sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

U$ 53 MILHÕES

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010


Negócio: US$ 53 milhões de dólares foram transferidos de Brasília para Paris às 14h 30min de ontem

DEU NO: Alerta Total

Por Jorge Serrão

Exclusivo - Uma prova de grandes negócios sempre acontecem em fins de governo. Por volta das 14h 30min desta quinta, final de feira, nada menos que US$ 53 milhões de dólares foram transferidos de Brasília para Paris. Todo mundo achou isto esquisito no Banco Central. Pode ser que a grana acabe na África ou em bancos de paraísos fiscais. Claro, depois de ser dividido com parceiros franceses.

Só falta ao inteligente investidor faturar os R$ 200 milhões da Mega Sena da virada. Pode ser que o transferidor de dólares esteja protegendo o patrimônio, temendo medidas de impacto na economia brasileira até março. Investidores com informações privilegiadas se resguardam contra pequenas traições em grandes negócios. O certo é que houve um movimento de troca de Real por moeda norte-americana, pagando impostos dentro da lei e da ordem econômica, para enviar muito dinheiro para fora.

Pequenos governos e grandes negócios à parte, nem deixou o poder – ou o poder lhe deixou -, Luiz Inácio Lula da Silva já vocifera contra o risco imediato de ser vítima de traições. Ouvidos sempre atentos e indiscretos da Ilha da Fantasia cercada de políticos por todos os lados escutaram Lula esbravejar que não vai toletar traidores, tão logo passe a Presidência para Dilma.

Lula mandou um recado ameaçador aos agora inimigos – até ontem pretensos aliados ou parceiros de negócios político-econômicos. Advertiu, iradamente, que será capaz de produzir e soltar na mídia catálogos de dossiês revelando esquemas montados por aqueles que ousarem atacá-lo ou a seus familiares.

Lula perdeu a estribeira com o vazamento da informação, na Folha de S. Paulo, de que seu filho Fábio Luiz – conhecido como Lulinha – mora há três anos em um apartamento alugado por R$ 12 mil reais, com tudo pago pelo Grupo Gol, que faturou milhões vendendo livros didáticos ao governo federal. Lulinha admitiu que o pagamento do aluguel era feito por Jonas Suassuna, dono do Grupo Gol, mas que também é seu sócio na próspera empresa Gamecorp.

Lula que se cuide! E seus inimigos que se cuidem mais ainda. Quem deve se preocupar muito é o ex-ministro Ciro Gomes. Espiões de Lula identificaram que Ciro pode ser uma fonte de ataques ao Presidente-saideira. O cearense, que agora trabalhará no governo do irmão Cid, ficou revoltado e ameaçou rebeldia verbal contra Lula e parceiros próximos, só porque a quase-Presidente Dilma e o PSB lhe rifaram do pretendido Ministério da Saúde. Pobre Ciro!

Rico Lula! Cada vez mais se vangloriando. Ontem proclamou que "fez o impossível ao eleger uma mulher para a Presidência da República". Termina seu governo triunfante na verborragia. Mas preocupante em seu íntimo. Sem o poder Presidencial, ele perde o foro privilegiado. Vira um réles mortal. E precisa tomar cuidado ao cantar de galo. O $talinácio de ontem será o frágil Galinácio de amanhã. C´est la vie...

Lula não joga para perder. Só gosta de ganhar. Sabe muito bem que brigar é sempre muito perigoso. Quem tem a perder tem medo de prejuí$o$. Ainda bem que o ano termina logo mais. Tomemos todas as saideiras com o Lula. De preferência com as melhores champanhes e frases francesas, adequadas á conjuntura e perfil de quem sai e de que, entra. São traduzidas não por pedantismo, mas porque o sóbrio leitor $talinácio não domina o francês:

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O Extermínio dos Ucranianos pelos comunistas

SEMPRE VIAJANDO

SIMERS debate fundação de saúde no SUS

A vice-presidente do SIMERS, Maria Rita de Assis Brasil, será uma das debatedoras do programa Conversas Cruzadas, da TVCOM (canal 36 da NET), a partir das 22h desta terça (28). O programa tratará da polêmica criação de uma fundação de saúde no SUS da Capital. Além de Maria Rita, também haverá presença da vereadora Sofia Cavedon, contrária à proposta, de um vereador da base do governo e de um representante da prefeitura.

Também o programa Polêmica, da Rádio Gaúcha (AM 600 e FM 93.7), apresentado pelo jornalista Lauro Quadros, colocará em pauta o tema nesta quarta (29), a partir das 9h30, com presença do Conselho Municipal de Saúde e vereadores. 

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), tenta votar, na Câmara, PL da fundação, ao apagar das luzes de 2010, excluindo debate com a sociedade. Na sessão desta terça, no Legislativo, a falta de consenso entre as bancadas adiou a apreciação do projeto e de mais dois substitutivos. Com isso, a possibilidade de votação este ano pode ficar comprometida. SIMERS e mais de 20 entidades que defendem o SUS pressionam para a retirada do PL.

 


MÉDICOS FORMADOS EM CUBA SÃO REPROVADOS

Sabem pouco para uma medicina eficiente

97% dos médicos formados em Cuba são reprovados em teste piloto aplicado pelo governo do Brasil

As “excelências” dos cursos de graduação médica de Cuba começaram a ser testados pelo governo brasileiro, porque no teste piloto deste ano apenas dois dos 628 médicos formados no exterior conseguiram passar. A imensa maioria é de alunos formados em Cuba e na Bolívia.

. 5 mil brasileiros graduaram-se em medicina no exterior.

. O teste piloto é requisito básico para profissionais graduados no exterior que querem exercer a medicina no País.

- O governo do PT, que simplesmente queria autorizar o exercício da profissão aos “cubanos”, só a muito custo aceitou tocar o teste piloto, mas agora pretende flexibilizá-lo. O Cremers e o Simers, no RS, são contra a mudança nas regras.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

QUEM NÃO SE COMUNICA SE TRUMBICA

CD-ROOM - DIREITO À MEMÓRIA - Nas escolas

CD-ROM "Direito à memória e à verdade" para escolas abre primeira crise militar da Era Dilma

Por Jorge Serrão

Os radicalóides petralhas vão arranjando um jeitinho de gerar uma crise militar logo no comecinho do governo da chefona-em-comando Dilma Rousseff. Em mais uma provocação contra as Legiões, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos e pelo Ministério da Educação (MEC) decidiram enviar às escolas públicas de ensino médio do País o CD-ROM "Direito à memória e à verdade". É mais uma peça de propaganda na guerra psicológica contra as Forças Armadas que vai provocar reações iradas nas casernas.

O material “ideológico-educativo” contém 10.505 imagens, trechos de 380 filmes e documentários, além de 4.892 canções que marcaram o período de 1964 a 1985 - que os educadores do governo Lula-Dilma chamam de reação popular aos “porões da ditadura militar”. O documento foi encomendado pelo governo petista ao Projeto República, um centro de documentação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenado pela historiadora petista Heloísa Starling. Outro responsável pela elaboração do CD-ROM é o historiador Augusto Carvalho Borges.

Uma das aulas - voltadas para fazer a cabeça de mais de 7 milhões de estudantes – pretende transformar em heróis e mártires as chamadas “vítimas da repressão”. O curso digital fornecerá uma lista e a biografia dos 384 desaparecidos políticos. O CD-ROM inclui parte do conteúdo do livro "Direito à memória e à verdade", lançado pela Secretaria de Direitos Humanos em 2007, e que abriu uma crise entre os comandantes militares, o ministro da Defesa Nelson Jobim, e os ministros Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) e Tarso Genro (então na Justiça e agora futuro governador do Rio Grande do Sul).

Na apresentação do CD-ROM, os ministros Fernando Haddad (Educação) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) deixam claras suas intenções: "Estamos, ambos ministros, convencidos de que somente dando visibilidade aos fatos ocorridos em nosso passado recente poderemos ajudar na construção da memória nacional e contribuir ativamente na construção de nosso futuro". Vannuchi e Haddad avaliam que o material é "mais um passo no reconhecimento, pelo Estado brasileiro, de sua responsabilidade nas graves violações aos direitos humanos ocorridas durante os anos do regime militar".

Leia, abaixo, artigo de Arlindo Montenegro: A Guerra do Fim do Mundo.

Ação Psicológica

Já sabendo que é vítima de uma guerra psicológica revanchista, o Exército Brasileiro promove ações psicológicas para valorização de sua imagem institucional.

Uma das melhores peças de propaganda do EB acaba de ser premiado no Festival Internacional de Filmes Militares ("Eserciti e Popoli"), em Bracciano, na Itália, como melhor documentário na categoria Missão de Paz.

Trata-se do filme que relata a experiência do Exército Brasileiro na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti.
Clique no link oficial e veja o belo filme Haiti - A experiência brasileira na Minustah:

Minustah

GRAMSCI e o Brasil



Seremos marxistas? Existirão marxistas? Tolice, só tu és imortal. (Gramsci)
Em 27 de abril de 1937, morria aos 46 anos Antonio Gramsci, o mais importante, talvez o maior pensador da tradição marxista ocidental do século passado. A morte o derrotou no instante em que conseguira a liberdade: dois dias antes, recebera o documento com a declaração de que não havia mais qualquer medida de segurança em relação a ele, assinado pelo juiz do Tribunal Especial de Roma. Fora preso por ordem de Mussolini, em 8 de novembro de 1926. No processo-farsa montado pelo Estado fascista, o acusador pediu aos juízes sua condenação e, diante de Gramsci, sentenciou: “É preciso impedir este cérebro de funcionar”. Condenaram-no, é verdade, mas não conseguiram impedir que, de dentro da prisão, fosse escrita uma obra monumental.
Encarcerado, fez com que sua inteligência penetrasse na densidade sombria da realidade. Recusou a vaidade demagógica de uns e o dogmatismo degenerado de outros. Não pensou em formular uma nova e original concepção da práxis. Só mais tarde manifestou a consciência do valor de sua produção intelectual. Ousou, de dentro do cárcere, na solidão política, desafiar a ignorância e as banalidades stalinistas. Foi também por muito tempo negligenciado e desconsiderado inclusive por muitos companheiros, os quais deveriam tê-lo valorizado e amado mais intensamente. Em primeiro lugar, comovendo-se por aquele homem frágil, sofredor e perseguido. Em segundo, admirando sua coragem e combatividade. Em terceiro, admirando seu pensamento denso e profundo, bem como seus ensinamentos e a visão inovadora sobre a filosofia de Marx.
Nada mais justo, ao se completarem setenta anos de sua morte, do que recordar algumas contribuições daquele pensamento inovador na tradição de Marx.
Há uma controvérsia sobre o porquê da recusa de Gramsci em usar o termo “materialismo” ou “marxismo”. Parte dos estudiosos explica o fato como uma maneira de ultrapassar a rigidez da censura. Entretanto, é preciso ressaltar que aqueles termos estavam relacionados a uma leitura economicista, dogmática e ortodoxa de Marx. O símbolo mais conhecido era o Manual (ou Ensaio popular) de Nikolai Bukharin. Em defesa do novo conceito foi buscar o exemplo de Marx no prefácio de O capital. Ali estavam explicitados os termos “dialética racional” e “dialética mística”, em vez de “dialética materialista” e “dialética idealista”. O próprio Marx não quis se identificar com o materialismo vulgar.
Há outra convicção: o uso do termo “filosofia da práxis” foi uma consciente revalorização da atividade cultural e da dimensão ético-política. Ao mesmo tempo que travava uma batalha contra os dogmáticos, não deixou de considerar, também, que a filosofia da práxis deveria reconquistar a força criadora que marcava o pensamento moderno, mesmo que preconceituoso e desfavorável a priori em relação a Marx: Bergson, Sorel, Croce, Weber, Veblen, Freud, William James e, através de Spengler, também Nietzsche.
Seria interessante relacionar a crítica que Gramsci fez a duas correntes filosóficas existentes: uma ortodoxa, outra eclética. A primeira tendência era representada por Plekhanov, cujo ensaio mais conhecido era Os problemas fundamentais do marxismo. A obra não foi poupada por Gramsci, que a chamou de materialista vulgar e típica do método positivista. A segunda, que queria ligar a “filosofia da práxis” ao kantismo e outras correntes não positivistas e não materialistas, era representada por Otto Bauer, o qual chegou a afirmar que o marxismo poderia ser fundamentado e integrado por qualquer filosofia. Daí sua preocupação em colocar em circulação o pensamento de outro italiano: Antonio Labriola. Era o contraponto ao grupo intelectual alemão que exercia uma forte influência em determinada leitura de Marx, na Rússia. Por isso, Gramsci valoriza a idéia de Labriola de que a filosofia da práxis era independente de qualquer outra filosofia, sendo auto-suficiente.
Qual o núcleo central do pensamento gramsciano? A palavra-chave é o homem como bloco histórico, categoria que adquiriu de Sorel e a que deu outra dimensão. Discutiu o tema, contrapondo-se à teoria da dualidade, presente inclusive em Georg Lukács. E assim se expressou: “Deve-se estudar a posição do professor Lukács em face da filosofia da práxis. Lukács, ao que parece, afirma que só se pode falar de dialética para a história dos homens, não para a natureza. Pode estar equivocado e pode ter razão. Se sua afirmação pressupõe um dualismo entre a natureza e o homem, ele está equivocado porque cai em uma concepção da natureza própria da religião e da filosofia greco-cristã, bem como do idealismo, que realmente não consegue unificar e relacionar o homem e natureza mais do que verbalmente. Mas, se a história humana deve ser concebida também como história da natureza (através também da história da ciência), como então a dialética pode ser destacada da natureza? Lukács, talvez, por reação às teorias barrocas do Ensaio popular, caiu no erro oposto, em uma forma de idealismo” [1].
Reafirmou sua concepção unitária do homem, quando escreveu: “É possível dizer que cada um transforma a si mesmo, se modifica, na medida em que transforma e modifica todo o conjunto de relações do qual ele é o ponto central. Neste sentido o verdadeiro filósofo é — e não pode deixar de ser — nada mais do que o político, isto é, o homem ativo que modifica o ambiente, entendido por ambiente o conjunto das relações de que o indivíduo faz parte. Se a própria individualidade é o conjunto destas relações, conquistar uma personalidade significa adquirir consciência destas relações, modificar a própria personalidade significa modificar o conjunto destas relações” [2]. Aí também está presente uma leitura antipragmática, uma reelaboração inovadora da teoria do conhecimento expressa por Marx na décima-primeira tese sobre Feuerbach: “Os filósofos de limitaram a interpretar o mundo diferentemente, cabe transformá-lo” [3]. Isto é, o conceito unitário: conhecer a realidade e transformá-la.
O bloco histórico está presente na relação entre intelectuais e não intelectuais, através dos conceitos de senso comum e bom senso. Gramsci evidenciou que todos os homens são filósofos, inconscientemente, e definiu os limites e as características dessa peculiaridade. Esta singularidade está contida, em primeiro lugar, na própria linguagem, que é um conjunto de conceitos com conteúdos; ou seja, em qualquer simples manifestação intelectual fica explícita uma concepção de mundo. Em segundo lugar, a religião popular, com todo o sistema de crenças, superstições, etc. E encontrou a chave para unificar, criticamente, essas duas instâncias. Resolveu a questão de maneira muito original. Estabeleceu uma relação entre a passagem do saber ao compreender e ao sentir, e, ao mesmo tempo e inversamente, do sentir ao compreender e ao saber. Destacou que o popular sente, mas nem sempre compreende ou sabe. O intelectual sabe, mas nem sempre compreende, em especial, sente. É indispensável, portanto, reconciliar senso comum e bom senso. Sem essa conexão entre intelectuais e a grande maioria da população, não se faz política.
Essa relação unitária perpassa todo o trabalho e a formação de outros conceitos e categorias. Está presente, também, no estudo da  estrutura e superestrutura. Outro exemplo claro é quando se refere às “ondas” dos movimentos históricos: de um lado, chamou a atenção para o exagero do economicismo ou do doutrinarismo pedante, e, de outro lado, para o limite extremo de ideologismo. Essa separação poderia levar a graves erros na arte política de construir a história presente e futura e daria lugar a fórmulas infantis de otimismo.
Outra contribuição importante: estabeleceu uma distinção metodológica de dois momentos para a análise de uma situação concreta, circunstância ou conjuntura: a) um momento unido à estrutura objetiva, de acordo com o grau de desenvolvimento das forças materiais de produção: a formação dos agrupamentos sociais, suas funções e posição na produção. Essa análise permite dizer se, numa determinada sociedade, já existem as condições indispensáveis e suficientes para sua transformação; b) outro momento é a relação política de forças, a avaliação do grau de homogeneidade, autoconsciência e organização adquirido pelos diferentes grupos sociais. Na vida real, entretanto, considerou que estes momentos se confundiam reciprocamente.
E, com base na análise de conjuntura, procurou resolver duas questões apresentadas por Marx no “Prefácio” de Para a crítica da economia política: a) “uma formação social nunca perece antes que estejam desenvolvidas todas as forças produtivas para as quais ela é suficientemente desenvolvida, e novas relações de produção mais adiantadas jamais tomarão o lugar, antes que suas condições materiais de existência tenham sido geradas no seio mesmo da velha sociedade”; b) é por isso que “a humanidade só se propõe as tarefas que pode resolver, pois, se se considera mais atentamente, se chegará à conclusão de que a própria tarefa só aparece onde as condições materiais de sua solução já existem, ou, pelo menos, captadas no processo do seu devir” [4]. Na sua enorme pesquisa fragmentada, apresentou e desenvolveu a categoria de revolução passiva. Inferiu-a dos dois princípios estabelecidos por Marx no “Prefácio” de 1859, reportando-a à descrição daqueles dois momentos que podiam distinguir a situação concreta e o equilíbrio das forças, com a máxima valorização do segundo momento [5].
A chave bloco histórico serviu-lhe para resolver um falso problema da separação entre Estado e sociedade civil, separação que só existe metodologicamente. Mas deixou muito bem explicitado que esta relação dialética exigia um reconhecimento do terreno nacional. Ao analisar as formações sociais pouco desenvolvidas e comparando com as mais desenvolvidas, chegou a uma conclusão importante: nas primeiras, o Estado é tudo, a sociedade civil é primitiva, gelatinosa, sem consistência; nas segundas, há entre o Estado e a sociedade civil uma relação de disputa, pendência, e, diante de qualquer tremor ou oscilação do Estado, imediatamente descobre-se uma poderosa estrutura da sociedade civil. O Estado é apenas um posto avançado, por trás do qual se situa uma poderosa rede de proteção blindada.
A partir dessa leitura, reexaminou o conceito leniniano de hegemonia. E, entre os elementos força e consenso, deu ênfase aos ordenadores do sistema de hegemonia: a) as organizações e instituições políticas e culturais, nas quais esse sistema se materializou; b) os sujeitos, forças sociais e instituições que o construíram e o reproduzem. Mas demonstrou, também, que os sistemas hegemônicos não eram eternos, mas históricos, bem como salientou os processos e possibilidades de se construir novas hegemonias político-morais.
Através de uma série de problemas do pensamento filosófico examinados por Gramsci no início da década 30, foi possível antecipar as novas contradições das sociedades modernas, suas complicações, crises econômicas e morais, bem como a passagem do velho individualismo econômico para a economia programática, uma nova hegemonia. Vislumbrou as grandes transformações capitalistas. Em Americanismo e fordismo demonstrou sua enorme capacidade de olhar o mundo além do seu tempo.
A mesma coerência unitária esteve presente na sua visão de partido político. Recusou um tipo de organização oriental, burocrática. Iniciou a análise partindo do questionamento da necessidade histórica da sua existência e propôs algumas condições, entre elas a possibilidade de triunfo ou, pelos menos, a perspectiva de alcançá-lo. Mas, para isso, era necessária a unidade de três grupos de elementos: a) um elemento de homens comuns, cuja participação seria caracterizada pela disciplina e fidelidade; b) o elemento principal de coesão, que unificaria no campo nacional, tornando-o eficiente e poderoso, um conjunto de forças. Este grupo seria dotado de determinadas premissas, como criatividade, perspectiva e união; c) um elemento médio, que articularia o primeiro grupo com o segundo, colocando-os em sólido contato intelectual e moral.
Seu pensamento avançava por fragmentos, abandonados logo em seguida; em outros casos, aperfeiçoava-os. Não era uma obra sistemática. Por isso, há estudiosos e especialistas de sua obra que apresentam grande diversidade de interpretações: uns, com matizes, formas e graus diferentes, colocam-na no campo exclusivo do leninismo; outros interessam-se, fundamentalmente, pelas inovações que ele introduziu na análise das superestruturas; e ainda há quem o prefira como filósofo da sociedade industrial. A controvérsia é natural numa obra inconclusa.
O que é o homem? Para Gramsci, era a grande questão, a primeira e principal pergunta da filosofia. E questionou: como respondê-la? Sua conclusão foi resumida em ritmo de novas perguntas, mais ou menos assim: o que o homem pode se tornar? o homem pode controlar seu próprio destino? ele pode se fazer? ele pode criar sua própria vida? E concluiu que o homem é um processo — exatamente, o processo de seus atos. Em suma, a humanidade se reflete em cada individualidade e é composta de distintos elementos: a) o indivíduo; b) os outros homens; c) a natureza [6]. Isto é, em outras palavras, o bloco histórico. Só metodologicamente é possível fragmentá-lo.
Não deixou de polemizar com o pensamento mais rigoroso e mais fecundo que formava as grandes correntes de opinião. Assim o fez quando estudou o conceito de classe política de Gaetano Mosca, relacionando-o com o conceito de elite de Vilfredo Pareto. Foi Benedetto Croce seu principal interlocutor. O conjunto dos Cadernos do cárcere, na verdade, é um combate em duas frentes: contra o pensamento especulativo e idealista (Croce) e a chamada ortodoxia vulgar e positivista do marxismo.
E, hoje, as categorias gramscianas são reconhecidas e estudadas nos meios acadêmicos e políticos como instrumentos de análise da modernização conservadora brasileira e suas complexas superestruturas.
Sua vida, pelo modo, lugar e tempo de sua concretização, poderia ser designada como a de um homem derrotado. Na escuridão de uma época, fez valer a extraordinária força moral e o rigor intelectual do homem que, sem se deixar abater, fez de suas derrotas novas fontes de energia para recomeçar e avançar. Suportou seu destino com coragem e sobriedade intelectual, sem concessões ao vulgar e ao patético, conservando sempre o controle racional dos sentimentos. Diante disso, como resistir à tentação de falar sobre Gramsci e sua obra tão rica e fecunda, dando-lhe, ao mesmo tempo, o papel de herói num mundo cheio de vilões teóricos?
Referindo-se a Marx, Norberto Bobbio diz que, para garantir um lugar entre os clássicos, um pensador deve obter o reconhecimento de três qualidades: a) deve ser considerado como intérprete tão importante da época em que viveu que não se possa prescindir de sua obra para conhecer o “espírito do tempo”; b) deve ser sempre atual, no sentido de que cada geração sinta necessidade de relê-lo, e, relendo-o, dedique-lhe uma nova interpretação; c) deve ter elaborado categorias gerais de compreensão histórica das quais não se possa prescindir para interpretar uma realidade mesmo distinta daquela a partir da qual derivou essas categorias e à qual as aplicou [7]. Esta afirmação caberia também para Gramsci? Ninguém hoje duvida de que deva ser considerado um clássico na história do pensamento.
Finalmente, nessa pequena homenagem, não poderia faltar um trecho de sua carta de 10 de maio de 1928, enviada para a mãe: “Gostaria muito de abraçá-la bem apertado para que sentisse o quanto eu gosto de você e como gostaria de consolá-la por esse desgosto que lhe dei, mas não podia agir de outro modo. A vida é assim, muito dura, e os filhos algumas vezes têm de dar grandes desgostos às suas mães, se querem conservar a sua honra e a sua dignidade de homens” [8].
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Gilvan Cavalcanti de Melo, 71 anos, é membro efetivo dos Diretórios Nacional e Regional/RJ do PPS e do Conselho Editorial da revista Política democrática.
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[1] Gramsci, Antonio. Concepção dialética da história. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978, p. 173.
[2] Id., p. 40.
[3] Marx, Karl. “Teses sobre Feuerbach”. 2. ed. São Paulo, Abril (Col. Pensadores), 1978, p. 53.
[4] Marx, Karl. “Prefácio” de Para a crítica da economia política, ib., p. 130.
[5] Vianna, Luiz Werneck. A revolução passiva iberismo e americanismo no Brasil. Rio de Janeiro: Revan, 1997, p. 18-88.
[6] Gramsci, Antonio. Concepção dialética da história, cit., p. 39.
[7] Bobbio, Norberto. Teoria geral da política. A filosofia política e as lições dos clássicos. Rio de Janeiro: Campus, 2000, p. 114.
[8] Fiori, Giuseppe. A vida de Antonio Gramsci. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979, p. 360.

                         Fonte... Acesse aqui

PAULO BROSSARD - Sobre LULA

Depois de escolher e eleger sua sucessora, depois de, nas barbas da Justiça e dos representantes das nações estrangeiras, assumir ostensivamente a direção da campanha de sua candidata, exercendo um poder que nem a Constituição nem as leis lhe outorgavam, de resto, inconciliável com o caráter nacional de sua investidura, depois de se autodenominar “o povo”, “a opinião pública”, o presidente da República, às escâncaras, fez as vezes do cel. Chávez. E, para não deixar dúvidas, se autoconcedeu o diploma de haver realizado o maior e melhor governo do Brasil em todos os tempos.

A verdade é que os governos acertam e erram e por muitas razões, a primeira das quais é que os governantes são homens, e estes, ainda que cheios de louváveis propósitos, não são imunes ao erro; ora, em relação ao que está vivendo seus últimos dias, pode-se dizer o mesmo. Entre acertos tanto mais dignos de nota quando seu chefe, a despeito de sua clara inteligência, não é e nunca foi um scholar e nem pretendeu sê-lo, também incorreu em falhas lamentáveis por ação e omissão. De resto, ele tinha que pagar tributo ao maldito sistema presidencial; tendo sido eleito pela maioria do eleitorado, seu partido não chegou a eleger cem deputados, quando são 513 os membros da Câmara, nem 20 senadores, quando 81 são os membros da Câmara Alta; como seu saber, da experiência feito, sua habilidade e prática sindical, não teve dificuldade em obter maioria parlamentar e crescer em poder e influência, a ponto de, como erva-de-passarinho, à custa da oposição, a ponto de desequilibrar a equação política nacional; o Executivo se agigantou e seu titular fez o que quis, interna e externamente.

Ligando-se ao Irã para mostrar seu distanciamento de Washington, foi de um primarismo a lembrar a criança que reage pondo a língua de fora, quando não faltavam maneiras adequadas para marcar as diferenças.

O do escândalo do Complexo do Alemão, um território soberano encravado no território nacional, durante oito anos não foi visto pelo governo do “nunca antes”, e só rompeu o pacto da convivência silenciosa quando o morro iniciou a guerra civil abertamente.

De janeiro a agosto do ano em curso, navios que fazem escala no Brasil, juntos, parados, tiveram de esperar 78.873 horas, ou 3.286 dias, para atracar em portos nacionais, notando-se que cada dia parado custa ao barco coisa de US$ 25 mil; esses números indicam que, comparados com os do ano anterior, o aumento foi de 16%; ainda mais, esse fenômeno levou as cinco maiores empresas de navegação a 741 cancelamentos de escala, 62% superiores aos de 2009, no mesmo período. Por sua vez, para o atraso no embarque e desembarque de mercadorias, não são isentas de responsabilidades a descoordenação entre Agência Reguladora, Polícia Federal, Receita Federal e não sei mais o quê. A título de ilustração, só no porto de Santos, 120 navios ficaram fundeados simultaneamente por falta de alguma providência de terra. São fatos de inconcussa gravidade que, direta e indiretamente, atingem magnos interesses do país e de milhares de pessoas.

Muito teria a dizer a respeito, mas me falta espaço para mostrar que a majestática declaração presidencial parece decorrer de uma explosão de megalomania festejada por uma publicidade “nunca antes vista neste país”.

A majestática declaração parece decorrer de uma explosão de megalomania

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

OS ANOS DE LULA - Flávio Tavares

DEU NA ZERO HORA (RS)

Chegam ao fim os oito anos de Lula da Silva no poder e não há como deixar de admirá-lo. Ele não é um estadista (ao contrário, faz tudo o que um estadista jamais faria), mas nunca houve um presidente tão gracioso e simpático. É impossível imaginar Getúlio Vargas dizendo o que Lula diz em público, numa simplificação vulgar, às vezes quase baixo calão. Nem o general João Figueiredo foi a tanto, naquelas imagens espontâneas em que dizia preferir cheiro de cavalo a cheiro de povo. Em Lula, a atração surge da facilidade com que diz coisas estapafúrdias como se fosse ciência pura ou verdade absoluta. Provoca risos, mas o jeito de menino travesso o absolve de pecado.

Em 2005, a corrupção do “mensalão” ameaçou devastá-lo e ele pensou que teria o mesmo destino de Collor. Mas insistiu em que “não sabia de nada” e que fora “traído”. Negou o inegável. Fingiu ser um paspalhão, alheio a tudo ao seu redor e foi reeleito em 2006.

No governo, tudo é “show”, termo inglês que conhece (mesmo sem saber idiomas) pois é exímio em representar. Se inaugura consultório odontológico, posa de dentista e assim por diante. Onde está, representa um papel. É o grande artista do grande espetáculo.

Em oito anos, o governo gastou cerca de R$ 10 bilhões em propaganda, segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom), sem contar a “publicidade legal”, produção e patrocínios. Para mostrar que o Brasil é “um país de todos”, em 2010 os gastos vão a R$ 1,1 bilhão, uns R$ 3 milhões ao dia, dos quais 64,2% para as emissoras de TV. A propaganda tornou-se inteligente e persuasiva quando Franklin Martins assumiu a Secom, após os escândalos de 2005 e foi fundamental para fazer esquecer a corrupção.

Todos falam da popularidade do presidente e não toco nisso. Fico com a análise dos que vivem perto do poder:

“Na economia, o ‘mito Lula’ não se sustenta em fatos, é só a repetição de versão triunfalista e truques numéricos. Em 2010, houve o maior crescimento em 25 anos, mas porque em 2009 caiu 0,6%, a pior recessão desde 1990. No primeiro ano, Lula aumentou o superávit primário; nos últimos, promoveu orgias de gastos. Consolidou amplo programa de transferência de renda aos pobres e fez forte doação de recursos públicos aos ricos. Quem vê só a cena final, não entende o filme”, escreveu Miriam Leitão, lúcida analista econômica. E lembrou: “Com Lula, desmataram 125 mil km2 da floresta amazônica (Portugal e Bélgica somados) e tudo aumentará com a hidrelétrica de Belo Monte e outras. Na crise de 2008, o Banco Central acumulou reservas, mas em 2010 o déficit em transações correntes vai a US$ 50 bilhões. Em oito anos, o Brasil cresceu menos que a América Latina, com os juros mais altos do mundo”.

Frei Betto, que integrou o programa “Fome Zero” (substituí-do pelo Bolsa-Família), recorda: “Com Lula, os mais pobres mereceram recursos anuais de R$ 30 bilhões; os mais ricos, através do mercado financeiro, foram agraciados com mais de R$ 300 bilhões/ano. O país continua sem reforma agrária, política e tributária. O investimento na educação não superou 5% do PIB e a Constituição exige 8%, ao menos. Em qualidade de educação, o Brasil se compara ao Zimbábue, pelos índices da ONU”.

Resta o petróleo do pré-sal, dádiva da natureza, que a Petrobras descobriu e “o governo joga fora”, diz Ildo Sauer, do Instituto de Energia da USP e, até 2007, diretor de Petróleo e Gás da Petrobras: “Sem debate e sem um pio, entregamos de 2,6 a 5,5 bilhões de barris e toda a tecnologia da Petrobras a uma empresa de Eike Batista, aquele que, num leilão, pagou R$ 1 milhão pelo terno de posse do Lula”.

Ou, na síntese de Delfim Netto, conselheiro do presidente, “o governo Lula consolidou o capitalismo no Brasil”.

sábado, 25 de dezembro de 2010

MULHERES. CARREIRA E FILHOS



Pesquisa diz que mulheres não conciliam carreira e família


De acordo com pesquisa, não é possível ter êxito na carreira profissional sem deixar a família de lado
Foto: Getty Images
Michelle Achkar
As discussões sobre como conduzir trabalho e família são tema da vida de qualquer mulher que enfrenta a tal jornada dupla. Pois uma pesquisa vem jogar água fria na possibilidade de conciliar as duas tarefas, pelo menos se o objetivo for conquistar altos postos na carreira.
Um estudo realizado pelo London School of Economics aponta que para conquistar seu espaço nas empresas ou negócios, as mulheres acabam passando muito pouco tempo com suas famílias. A pesquisadora Catherine Hakim concluiu que as representantes do sexo feminino na situação acabam tendo "famílias nominais".
A pesquisadora aponta que não houve evolução no campo social que ajudasse as mulheres a superar dificuldades como jornadas de trabalho flexíveis, incluindo horários alternativos para os pais ¿ para que pudessem dividir o cuidado com os filhos.
Metade das mulheres em posição de comando na Inglaterra não tem filhos e a partir dos 30 anos as mulheres com filhos passam a ganhar menos do que os homens. Entre essas últimas, a maioria tem apenas um filho e delega o cuidado do mesmo a uma profissional.
O estudo ressalta que não há diferenças nos quesitos de competência ou qualidades para o sucesso entre homens e mulheres.

DESTITUIDO BRASILEIRO DO HAITI

Brasileiro é destituído de missão da OEA no Haiti, diz fonte
25 de dezembro de 2010 • 18h00 • atualizado às 19h17



A Organização dos Estados Americanos (OEA) destituiu seu representante especial no Haiti, o brasileiro Ricardo Seitenfus, informou neste sábado à agência Efe uma fonte diplomática, que pediu para não ser identificada. Procurado pelo Terra, Seitenfus disse que não foi comunicado oficialmente sobre a decisão e preferiu não comentar enquanto não receber a confirmação oficial.

A destituição teria ocorrido após a publicação no jornal suíço Le Temps de algumas declarações atribuídas ao diplomata nas quais questiona o papel da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), presente no país desde 2004, e a política da comunidade internacional para a nação caribenha.

Seitenfus afirmou na entrevista, divulgada no último dia 20, que a ONU impôs a presença de suas tropas no Haiti apesar de o país não viver uma situação de guerra civil. "O Haiti não é uma ameaça internacional. Não estamos em situação de guerra civil. O Haiti não é nem o Iraque nem o Afeganistão. E, no entanto, o Conselho de Segurança (da ONU), diante da falta de alternativa, impôs a presença dos capacetes azuis desde 2004, após a saída do presidente (Jean-Bertrand Aristide)", afirmou o brasileiro ao periódico.

O diplomata, que prevê terminar seu mandato nos próximos meses, também disse na entrevista que o país caribenho, "no cenário internacional, paga essencialmente pela grande proximidade com os Estados Unidos. O Haiti foi objeto de uma atenção negativa por parte do sistema internacional. Trata-se, para a ONU, de congelar o poder e de transformar os haitianos em prisioneiros de sua própria ilha. Os haitianos cometeram o inaceitável em 1804 (ano de sua independência): um crime de lesada altivez para um mundo inquieto. O Ocidente foi, então, um mundo colonialista, escravista e racista que baseia sua riqueza na exploração de terras conquistadas. Então, o modelo revolucionário haitiano deu medo às grandes potências", afirmou.

Seitenfus analisou também o papel das ONG no Haiti, em particular após o terremoto de 12 de janeiro, e disse que "a idade dos voluntários que chegaram depois do terremoto é muito baixa. Desembarcaram no Haiti sem experiência alguma. Depois do terremoto, a qualidade profissional caiu muito. Existe uma relação maléfica e perversa entre a força das ONG e a debilidade do Estado haitiano", disse.

Além da responsabilidade no Haiti, Seitenfus é o delegado da OEA perante a Comissão Interina para a Reconstrução do Haiti (CIRH).

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4860053-EI306,00-Brasileiro+e+destituido+de+missao+da+OEA+no+Haiti+diz+fonte.html


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

MORTE DE QUÉRCIA

A morte de Orestes Quércia. Ou: o homem e as circunstâncias de um país

Interrompo o meu descanso para deixar registrada a morte de Orestes Quércia, ex-governador de São Paulo. Estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 18 de novembro para se tratar de um câncer na próstata, doença que teve recidiva 10 anos depois da primeira manifestação. Quércia já foi vereador, prefeito de Campinas, senador, deputado estadual, vice-governador e governador de São Paulo entre 1987 a 1991. Neste ano, chegou a lançar a sua candidatura ao Senado, despontando com um dos favoritos, mas renunciou em favor de Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) para tratar da saúde.

Os mais moços talvez o ignorem, então eu procedo aqui a um misto de história e memória. Em 1974, eu tinha 13 anos e começava, sabe-se lá por artes de que destino que se vai desenhando nas sombras de nossa vida, a me interessar por política. Um dia, fui comprar óleo de litro para a minha mãe — o produto chegava em grandes tambores, de onde era tirado por um pistão; óleo em lata era coisa de rico… —, e a parede da venda (assim chamávamos os armazéns de periferia) estava pichada: "Povo armado derruba a ditadura". Que diabos queria dizer aquilo mesmo? Procurei saber. Menos de dois anos depois, estava metido num grupo de influência trotskista, de que um padre (!!!) era um dos chefes. Por que isso?

O ano de 1974 marca a primeira grande derrota do regime militar. —E NÃO ERA PELAS ARMAS. A crise do petróleo, de 1973, trouxe junto a inflação e o desgaste do governo. Essa patuscada nacionalista do governo Lula é repeteco daquele período; hoje, é o pré-sal; em 1970, foi a adoção das 200 milhas ao mar territorial brasileiro. Houve até uma música que marcou o período, que fez imenso sucesso da voz de Eliana Pittman. Antes de Lula culpar as pessoas "de olhos azuis" pela crise de 2009, o país já havia mandando os "pescadores de olhos verdes" pescar em outras águas. Leiam:

Esse mar é meu,
Leva seu barco pra lá desse mar.
Esse mar é meu,
Leva seu barco pra lá.
Vá jogar a sua rede das 200 para lá.
Pescador dos olhos verdes,
Vá pescar em outro lugar.

Esse mar é meu,
Leva seu barco pra lá desse mar.
Esse mar é meu,
Leva seu barco pra lá.
E o barquinho vai,
O nome de cabocleira
Vai puxando a sua rede
Da vontade de cantar.

Tem rede amarela e verde
No verde azul desse mar.
Esse mar é meu,
Leva seu barco pra lá desse mar.
Esse mar é meu,
Leva seu barco pra lá.

Obrigado seu Doutor pelo acontecimento,
Vai ter peixe, camarão,
Lagosta, que só Deus dá
Pego bem a sua idéia,
Peixe é bom pro pensamento.
E, a partir desse momento,
Meu povo vai pensar.

Esse mar é meu
Leva seu barco pra lá desse mar
Esse mar é meu
Leva seu barco pra lá

A crise do petróleo desconcertou e desconsertou a "poesia" do Brasil potência. Em 1974, disputaram-se 21 vagas para o Senado Federal. O MDB, partido oficial da oposição,  fez 16; a Arena, a legenda do regime, apenas 5. Orestes Quércia, aos 36 anos, elegia-se por São Paulo, então, o mais jovem senador do país, desbancando um nomão da política do Estado, o ex-governador Carvalho Pinto. Fazia o estilo "bonitão do interior". Com suas grandes costeletas, muito influentes à época, ar de bom moço, era o preferido das avós, mães e tias: um oposicionista com cara de rapaz de família. Elegeram-se, naquela safra, Paulo Brossard (RS), José Richa (PR), Mauro Benevides (CE), entre outros.

Dez anos depois da deposição de João Goulart, o regime recebia um sinal. Ernesto Geisel, que estava no poder havia menos de um ano, percebeu que era hora de começar a articular uma transição lentíssima e seguríssima. Em abril de 1977, o presidente fecha o Congresso e impõe uma espécie de miniconstituinte para blindar o governo de uma derrota certa nas eleições de 1978: cria os chamados senadores biônicos. Um terço do Senado seria, como foi, na prática, indicado por Geisel. É com este Congresso sob controle que Geisel dá início à política de abertura e que se acolhe, por exemplo, a Lei da Anistia, que seria aprovada em 1979. Começava, então, a transição para a democracia.

Faço um pouco de história factual, com algum apelo à mentalidade do período, para deixar registrado que Quércia, de biografia controversa, para dizer pouco, teve papel importante na construção da democracia no Brasil. O fortalecimento do MDB em São Paulo foi fundamental para enfraquecer o regime. O partido reelege Franco Montoro senador em 1978, tendo FHC como candidato da sublegenda. Em 1982, Montoro faz-se governador em eleições diretas, tendo Quércia como vice. O apoio de São Paulo ao movimento em favor das Diretas Já, em 1984, trouxe a certeza de que a democracia era inevitável. Em 1986, Quércia era eleito governador do estado.

A outra face da moeda
No governo, Quércia se caracterizou por ser um tocador de obras, dando especial atenção ao interior do Estado. De tal sorte tomou conta do já então PMDB que uma fração do partido, em São Paulo, decidiu se desligar da legenda para fundar o PSDB. Embora estivesse sem exercer cargo público desde 1991, o ex-governador continuou como a grande liderança do PMDB do Estado.

Embora político desde a juventude, Quércia se tornou um empresário de sucesso, atuando em múltiplas áreas, inclusive comunicação. As muitas acusações de corrupção  — sem condenação nenhuma, diga-se — e a suspeita de enriquecimento ilícito dificultaram a sua carreira. Encerrado o seu mandato de governador,  tentou, sem sucesso, a Presidência da República em 1994, o governo do Estado em 1998 e 2006 e o Senado em 2002, o que fez de novo em 2010 — estava entre os favoritos quando renunciou para tratar da saúde.

O homem que teve um papel sem dúvida importante no processo de redemocratização — não se conhece um só flerte seu com teses autoritárias — deixou, no entanto, um passivo ético considerável, o que, e aqui entram a história e suas ironias, serviu de bandeira para a luta do PT de São Paulo, que tinha Lula como a sua maior expressão e José Dirceu como o seu grande operador. Enquanto Quércia deu as cartas na política paulista, os petistas foram seus algozes implacáveis. A atuação do partido contribuiu de modo definitivo para liquidar as chances eleitorais do político que surpreendeu o regime militar em 1974.

O que a história e suas ironias nos mostram? Morreu na manhã deste 24 de dezembro de 2010 um amador nas artes em que o PT se tornou especialista juramentado — e, nesse particular, nem um nem outro merecem perdão. Quércia, ao menos, nunca flertou com teses autoritárias. O mesmo não se pode dizer sobre os petistas.

Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

OS CADETES DE ONTEM OS SAÚDAM

 

 

CADETES DE HOJE, OS CADETES DE ONTEM OS SAÚDAM !

Ao analisarmos o contexto em que se deu a contra-revolução de Abril de 1964, quando as Forças Armadas impediram a tomada do poder pelos comunistas e aniquilaram as guerrilhas urbana e rural, e a gravidade do que ocorre em nossos dias, veremos fatos similares, diferentes ou inexistentes em uma ou outra das ocasiões enfocadas. O quadro de fundo é o mesmo: a tomada do poder para a instalação de uma ditadura marxista, na contramão do que ocorre na maior parte do mundo. No passado, o instrumental teórico era o marxista-leninista, levando à práxis fundada, principalmente, em meios violentos, incluso a luta armada para a conquista do Poder. Hoje, temos insidioso processo revolucionário de tomada de poder, mais refinado, inteligentemente planejado, que é o marxismo-gramscista. Assim, aparelharam o governo e o Estado. Domesticaram o Legislativo e o Judiciário. Buscam o senso comum modificado da sociedade civil, por meio de longa transformação psicológica, dos valores tradicionais e da herança cultural (intelectual e moral ), tornando as pessoas, principalmente as classes subalternas, abertas às transformações políticas, econômicas e sociais, necessárias ao advento do socialismo-marxista. É o que vemos levado a efeito pelos mais altos governantes do País: A banalização da omissão, da corrupção, da impunidade, da falta de compostura, da indiferença às leis e do uso freqüente da mentira; não mostram o que realmente pensam, mas discursam para platéias diferentes, colocando exatamente o que essas querem ouvir, buscando os próprios interesses. Quando expostos pela prática de fatos desabonadores e até mesmo criminosos, evitam a discussão argumentada, negam descaradamente, não assumem claras responsabilidades, deturpam fatos, criam versões que vendem como verdades e, ao mesmo tempo, se valem do denegrimento dos oponentes. Apóiam-se no que criaram: o politicamente correto. Criaram linguajar complicado cujo sinistro significado somente eles entendem. Dividem para melhor dominar. Exploram a miséria e incitam o racismo. Jogam ricos contra pobres, negros contra brancos, trabalhadores contra patrões, civis contra militares. Esgarçam o tecido social, cortando os seus liames. Transformaram militares cumpridores dos seus deveres legais em bandidos; Subversivos assassinos em abnegados democratas. Não prestigiam os símbolos pátrios e os nossos verdadeiros heróis. Idolatram os traidores da Pátria como mariguela, prestes, joão amazonas, lamarca ou criminosos importados como stalin, mao, guevara e fidel castro ( a quem beijam a mão e choram nos seus ombros ), entre outros. Manipulam politicamente a massa ignorante e carente, criando currais eleitorais sob a denominação de Rede de Proteção Social. Diferentemente de 64, somente agora, parcelas da Imprensa e da intelectualidade descobriram, ainda que timidamente, que estamos em meio a adiantado processo revolucionário marxista-gramscista. Vêm liberdades ameaçadas, caso a marxista guerrilheira, Dilma, violenta e autoritária, vendida, por marqueteiros criminosos, como a futura Mãe dos pobres, seja eleita e o PT, o PMDB e coligados façam a maioria da Câmara e do Senado, maioria de governadores e de prefeitos. A oposição política sem bandeiras, sem lideranças compatíveis com o momento, sem credibilidade e sem votos, está aniquilada. Diferentemente de 64, há grande parte da população alienada ou tornada dependente do atual governo populista. A atuação das centrais sindicais e dos movimentos sociais rurais, principalmente o MST, pode, a qualquer momento, paralisar o País. Diferentemente de 64, a politização das Forças Armadas se dá serenamente por meio do Ministério da Defesa, reorganizado em estrutura e funções, entregue a civis, sendo considerado parte da quota política do PMDB, pelo Presidente da República, segundo os jornais A influência política dos mais altos chefes militares torna-se minimizada. Diferentemente, em 64, a maioria da população renegava o comunismo. O Gen Castello Branco, então Chefe do Estado Maior do Exército, afirmou que não se tratava mais da escolha entre a preservação da democracia e a ação revolucionária, pois, a democracia estava sendo destruída pela “superversão” (subversão apoiada pelo Executivo). Estabeleceu o princípio de que a lealdade constitucional das FA deve se aplicar a dar apoio ao governo constituído e não necessariamente a um dos poderes do governo, se este se propõe a destruir o equilíbrio constitucional. 

Sem dúvida, estamos em situação pior do que em 64. Há alguma esperança ? Creio que sim. E ela está representada por simbólica mensagem, enviada pelos cadetes da Academia das Agulhas Negras, que se formam este ano. Vamos interpretá-la: Embora num Exército diferente dos anteriores pela modernidade do material, carregamos o legado daqueles que nos precederam e nos formaram. Carregamos, dentro de cada um de nós, valores imutáveis e a tradição de bem servir à Pátria. Ontem como hoje, em espírito, o Exército é um só. Escolhemos como patrono de nossa turma ninguém mais do que o patriota e insigne brasileiro General Emílio Garrastazu Médici !

Cadetes de hoje, os Cadetes de ontem os saúdam !

 

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 02 de dezembro de 2010.

 

SCROOGE ERA ESQUERDISTA




O avarento Scrooge era esquerdista

Mesmo em se tratando de instituições de caridade puramente seculares, os conservadores cristãos doam mais do que os outros americanos, o que é de surpreender, pois os esquerdistas se consideram especialistas em "entidades de caridade".

É época de Natal. Por isso, os esquerdistas, que não querem nada com Deus, estão citando a Bíblia para exigir a redistribuição de renda mediante força governamental. Jesus não disse "Bem-aventurados os burocratas da assistência social do governo, pois dos tais é o reino dos céus"?

Os esquerdistas estão sempre indignados e acusando os conservadores de afirmar que Deus está do nosso lado. O que de fato dizemos é: Estamos do lado de Deus, principalmente quando os esquerdistas estão exigindo que Deus seja banido das escolas públicas, querem impor leis de aborto legal irrestrito e exigem que o dinheiro do imposto dos trabalhadores seja gasto em "obras de arte" como quadros de Jesus submersos em jarro de urina ou quadros da Virgem Maria cobertos de fotos pornográficas.


Mas para esquerdistas como Al Franken, não há a menor dúvida de que Jesus apoiaria um aumento no seguro-desemprego federal.


Isso não tem nada a ver com a Bíblia, mas ilustra bem o que Shakespeare quis dizer quando disse que o "diabo pode recitar a Bíblia para atingir seus propósitos".


O que a Bíblia diz sobre fazer doação para os pobres é: "Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.". (2 Coríntios 9:7 NVI)


Mas ser forçado a pagar impostos sob a pena de ir para a cadeia não é algo voluntário e raramente é algo feito com alegria. Além disso, nossos impostos não vão para "os pobres". Em grande parte, nossos impostos vão para funcionários governamentais que ganham mais dinheiro do que você ganha trabalhando.


As razões por que os esquerdistas adoram o governo redistribuindo dinheiro é que as políticas de redistribuição permitem que eles passem por cima da parte da caridade que envolve abrir o próprio bolso e entregar o próprio dinheiro. Conforme sabemos a partir de estudo após estudo, eles não aguentam fazer isso - a menos que lhes sejam garantidas entrevistas coletivas à imprensa onde eles possam se gabar de sua generosidade.

Arthur Brooks, professor da Universidade de Syracuse, fez um estudo sobre doações para entidades filantrópicas nos EUA. O estudo revelou que os conservadores doam 30 por cento a mais para instituições de caridade do que doam os esquerdistas, apesar do fato de que os esquerdistas têm rendas mais elevadas do que os conservadores.


Em seu livro "Who Really Cares?" (Quem realmente se importa?), Brooks comparou as doações de caridade de quatro grupos: conservadores cristãos, esquerdistas seculares, conservadores seculares e esquerdistas "cristãos".


A conclusão surpreendente dele foi que... o esquerdista Al Franken foi o homem que mais fez doações!

