E quando surgiu um brasileiro com possibilidade real de vitória para a Secretaria-Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), abriu mão dessa perspectiva, sempre magnetizado pelo assento permanente no conselho, e colheu nova derrota ao apoiar a frágil candidatura do egípcio Farouk Hosni.

Tantos tropeços - nem tratamos do vexatório episódio Zelaya/Honduras - decorrem da caolha e passadista política Sul-Sul, que sonha em unir países pobres contra ricos, como se aqueles estivessem unidos - não estão! - em torno de uma pauta comum e estes nada tivessem de bom a oferecer ao Brasil na relação política, tecnológica e comercial. No penúltimo dia de mandato, Lula, com rancor juvenil, declarou ser "gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver os problemas da crise brasileira, da crise da Rússia, da crise do México". Como se fenômenos econômicos que lhe escapam ao alcance justificassem a errônea política exterior que praticou.

Uma política externa bem-sucedida deve ser, a um tempo, consistente, coerente, pragmática e ética. Não gastarei espaço falando de claras incoerências e inconsistências. Vejo, isso sim, que o apregoado pragmatismo falhou e a ética esteve ausente da ação diplomática.

Afinal, vendeu a alma por um Conselho de Segurança que não veio. O caso Battisti é nódoa que custará a desaparecer. A agressão à ética está nos votos - ou no silêncio ruidoso - com que o Brasil protegeu ditaduras e ditadores toda vez que violaram direitos humanos ou cercearam liberdades públicas, como o direito-dever de informar por meios de comunicação livres de censura e de ameaças.

DIPLOMATA, É LÍDER DA MINORIA NO SENADO





Para acessá-la basta clicar no link abaixo.

Fracasso rotundo

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110110/not_imp664143,0.php


 www.estadao.com.br/opiniao

www.estadao.com.br


domingo, 9 de janeiro de 2011

História encerrada

Na noite de sábado, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, divertiu os convidados do casamento de Camilla Menezes no Leopoldina Juvenil mostrando a quem quisesse ver as mensagens de Assis para que o Corinthians abrisse negociações para a contratação de Ronaldinho.

Neste domingo, emissários do jogador procuraram dirigentes do Grêmio para tentar reabrir as negociações.

Os dirigentes informaram que não estão mais interessados no jogador.

A história de Ronaldinho parece estar definitivamente encerrada.

Exclusiva com Assis: “O problema foi o Milan”

Exclusiva com Assis: “O problema foi o Milan”


Acabo de falar por telefone com Assis.
Ele está impressionado com a repercussão do desenvolvimento do Caso Ronaldinho.
Ouviu a entrevista coletiva de Odone e Vicente Martins.
E garantiu que ainda não tomou nenhuma decisão.

A seguir, a reprodução de parte da conversa:

David Coimbra - Já está certo que Ronaldinho jogará no Flamengo?

Assis - Não tomamos decisão alguma. Hoje à tardinha vou falar com o Galliani. Só depois dessa conversa que posso dizer algo.

David Coimbra - Você sabe como o caso está repercutindo em Porto Alegre?

Assis - Sei, sim.

David Coimbra - E o que acha?

Assis - Nunca falei que esse negócio seria uma barbada. Infelizmente, tem o Milan na negociação. O Ronaldo é atleta do Milan, ele tem que cumprir o que o Milan determina.

David Coimbra - Você ouviu a entrevista do presidente do Grêmio?

Assis - Acompanhei a entrevista, acompanhei todas as perguntas que foram feitas, tudo. Acho que o presidente foi muito feliz nas suas colocações.

David Coimbra - Mas ele disse que você mudou o acordo…

Assis - Existe uma indenização devida ao Milan. O Milan está criando uma certa dificuldade. Nós estávamos acertados, mas o Milan entrou no negócio. O presidente falou que o Grêmio não queria dar indenização ao Milan e é isso mesmo. Entre nós estava tudo bem, mas, quando o Galliani veio ao Brasil, ele viu como estava a situação e endureceu. Foi por isso que a situação chegou nesse pé que está agora.

David Coimbra - Mas se estava tudo acertado, o que mudou?

Assis - Sabe o que aconteceu? Quando tudo estava na surdina, estava tudo bem. Tudo estava certo. Eu disse para todo mundo: vocês querem o Ronaldo no Rio Grande do Sul? Vai ser bom para todo mundo? Então precisamos manter tudo em sigilo. Não estou culpando a imprensa, nada disso. Você mesmo tinha todas as informações, sabia de tudo o que estava acontecendo. Aí tudo foi divulgado, os outros se alertaram, o Milan ficou sabendo das coisas e tudo mudou. Foi isso de colocar as notícias que atrapalhou.

David Coimbra - A divulgação do negócio fez surgir a concorrência e aí o Milan passou a exigir indenização, é isso?

Assis - É isso. O cara, o Galliani, estava aqui no Rio de Janeiro. Estava vendo tudo. Nós perdemos o timing, entende? Estava tudo certo para ele ser liberado. Mas o Milan ficou com medo da Inter de Milão. O Leonardo chegou lá e eles ficaram com medo do Ronaldo ir para a Inter. Então a liberação começou a se complicar.

David Coimbra - Vocês não temem a reação da torcida do Grêmio?

Assis - Eu estou apanhando há 10 anos, estou acostumado com isso.

David Coimbra - Existe alguma chance de o Ronaldinho se acertar com o Grêmio?

Assis - Nesse momento eu diria que não, mas sabe como é o futebol, futebol é paixão.

David Coimbra - Qual é a chance de acerto com o Flamengo?

Assis - O Flamengo não conversou conosco. Conversou diretamente com o Milan. O Ronaldo não tem acerto nenhum, nada.

David Coimbra - Quando vai ocorrer esse acerto?

Assis - Logo, espero. Eu preciso colocar o Ronaldo pra jogar. Nosso projeto é a Seleção Brasileira. Tenho essa responsabilidade, preciso vê-lo jogando logo.