domingo, 20 de março de 2011

[Médicos reprovados]

Médicos reprovados


03 de janeiro de 2011 | 0h 00

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- O Estado de S.Paulo

Os resultados do projeto-piloto criado pelos Ministérios da Saúde e da Educação para validar diplomas de médicos formados no exterior confirmaram os temores das associações médicas
brasileiras. Dos 628 profissionais que se inscreveram para os exames de proficiência e habilitação, 626 foram reprovados e apenas 2 conseguiram autorização para clinicar. A maioria
dos candidatos se formou em faculdades argentinas, bolivianas e, principalmente, cubanas.

As escolas bolivianas e argentinas de medicina são particulares e os brasileiros que as procuram geralmente não conseguiram ser aprovados nos disputados vestibulares das universidades
federais e confessionais do País. As faculdades cubanas - a mais conhecida é a Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana - são estatais e seus alunos são escolhidos não por
mérito, mas por afinidade ideológica. Os brasileiros que nelas estudam não se submeteram a um processo seletivo, tendo sido indicados por movimentos sociais, organizações não
governamentais e partidos políticos. Dos 160 brasileiros que obtiveram diploma numa faculdade cubana de medicina, entre 1999 e 2007, 26 foram indicados pelo Movimento dos Sem-Terra (MST).
Entre 2007 e 2008, organizações indígenas enviaram para lá 36 jovens índios.

Desde que o PT, o PC do B e o MST passaram a pressionar o governo Lula para facilitar o reconhecimento de diplomas cubanos, o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica
Brasileira têm denunciado a má qualidade da maioria das faculdades de medicina da América Latina, alertando que os médicos por elas diplomados não teriam condições de exercer a
medicina no País. As entidades médicas brasileiras também lembram que, dos 298 brasileiros que se formaram na Elam, entre 2005 e 2009, só 25 conseguiram reconhecer o diploma no
Brasil e regularizar sua situação profissional.

Por isso, o PT, o PC do B e o MST optaram por defender o reconhecimento automático do diploma, sem precisar passar por exames de habilitação profissional - o que foi vetado pelo Conselho
Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira. Para as duas entidades, as faculdades de medicina de Cuba, da Bolívia e do interior da Argentina teriam currículos ultrapassados,
estariam tecnologicamente defasadas e não contariam com professores qualificados.

Em resposta, o PT, o PC do B e o MST recorreram a argumentos ideológicos, alegando que o modelo cubano de ensino médico valorizaria a medicina preventiva, voltada mais para a prevenção de doenças entre a população de baixa renda do que para a medicina curativa. No marketing político cubano, os médicos "curativos" teriam interesse apenas em atender a população dos grandes centros urbanos, não se preocupando com a saúde das chamadas "classes populares".

Entre 2006 e 2007, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara chegou a aprovar um projeto preparado pelas chancelarias do Brasil e de Cuba, permitindo a equivalência automática dos diplomas de medicina expedidos nos dois países, mas os líderes governistas não o levaram a plenário, temendo uma derrota. No ano seguinte, depois de uma viagem a Havana, o ex-presidente Lula pediu uma "solução" para o caso para os Ministérios da Educação e da Saúde. E, em 2009, governo e entidades médicas negociaram o projeto-piloto que foi testado em 2010. Ele prevê uma prova de validação uniforme, preparada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do MEC, e aplicada por todas as universidades.

Por causa do desempenho desastroso dos médicos formados no exterior, o governo - mais uma vez cedendo a pressões políticas e partidárias - pretende modificar a prova de validação, sob o
pretexto de "promover ajustes". As entidades médicas já perceberam a manobra e afirmam que não faz sentido reduzir o rigor dos exames de proficiência e habilitação. Custa crer que
setores do MEC continuem insistindo em pôr a ideologia na frente da competência profissional, quando estão em jogo a saúde e a vida de pessoas.



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Marcelo Larangeira  




Presidencia do Ternuma


Uma verdade incontestável.

 

 

 

 

 

O ÚLTIMO BASTIÃO

 

Quando começou a luta armada, após a Contra - Revolução de 31 de março de 1964? Não importa.

O terrorismo começou - "Na manhã de 31 de março de 1966, quando o público e as autoridades aguardavam no Parque Treze de Maio, em Recife, o início das comemorações do segundo aniversário da revolução, previsto para as 9 horas. De repente, milhares de pessoas foram surpreendidas com uma violenta explosão, seguida de espessa nuvem de fumaça que envolveu o vizinho prédio dos Correios e Telégrafos.

Quando a fumaça se dissipou, os relógios registravam 8h47min.

A luta armada não é conduzida por pessoal identificado. Pelo contrário, é conduzida às ocultas, sub-repticiamente, na clandestinidade. Seus combatentes valem - se de disfarces, utilizam codinomes, isto é, nomes em código, fictícios, bem como documentos falsos e outros subterfúgios para não serem identificados. Não usam uniformes nem insígnias de posto ou graduação e não se restringem ao emprego de armamentos militares; valem – se também de coquetéis molotov, bombas, estilingues com bolas de aço etc. que, todavia, são armas reais" (extraído do livro, A Grande Mentira, do General Agnaldo  Del Nero Augusto).