Ha, ha! Só estou brincando. Os conservadores cristãos, o maior grupo (perfazendo uns 20 por cento da população), foram os que mais fizeram doações para as instituições de caridade - 2.367 dólares por ano, em comparação com 1.347 dólares para os EUA em geral.


Mesmo em se tratando de instituições de caridade puramente seculares, os conservadores cristãos doam mais do que os outros americanos, o que é de surpreender, pois os esquerdistas se consideram especialistas em "entidades de caridade" que lhes dão um benefício direto, tal como balé ou as escolas particulares de elite para seus filhos.


Aliás, os cristãos, diz Brooks, "fazem mais caridade em todos os aspectos não religiosos que dá para se medir".


Brooks revelou que os conservadores doam mais em tempo, serviços e até sangue do que os outros americanos, notando que se os esquerdistas e moderados doassem tanto sangue quanto os conservadores doam, o abastecimento de sangue aumentaria em cerca de 50 por cento.


Deviam estabelecer bancos de sangue nas reuniões do movimento conservador Tea Party.


Em média, uma pessoa que frequenta cultos cristãos e não crê na redistribuição de renda doará 100 vezes mais - e 50 vezes mais para instituições seculares de caridade - do que uma pessoa que não frequenta cultos cristãos e crê fortemente na redistribuição de renda.


Os esquerdistas seculares, o segundo maior grupo (perfazendo 10 por cento da população), foram os mais brancos e ricos dos quatro grupos. (Alguns de vocês talvez os conheçam também como os "insuportáveis alardeadores".) Esses "mesquinhos de bom coração", como os chama Nicholas Kristof, colunista do jornal esquerdista New York Times, foram os mais sovinas, logo atrás dos conservadores seculares, que são caras brancos em grande parte jovens, pobres e excêntricos.


Apesar de sua riqueza e vantagens, os esquerdistas seculares fazem doações para entidades de caridade a uma taxa de 9 por cento menos do que todos os americanos e 19 por cento menos do que os conservadores cristãos. Eles tinham também "consideravelmente menos probabilidade do que a média da população de devolverem troco a mais lhes dado por engano por um caixa de loja". (Ao atender a deputada esquerdista Nancy Pelosi numa loja, conte o troco com todo cuidado!)


Contudo, os esquerdistas seculares têm 90 por cento mais de probabilidade de dar discursos santarrões no Senado exigindo a redistribuição forçada de renda. (Essa exigência subiu 7 por cento desde o ano passado!)

Examinaremos esquerdistas específicos na próxima semana.


É desnecessário dizer que os "esquerdistas cristãos" perfizeram o menor grupo (cerca de 6 da população).


O que é interessante é os esquerdistas cristãos foram também o "grupo mais confuso" de todos. Composto em grande parte de negros e unitaristas, os esquerdistas cristãos alegam que fazem quase tantas doações de caridade quanto os conservadores cristãos, mas a suposição é que os unitaristas são os responsáveis pelos números baixos deles, tornando-os o segundo colocado em doações para instituições de caridade.

Brooks escreveu que ele ficou chocado com suas conclusões, pois ele cria que os esquerdistas "genuinamente se importavam mais com os outros do que os conservadores se importavam" - provavelmente porque os esquerdistas estão sempre nos dizendo isso.


Por isso, ele refez os cálculos e coletou mais dados, mas os resultados que vinham eram sempre os mesmos. "No fim", diz ele, "não tive opção senão mudar minha perspectiva".


Cada segundo estudo sobre o assunto produziu resultados semelhantes. Aliás, um estudo sobre filantropia no Google revelou uma disparidade ainda maior, com conservadores fazendo 50 por cento mais doações do que os esquerdistas. O estudo do Google mostrou que os esquerdistas fizeram mais doações para causas seculares em geral, mas os conservadores ainda fizeram mais doações conforme a percentagem de suas rendas.


O Índice de Ajuda Humanitária analisou uma década de declarações estaduais e federais do imposto de renda e constatou que as regiões conservadoras eram muito mais generosas do que as regiões esquerdistas, com a percentagem mais elevada dos pães duros vivendo na região esquerdista do Nordeste dos EUA.


Em seu livro "Intellectuals" (Intelectuais), Paul Johnson cita Pablo Picasso debochando da ideia de que ele faria doações às pessoas que estão em necessidade. "Temo que você entendeu errado", explica Picasso, "somos socialistas. Não fingimos ser cristãos".


Feliz Natal a todos, tanto para avarentos esquerdistas quanto para cristãos generosos!

Comentários 

1 - Quando deres esmola, não veja a tua mão esquerda, o que faz a direita... Ou seja, não faça da filantropia uma vitrine, um trampolim para seus objetivos avarentos. Pelo menos pra mim, é impossível ler esse artigo e não lembrar do que fez o presidente Luís Inácio: Ele tirou uma TELEFÔNICA das mãos dos ricos, e a DEU a seu FILHO. Esse artigo é a CARA da nossa DECADENTE esquerda nacional, os BANDIDOS do PT adoram fazer PILANTROPIA, mas com o dinheiro público, e geralmente as "DOAÇÕES" são para eles mesmos, ou para "ONG's" ligadas ao partido
2 - Se esse estudo do professor Arthur Brooks fosse realizado no Brasil, os resultados seriam parecidos ou até mais reveladores. Sempre fiquei muito curioso de saber qual era o perfil ideológico dos doadores da badalada Campanha Contra a Fome liderada pelo comunista hemofílico aidético Herbert de Sousa, vulgo "Betinho". No entanto, como bem mostra o artigo, é de se esperar que o grosso das doações sempre parta de pessoas que professam alguma religião ou daquelas acostumadas a fazer benemerência impulsionadas por um ato de amor. Acredito que nunca, e em tempo algum, um comunista convicto faça qualquer doação para amenizar o sofrimento dos pobres. A doutrina é outra: Quanto pior melhor. Quanto mais choro e ranger de dentes melhor para instigar o ódio de classe e acender o estopim da revolução.
3 - Para a origem do natal na verdade eu conheço várias teorias,comércio,exaltação do deus sol,o fato é que Jesus Cristo nos deixou bem claro os mandamentos:"amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo",ja cheguei a achar o natal uma grande farsa(mesmo que seja) é uma ótima data para demonstrar o amor entre as pessoas e não somente pelos presentes,mais aproxima as pessoas umas das outras nesse mundo que cada pessoa esta a milhas da outra,que ninguém tem compaixão de ninguém.
O comércio ganha?Sim óbvio mais se um presente é comprado para demonstrar o amor de uma pessoa para outra seria como Jesus curando aos sábados.Deus me perdoe se estou cometendo um pecado falando isso,mais bem sabemos que acima de tudo,dos presentes,festas,esta o amor,vai da intenção de cada um.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

WIKILEAKS OS PETISTAS

WikiLeaks diz que Zé Dirceu admitiu uso de caixa 2 e revela críticas pesadas a Tarso Genro

Desta vez o site Wikileaks pegou pesado com o governo Lula e do PT, revelando confidências que o ex-ministro José Dirceu fez a diplomatas americanos, nos quais faz críticas a Lula ("Ele não é grande coisa", disse o subchefe do Mensalão) e também ao novo governador do RS, Tarso Genro, e ao deputado José Genoíno. O ex-ministro admitiu ter usado caixa 2 na sua própria campanha, além de admitir que o próprio Lula fez uso de dinheiro sujo na sua primeira eleição.

. O material está no jonsl O Globo desta segunda-feira. Eis o relato de WikiLeaks:

O petista admitiu "que as lideranças do PT pós-2002 vieram com um esquema ilegal de financiamento 'louco e perverso' que está no centro das investigações correntes como resposta às pressões dos pequenos e mercenários partidos aliados, PTB, PL e PP, e da campanha de 2002 do marqueteiro Duda Mendonça", escreveu o embaixador John Danilovich, em telegrama ao Departamento de Estado em 19 de agosto de 2005, ao escândalo do mensalão. O documento foi divulgado ao GLOBO pelo grupo WikiLeaks.

Segundo Danilovich, Dirceu era personagem "quente demais" para que fosse visitado por uma missão oficial. Por isso, a visita a seu apartamento em Brasília foi feita pelo assessor especial William Perry, a quem Dirceu já conhecia havia anos. Os dois se encontraram para um café da manhã em 17 de agosto.
A Perry, Dirceu falou mal do ex-presidente do partido, o deputado José Genoino, e do governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, que assumira a presidência interina do PT em meio à crise do mensalão


http://polibiobraga.blogspot.com/2010/12/wikileaks-diz-que-ze-dirceu-admitiu-uso.html

REFORMAS

E as reformas ficaram para Dilma

No primeiro discurso depois da posse, o presidente Lula afirmou, no Planalto, que "nenhum momento difícil" o impediria de fazer "as reformas que o povo brasileiro precisa". Oito anos depois, ele descerá a rampa do palácio longe de cumprir a promessa. Deixará para a sucessora, Dilma Rousseff, o desafio de fazer as reformas política, previdenciária, tributária e trabalhista. O programa que levou o PT ao poder, em 2002, foi esquecido. Do financiamento público de campanhas ao fim da guerra fiscal, quase todas propostas ficaram na gaveta. As iniciativas esbarraram em lobbies contrários, na desarticulação dos aliados e na falta de vontade política do próprio presidente. A avaliação de aliados é que o escândalo do mensalão, em 2005, selou o abandono das mudanças. O deputado Maurício Rands (PT-PE), vê o episódio como decisivo: "A crise do mensalão estagnou o curso das reformas. Depois disso, a oposição se radicalizou e o governo canalizou toda a energia política para se defender".


http://www.blogalvarodias.com/2010/12/e-as-reformas-ficaram-para-dilma/


domingo, 19 de dezembro de 2010

DEMOCRACIA HACKEADA


DEMOCRACIA HACKEADA – PT E A FRAUDE

O blog Wikileaks Brasil traz sérias denúncias sobre possíveis fraudes ocorridas nas nossas urnas eletrônicas, que elegeram Dilma presidente. Além de historiar toda a trajetória e presença de hackers internacionais no Brasil a convite do governo Lula, há no site um filme que demonstra porque nos Estados Unidos a urna eletrônica não foi aprovada: especialistas mostram como uma eleição pode ser facilmente fraudada, através de cartões magnéticos pré-programados ou por infestação de vírus, que se espalha por todas as urnas eletrônicas.(Blog do Dr.Marcos Sobreira)

http://www.blogalvarodias.com/2010/12/democracia-hackeada-pt-e-a-fraude-das-eleicoes-de-2010/

FIM DE FESTA


Lula gasta 20 milhões em publicidade

A campanha publicitária de "despedida" do presidente Lula da Presidência custou R$ 20 milhões. Com um novo slogan "Estamos vivendo o Brasil de todos", a propaganda em rádio, TV, jornais e revistas fala sobre o crescimento econômico dos últimos anos e ressalta números sobre redução da desigualdade social.As peças publicitárias começaram a ser exibidas em dezembro e, de acordo com a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), estão sendo divulgadas em 325 veículos de comunicação pelo País.


http://www.blogalvarodias.com/2010/12/fim-de-festa-lula-gasta-20-milhoes-em-publicidade/

sábado, 18 de dezembro de 2010

MENTES MORTÍFERAS

Por Arlindo Montenegro

A extensão dos crimes de lesa humanidade praticados por Hitler estão fartamente documentados, quase que na sua totalidade. A extensão da ajuda dos anglo-americanos e banqueiros, seus lucros com a tragédia humana mais distorcida, (apresentada como responsabilidade de um único louco e sua equipe) é muito pouco conhecida. Melhor dizendo é evitada. Como são evitados os antecedentes e a sequência até os nossos dias.

Mais evitada, mais escondida e mais mortífera, tem sido a experiência que nos transforma em ratos de laboratório – a experiência iniciada nos porões da URSS, cuja revolução, como parte de um projeto estratégico global, foi financiada, mantida e oportunamente desmontada, sob controle e com lucros da mesma gente que integra(va) o sistema secreto, que propiciou ao mundo o nazismo. O grupo mãe da nova ordem mundial.


Lendo os pesquisadores que tiveram acesso a documentos da Casa Branca, Kremlin, da CIA dos americanos, MI-5 dos ingleses, kgb e outros é possível ter uma vaga idéia do funcionamento da conspiração mais bem sucedida, atravessando gerações, séculos, na formulação do poder total único, controlando mentes e dispondo das vidas humanas, metodicamente, cientificamente, desfiguradas pela crueldade.

São toneladas de arquivos, são milhares de testemunhos e sucessivas tentativas de expor as provas do crime, contidas nos arquivos do Kremlin, da Biblioteca do Congresso Americano, nos arquivos de fundações, em arquivos particulares copiados por pesquisadores, em livros sabotados que tiveram edições queimadas, outros que foram publicados, mas ridicularizados ao ponto de não despertar o interesse das mentes acadêmicas e estudiosos, ou pelo medo de estar tocando nas fedorentas verdades “inconvenientes”.


Um destes arquivos, ganhou destaque esta semana: no mundo blogueiro circula a notícia dos Arquivos Bukovsky, assunto que está no site http://www.heitordepaola.com/publicacoes_materia.asp?id_artigo=2313 e originalmente no http://veradextra.blogspot.com/ , com repique no www.cavaleirodo templo.blogspot.com – Puxando os fios da meada, navegando pelo bukovsky-archives.net encontra-se a tonelada de documentos, quase totalidade sem tradução, ainda em russo.


Do traduzido para o inglês, é fácil ver que os “pacíficos” russos treinavam agentes especiais de seus partidos comunistas espalhados pelo mundo. Estão os registros de entradas de brasileiros, carradas de chilenos, paraguaios, argentinos, para treinamentos políticos especiais e para treinamentos militares. Estão os documentos do Comitê Central do PCURSS, autorizando ações de propaganda junto à imprensa ocidental, igrejas batistas e católicas (No. 1503-Ch).


"O Ministério de Relações Exteriores da URSS, o Gosteleradio e a


KGB, devem ajudar os jornalistas de televisão ocidentais que cobrem a política da União Soviética, para organizar mais objetivamente a orientação anti-americana, (...) com a participação do líder soviético nos programas televisivos em países da Europa Ocidental, sobre a contribuição prática daURSS e outros países no processo de distensão na Europa."


O sr. Franklin Martins, aprendeu direitinho. Razão porque o estado brasileiro já controla e quer controlar mais ainda a propaganda interna e externa. Já há quem diga que o Sr. Assange, em visita ao Brasil, negociou o que poderia ser exposto, como fez com o estado de Israel. E toda esta coisa é uma cortina de fumaça para o ataque à liberdade que se preserva na informação que circula na internet. No encerramento de um seminário que organizou, o sr. Martins avisou sobre a regulamentação e controle dos meios de comunicação no País.


Neste momento, destacamos uma tradução dos Arquivos Bukovsky, feita por Marta Olynyk, em Julho de 2010: um documento secreto, do Comitê de Segurança do Estado no Conselho de Ministros da URSS, sobre a “Campanha ocidental anti soviética, contra o uso de Psiquiatria na URSS para fins políticos”, com assinatura de Andropov em 10 de Setembro de 1976, orientando as Instituições do Departamento de Ciência e Educação do PCUS e do Departamento de Propaganda do CC PCUS, “para implementar as medidas oficiais adequadas, através dos canais de intercâmbio escolar internacional, durante o período de preparação para a 6to. Congresso Mundial de Psiquiatria (1977), depois de ter organizado a propaganda de apoio junto aos órgãos de informação.(No. 2066–4)”


Sabe-se que as condições de vida e a prisão de dissidentes em hospitais psiquiátricos na URSS, era denunciada naqueles dias, por “testemunhas vivas”, que haviam escapado: PLIUSHCH, NEKRASOV, GORBANEVSKAIA, e muitos outros. As experiências com cobaias humanas nas prisões e hospitais da URSS, foram reproduzidas na Alemanha e são desenvolvidas e aperfeiçoadas até os dias de hoje por um certo círculo científico oficial e secreto.


A partir daquelas fontes originais, dos estudos de Freud, Pavlov este conhecimento se foi aperfeiçoando - na Escola de Frankfurt, no Instituto Tavistock (até hoje em franca atividade), com Edward Bernays (sobrinho de Freud nos EUA, v.”A propaganda”), Fundações e Universidades pelo mundo inteiro.


Disseminou-se a metodologia de controle da informação, a engenharia social, que facilita a submissão científica de populações, utilizadas em cortes, manobradas para manter a instabilidade como foco principal da atenção, desvianda do fulcro de execução das políticas de importância estratégica fundamental, para a vida e a morte seletiva dos escolhidos pelo império da nova ordem mundial.

Esta sim é a arma mais mortífera que os “salvadores do planeta” aplicam, com ajuda dos partidos políticos e seus “líderes carismáticos”, que continuam achando prioritário enganar os trouxas mantidos na ignorância. Os crimes da URSS, estão expostos no http://www.globalmuseumoncommunism.org/ e em outros endereços.


Arlindo Montenegro é Apicultor.
 
http://www.alertatotal.net/2010/12/mentes-mortiferas-i.html