Nos anos seguintes, entre assaltos, seqüestros, roubos, justiçamentos, a subversão aflorou, cresceu, expandiu – se, mas terminou por sucumbir.

Foram anos de terrível incerteza e inquietude. A quebra da lei e da ordem ocorria à solta, seja através de ações de grupos radicais, por atos criminosos cruentamente desencadeados, os quais tiraram a vida, não apenas de agentes, mas de inocentes cidadãos; seja pelas mobilizações turbulentas de entidades estudantis, sindicatos, etc, que se compraziam em perturbar o clima de paz e desenvolvimento existente.

O Governo aprendeu na pele a coibir as ações subversivas. No sacrifício, em missões permanentes e desgastantes, coube às equipes compostas por brasileiros escolhidos de diversas organizações, como o Exército, a Marinha, a Aeronáutica, a Polícia Civil e as Polícias Militares apresentar - se para o combate a um inimigo oculto e sanguinário.

Os agentes da lei foram escolhidos a dedo, entre os melhores profissionais. Não foram os mais cretinos, os mais sádicos, os mais canalhas, os corruptos e os patifes.

Eram selecionados e muito. Eram pais de família, filhos diletos chamados pela Nação para lutar em prol da tranqüilidade do País.

E lutaram, e sofreram, e muito. Longos períodos fora de suas casas, longe de suas famílias. Muitas noites em claro. A paga? O cumprimento do dever, inclusive e, se preciso, com o sacrifício da própria vida.

Tempos incertos, de apreensões, de angústias, de incertezas. Vários grupos de esquerda disputavam a primazia da violência. Combatê-los era uma tarefa de abnegação, de coragem e de desprendimento.

Nada adiantou. Os anônimos heróis foram transformados em párias, em malditos, em torturadores empedernidos; e os subversivos, em mártires. Equivocadamente, foram anistiados, e muitos indenizados, regiamente.

Quanto aos depositários da segurança pública, conviveram e convivem com a vergonhosa pecha de irracionais torturadores. Graças à propaganda, ao aliciamento de inocentes uteis e de espertos oportunistas, decretou – se que eles foram os maquiavélicos carrascos de uma matilha de dóceis cordeiros.

Eles cumpriram o seu dever. Não enriqueceram, não exigiram glórias, nem reconhecimento. A missão era silente, perigosa, legal, e poderia ser letal.

Hoje, entre as correntes que se atrevem a repudiar os engodos atuais, inúmeras, como nós, respeitam e admiram àqueles verdadeiros heróis.

Outras vertentes de insatisfação, que poderão concordar ou não conosco, no referente ao destrato do Estado para com os abnegados agentes, que batalharam contra a subversão, são lúcidas o suficiente, para entender que caminhamos para uma ditadura de esquerda.

Quanto a nós, repudiamos as tentativas de massacrar e tripudiar sobre os agentes da época, e, com o mesmo espírito de repúdio que motivou aqueles nacionalistas, atrevemo – nos a denunciar os descaminhos que seguimos. Por isso, nós do Grupo Terrorismo Nunca Mais (TERNUMA), negamo - nos a abandonar o campo de lutas, pois entendemos que o fato de a canalha de ontem ter ocupado o poder, e tentar por meio de subterfúgios o domínio que tentaram e fracassaram pelas armas, não pode ser a desculpa para, gratuitamente, alcançarem seus objetivos.

Atualmente, o TERNUMA, ao mesmo tempo em que se coloca, como sempre, na posição de preservar a honra e a dignidade dos cidadãos que no passado cumpriam a sua missão, e evitar que os criminosos de ontem, se transformem nos justiceiros de hoje, posiciona - se para defender a democracia, por perceber que através da sua manipulação, as mesmas raposas de antanho estão assumindo o controle completo da Nação.

Não somos, certamente, o último bastião, outros existem. Entidades, Organizações Não Governamentais externam a sua repulsa ao que está acontecendo. Sem o respaldo dos extensos e incalculáveis recursos do desgoverno, persistentemente, difundem suas mensagens de desagravo, denunciam, vaticinam tempos piores, e alertam para a esbórnia material e moral que assola o País.

Eles, como nós, temem o pior.

Receamos a sacralização de barbaridades como o 3º PNDH e sua revanchista e deletéria "Comissão da Verdade", tememos a propaganda enganosa e tememos a ditadura que desfila no horizonte.

Tememos, mas não fugiremos. Escreveremos, mas não roubaremos, não seqüestraremos, não atacaremos, não assassinaremos e não mentiremos.

Apesar da sinceridade, apesar da crença de que a verdade prevalecerá, diante das preferências do povo brasileiro, provavelmente, perderemos ou quem sabe, venceremos, só o tempo dirá

Como consolo, e para a posteridade, com honra e de pé.

Brasília, DF, 19 de março de 2011

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira