sábado, 6 de novembro de 2010
Dra. LÚCIA RESPONDE
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Meu nome é Júlia. É verdade que a gente pode engravidar em um banheiro público?
Drª.Lúcia: - Sim! Acho melhor você parar de trepar lá!
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é a Geisy e eu queria saber porque a fantasia dos homens é transar com nossa melhor amiga?
Drª.Lúcia: - Nada disso! A fantasia deles é comer sua irmã mais nova, ou a mais velha, ou a do meio, ou a sua prima. A melhor amiga também, ou qualquer outra amiga...
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Eu sou a Vera e queria saber porque os homens vão embora logo depois de transar com a gente no primeiro encontro?
Drª.Lúcia: - Porque o encontro acabou. Caso contrário, seria
casamento!
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Me chamo Luciane e eu tenho um amigo que quer fazer sexo comigo, mas ele tem um pênis de 20cm. Acho que vai ser doloroso, o que faço?
Drª.Lúcia: - Manda ele pra cá que eu testo pra você!!
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Eu sou a Rosa e eu queria um
conselho! Como faço para seduzir o rapaz que eu amo?
Drª.Lúcia: - Tire a roupa! Se ele não te agarrar, caia fora que é gay!
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Terminei com meu ex porque ele é muito galinha e agora estou com outro. Mas ainda gosto do ex e as vezes ainda fico com ele! O que devo fazer?
Drª.Lúcia: - Quem é mesmo a galinha nesta história?
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é a Rose e eu queria saber porque os homens se masturbam mesmo quando são casados?
Drª.Lúcia: - Minha amiga...jogo é jogo...treino é treino!
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Quero saber se a primeira vez dói. Tenho 21 anos e ainda não transei porque tenho medo de doer e não aguentar...
Drª.Lúcia: - Dói tanto que você vai ficar em coma e nunca mais vai levantar!... Deixa de ser fresca e dê de uma vez...ô Cinderela!
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é a Bruna! Eu queria saber se posso tomar anticoncepcional com diarréia...
Drª.Lúcia: - Olha...eu tomo com água, mas a opção é sua!
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Me chamo Jefferson e eu gostaria de saber como faço pra minha esposa gritar por uma hora depois do sexo!!!
Drª.Lúcia: - Limpe o pau na cortina nova!
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Sou virgem e rolou pela primeira vez um lance de fazer sexo oral. Terminei engolindo o negócio e quero saber se corro o risco de ficar grávida. Estou desesperada!!!
Drª.Lúcia: - Claro que corre o risco de ficar grávida! E a criança vai sair pelo seu ouvido!
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Meu nome é Suzi e eu gostaria de saber qual a diferença entre uma mulher com TPM e um pitbull?
Drª.Lúcia: - O batom, minha filha!(OH, VERDADE, HEHEEHE).
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é o Sílvio e eu gostaria de saber porque esses furacões recebem o nome de mulheres?
Drª.Lúcia: - Porque quando eles chegam são selvagens e molhados e, quando se vão, levam sua casa e seu carro junto com eles!
Ouvinte: - Bom dia Dr.a Lúcia! Aqui é o Fred! Me tire uma dúvida...o que são aquelas saliências ao redor dos mamilos das mulheres?
Drª.Lúcia: - É Braile e significa "chupe aqui"...
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Quero saber como enlouquecer meu namorado, só nas preliminares.
Drª.Lúcia: - Diga no ouvidinho dele..."minha menstruação está atrasada"!
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Sou feia e pobre. O que devo fazer para alguém gostar de mim?
Drª.Lúcia: - Ficar bonita e rica!
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é a Jaque! É o seguinte...o cara com quem estou saindo é muito legal, mas está dando sinais de ser alcoólatra. O que eu faço?
Drª.Lúcia: - Não deixe ele dirigir!
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é o Gabriel, me diga, porque não se pode confiar nas mulheres?
Drª.Lúcia: - Como alguém pode confiar em algo que sangra por cinco dias e não morre?
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Aqui é a Léia, me diga, porque as mulheres esfregam os olhos de manhã, quando acordam?
Drª.Lúcia: - Porque elas não tem um saco para coçar!
Ouvinte: - Bom dia Dra. Lúcia! Porque os homens adoram transar por trás?
Drª.Lúcia: - Para poder continuar assistindo tv e tomar cerveja sem que vocês percebam...
ISTO É OUTRA COISA!
HISTÓRIA DAS ELEIÇÕES
Para ex-ministro do TSE e pesquisador, presidente da República interfere na campanha como nem mandatários da República Velha ousaram atuar
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Ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e professor de direito da Universidade de Brasília Walter Costa Porto, autor de "O Voto no Brasil - Da Colônia à 6ª República" (Brasília, Senado Federal, 1989), só não vê motivos para otimismo em relação à democracia no Brasil na participação "imoderada" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral.
Ele afirma que em outras fases da República não se viu ação semelhante e lembra que na República Velha o presidente até podia escolher seu sucessor, desde que obtivesse apoio de "condes-eleitores", na expressão do historiador João Camilo de Oliveira Torres.
Costa Porto atribui a crônica fraqueza dos partidos brasileiros à interferência do Estado e ao sistema eleitoral proporcional de lista aberta, que, segundo ele, estimula o individualismo dentro das legendas.
Vota-se no Brasil desde a Colônia, mas o panorama que temos é de poucos períodos democráticos. A que atribuir isso?
De fato, temos uma longa experiência de voto. Já havia eleições no início do século XVI. Na verdade, havia, nas Câmaras, cadernos, denominados também de "livros de nobreza das Câmaras", em que se registravam os qualificados para a escolha dos eleitores, os que se chamariam depois de "votantes". Já no século XVII se dispôs que somente fossem convocados a votar os que tivessem residência e domicílio nas cidades, excluídos os do "sertão". E, também, foram excluídos os que vivessem de soldadas, como os mestres de açúcar e outros empregados; a "gente mecânica e vil", que se dedicava aos serviços manuais; os judeus. Depois, tivemos o Império, em que se exigiu, para os cargos eletivos - vereadores, deputados à Assembleia Geral e Assembleias Provinciais, senadores - uma certa renda. Com a nossa 1.ª República, a fraude generalizada, o pequeníssimo número dos votantes, 2 a 3% da população, e mesmo o voto majoritário para as assembleias apenando os grupos menores de opinião, mostraram um quadro desalentador. Depois, com a 2.ª República, de 1930 a 1937, tivemos o primeiro de nossos Códigos Eleitorais, com a introdução da representação proporcional, com o voto às mulheres, com a criação, afinal, da Justiça Eleitoral.
O Brasil já teve sistemas distritais e proporcionais de votação. Como foi isso?
Quando se apresentam, no Congresso, projetos para mudança de nosso quadro eleitoral, para eleição de deputados e vereadores, ninguém lembra que foi longa- desde o século 16 - a utilização, em nosso País, do voto majoritário. A começar com a chamada Lei dos Círculos, de 1855, com os distritos de um só nome; com a 2ª Lei dos Círculos. Foram, assim, 59 anos de voto distrital. Com o sistema proporcional, iniciado na eleição de 1933, contamos, já, 67 anos. Quanto ao sistema proporcional, utilizamos duas opções: no primeiro momento, em 1933, um sistema de lista expressa; depois, a partir de 1935, até agora, uma escolha uninominal, pelo eleitor, a partir das listas oferecidas pelos partidos.
A que atribuir a dificuldade do Brasil em constituir partidos fortes?
Como gostava de dizer Capistrano de Abreu, "à bula das circunstâncias". É uma pobre história partidária, em que a toda hora se reinicia a trajetória das agremiações, em razão, como explica Bolívar Lamounier, da interferência constante do Estado. Mas bem que se poderia lembrar que nosso sistema proporcional - de lista, mas com a escolha uninominal pelos eleitores -, tão destoante do modelo adotado pelos outros países, colabora, igualmente, para a redução da força dos partidos, instalando um individualismo destrutivo.
Como analisa o domínio das elites de São Paulo e Minas Gerais na República Velha?
Essa é uma constatação quanto ao modo como esses dois grandes Estados da Federação puderam, até 1930, se revezar no comando presidencial. "Impérios Centrais" ou "a Santa Aliança", como a imprensa do tempo costumava denominá-los, seu poder econômico e demográfico não encontrou obstáculos ao rodízio que levou a que, em 11 escolhas diretas, no período, São Paulo indicasse seis Presidentes e Minas, três. Duas foram as exceções, a de Hermes da Fonseca, alagoano, em 1910, e a de Epitácio Pessoa, paraibano, em 1919.
Esse domínio continuou?
Não vejo como negar isso. Depois daquelas duas exceções, da 1ª República, tivemos como presidente o gaúcho Getúlio. Com seu afastamento, em 1945, deu-se a terceira fuga à regra do domínio dos "Estados Centrais", com a excepcionalidade da disputa entre dois militares, o mato-grossense Eurico Dutra e o carioca Eduardo Gomes. Mesmo a última das eleições "não concorrenciais" de nossa 5.ª República, a dos militares, viu o enfrentamento de um mineiro, Tancredo Neves, e um paulista, Paulo Maluf.
A eleição do sucessor do presidente Lula assinalará o mais longo período democrático brasileiro. Há motivo para otimismo?
Só não há motivo para otimismo em razão da imoderada participação do atual presidente na promoção de uma candidatura para sua substituição. O historiador mineiro João Camilo de Oliveira Torres falava de uma "regra oculta" nas sucessões presidenciais de nossa 1.ª República, que nem sempre os nossos analistas consideraram: o presidente poderia até escolher seu sucessor, contanto que ele não fosse a expressão de uma dileção pessoal, mas, sim, um vetor das aspirações políticas, havendo de contar, então, com o "beneplácito dos condes-eleitores". Rodrigues Alves, em 1905, Affonso Pena, em 1909, e Washington Luiz, em 1929, tentariam quebrar essa regra. Em outras fases da República, nunca se viu esse empenho, de agora, pela promoção de uma candidatura.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,'participacao-de-lula-nao-tem-precedentes,631787,0.htm
Bolsa Família não é inclusão social, assim como distribuição de terras não é Reforma Agrária.
ISTO É OUTRA COISA!
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
O OVO DA SERPENTE NÃO RESISTE À CLARIDADE
Num dos intervalos do Roda Viva desta segunda-feira, traindo no rosto crispado a irritação com as perguntas dos jornalistas, o entrevistado olhou para o chão do estúdio e fez o comentário que os espectadores da TV Cultura mereciam ter ouvido:
─ Zé Dirceu… Zé Dirceu… Já tô cansado desse personagem ─ disse a voz em surdina.
Para escapar do castigo merecidíssimo, o mineiro José Dirceu de Oliveira e Silva, nascido em Passa Quatro há 64 anos, resolveu debitar os incontáveis pecados que cometeu na conta de um personagem inventado pela mídia reacionária e pela elite golpista. Chama-se Zé Dirceu, é perseguido desde o berço e, por representar uma grave ameaça ao sistema capitalista, os inimigos fingem não entender que é um inocente.
A dupla identidade é só mais um sintoma de esquizofrenia malandra. José Dirceu de Oliveira e Silva e Zé Dirceu são uma coisa só ─ uma usina de culpas no cartório, que nega ter protagonizado sequer uma contravenção de trânsito com a placidez de estelionatário aposentado. Nega até ter dito o que está registrado em vídeo, como fez quando entrou em pauta, durante o Roda Viva, o episódio da agressão sofrida pelo governador Mário Covas em 1° de junho de 2000.
“Não usei a expressão”, afirmou o entrevistado ao ser convidado a explicar a frase beligerante pronunciada em 25 de maio daquele ano: “Eles têm de apanhar nas ruas e nas urnas”. Com assombroso cinismo, jurou que não disse o que disse. “Não usei a expressão”, garantiu, agarrado à versão de que só pregou a surra nas urnas. O vídeo reproduz a mentira na TV Cultura, o comício em que fez a celebração da violência e imagens do obsceno ataque a Mário Covas, já visivelmente em luta contra o câncer. A agressão ocorreu uma semana depois do discurso de Dirceu.
Respeito a opinião dos leitores que criticam o espaço concedido a tal figura por uma TV pública. Mas discordo veementemente. Como atesta a reação histérica dos devotos do ministro despejado da Casa Civil, é ele o chefe, o símbolo e o heroi das milícias do PT. É preciso mostrar-lhes que jornalistas independentes não temem guerrilheiros de araque. É preciso deixar claro que quem enfrenta uma tropa comandada por Dirceu só corre o risco de morrer de rir.
Se o entrevistado quis usar os holofotes para destacar-se no palco, teve uma péssima ideia. Como informa a reportagem reproduzida na Feira Livre, o governo federal e o PT consideraram desastrosa a aparição do companheiro definitivamente associado ao escândalo do mensalão. O Roda Viva não exibiu o monólogo de um farsante. Documentou um confronto entre a verdade e a mentira. E a verdade sempre prevalece.
O ovo da serpente é chocado nas sombras, longe dos olhos dos ameaçados. Não resiste à claridade. Se não o destroi de imediato, a luz ilumina e identifica o perigo a eliminar.
TECNOLOGIA 3 G
Fotos 3G.
3G é a mais nova geração de comunicação móvel disponível no Brasil.
Esta nova tecnologia traz grandes mudanças para transmissão de dados (Internet), gerando grandes melhorias e muita inovação.
Com o ponteiro do mouse no centro da imagem, mova em todos os sentidos...
Para ver e guardar. Clique em cada um e aguarde
*Tour Eiffel
*Montgolfière
*Cathédrale Saint-François- Xavier, Chicoutimiis
*Une centrale du Michigan
*Un incendie majeur
*Notre Dame de Bon secours à Montreal
*Chapelle de la Maison Mère-Mallet, Québec *concert d'Oliver Jones, Juin 2009
*Hôtel de Glace, Sainte-Catherine- de-la-Jacques- Cartier, Québec
*Palais des Congrès à Montreal
*Feux sur glace, Quais du Vieux-Port de Montréal* *Carnaval de Québec
*Hotel Ruby Foo's - Montreal
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
MST destrói cinco mil pés de laranja no interior de São Paulo
POLÍTICA EXTERNA
O presidente búlgaro, Gueorgui Parvanov, convidou nesta segunda-feira a presidente eleita brasileira, Dilma Rousseff, a visitar a Bulgária, o país de origem de seu pai. Parvanov destacou, em sua mensagem de felicitação, que a campanha e a eleição no Brasil foram acompanhadas com "um enorme interesse na Bulgária".
BÚLGARA PRESIDENTE DO BRASIL
O presidente búlgaro, Gueorgui Parvanov, convidou nesta segunda-feira a presidente eleita brasileira, Dilma Rousseff, a visitar a Bulgária, o país de origem de seu pai. Parvanov destacou, em sua mensagem de felicitação, que a campanha e a eleição no Brasil foram acompanhadas com "um enorme interesse na Bulgária".
"A vitória de Dilma Rousseff encheu de orgulho o povo búlgaro", afirmou.
Parvanov também avaliou que Dilma Rousseff "não abandonará as amplas reformas começadas e empreenderá outras (...) para o interesse de toda a sociedade brasileira".
Em Gabrovo (centro), cidade natal do pai da petista, o prefeito Nikolaï Sirakov declarou acreditar que a "vitória de Dilma Rousseff inspirará orgulho e ânimo aos búlgaros". "Demonstra que quem luta consegue o que quer", enfatizou.
O pai de Dilma, Petar Roussev, deixou a Bulgária em 1929 e inicialmente migrou para a França, depois para a Argentina e, por fim, se instalou no Brasil com o nome de Pedro Rousseff. A família que ficou para trás, incluindo sua esposa grávida, acreditava que ele havia morrido.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/823764-presidente-bulgaro-convida-dilma-para-visitar-o-pais-de-seu-pai.shtml
BÚLGARA PRESIDENTE DO BRASIL
O presidente búlgaro, Gueorgui Parvanov, convidou nesta segunda-feira a presidente eleita brasileira, Dilma Rousseff, a visitar a Bulgária, o país de origem de seu pai. Parvanov destacou, em sua mensagem de felicitação, que a campanha e a eleição no Brasil foram acompanhadas com "um enorme interesse na Bulgária".
"A vitória de Dilma Rousseff encheu de orgulho o povo búlgaro", afirmou.
Parvanov também avaliou que Dilma Rousseff "não abandonará as amplas reformas começadas e empreenderá outras (...) para o interesse de toda a sociedade brasileira".
Em Gabrovo (centro), cidade natal do pai da petista, o prefeito Nikolaï Sirakov declarou acreditar que a "vitória de Dilma Rousseff inspirará orgulho e ânimo aos búlgaros". "Demonstra que quem luta consegue o que quer", enfatizou.
O pai de Dilma, Petar Roussev, deixou a Bulgária em 1929 e inicialmente migrou para a França, depois para a Argentina e, por fim, se instalou no Brasil com o nome de Pedro Rousseff. A família que ficou para trás, incluindo sua esposa grávida, acreditava que ele havia morrido.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/823764-presidente-bulgaro-convida-dilma-para-visitar-o-pais-de-seu-pai.shtml
domingo, 31 de outubro de 2010
A máquina em campanha
O Globo
Mais grave do que terem colocado o nome do diretor de “Tropa de elite 2″, José Padilha, num manifesto a favor da candidatura Dilma Rousseff à Presidência da República sem sua autorização é o fato de que dirigentes da Agência Nacional de Cinema (Ancine) atuaram fortemente para que pessoas ligadas à indústria assinassem o documento.
Há indicações de que vários outros cineastas e atores, muitos inscritos à revelia, foram procurados por funcionários da Ancine na tentativa de engrossar a lista dos apoiadores da candidatura oficial.
Criada em 2001, a Agência Nacional do Cinema é uma agência reguladora que tem como atribuições, segundo a definição oficial, “o fomento, a regulação e a fiscalização do mercado do cinema e do audiovisual no Brasil”.
A Ancine, por sinal, foi uma das responsáveis pela escolha dos jurados que definiram o filme “Lula, o filho do Brasil” como o representante brasileiro ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
Esse é um dos exemplos mais visíveis da utilização da máquina pública na campanha eleitoral de maneira despudorada, a começar pelo próprio presidente da República, que, na reta final da campanha — e com a disputa demonstrando estar mais difícil do que imaginavam seus estrategistas —, já não se incomoda de gravar participações nos programas de propaganda eleitoral no horário do expediente oficial.
E utiliza prédios públicos, como o Palácio da Alvorada, para reuniões políticas com os coordenadores da campanha da candidata oficial.
Seguindo o exemplo de seu chefe, também os ministros de Estado já não tentam disfarçar a campanha que fazem, misturando suas funções de Estado com as de cabo eleitoral da candidata oficial.
No lançamento do programa de saúde da candidatura oficial, a foto dos ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, ao lado do candidato a vice-presidente da chapa oficial, Michel Temer, os três ostentando uma camiseta com propaganda de Dilma Rousseff, é o exemplo da falta de pudor que domina o primeiro escalão governamental.
Da mesma maneira, funcionários de vários escalões das empresas estatais estão sendo estimulados, ou diretamente ou pela leniência de seus chefes imediatos, a fazer campanha usando o e-mail das próprias empresas.
Funcionários da Petrobras estão distribuindo mensagens com propaganda eleitoral a favor de Lula e Dilma, ou mesmo repassando informações caluniosas contra o candidato do PSDB.
Um deles tem o seguinte aviso, todo em caixa alta: “UMA GRANDE VERDADE!!!! REPASSE ESTE E-MAIL PRA TODOS E NÃO VAMOS DEIXAR A ONDA VERMELHA (PT) PARAR DE CRESCER POR TODO PAÍS!!!!”
A despreocupação é tamanha que já não escondem a identificação. As mensagens têm nome, telefone, cargo.
Entre as muitas mensagens que circulam, uma é da Gerência Setorial de Serviços de Segurança Patrimonial de Escritórios da Petrobras e tem a seguinte identificação: Serviço de Infraestrutura e Segurança Patrimonial. Regional Sudeste. Serviços Compartilhados. CQAY.
Outro é da Eletrobras, do Departamento de Contratações — DAC Divisão de Suprimentos — DACS.
Confiram - Merval Pereira: A máquina em campanha
A Democracia não está no DNA do PT
Publicado em 22 de Outubro de 2010 às 15:08Categorias: Artigos Por Editor
Paulo Renato de Souza*
Dois fatos são esclarecedores quanto ao DNA do PT. Nele não está a democracia. Estão o autoritarismo e práticas fascistas. Vejamos: o inquérito da Polícia Federal apontou um “jornalista-araponga” ligado ao PT e à campanha de Dilma como mandante, e pagador, da quebra do sigilo da filha de Serra e de dirigentes do PSDB, cujos dados foram parar num dossiê que o “núcleo de inteligência” da pré-campanha de Dilma estava montando contra o candidato José Serra. Esta é uma prática que vem das ditaduras de Mussolini e Hitler. Nada tem de democrática.
Outro fato nos remete aos tempos dos regimes nazistas e fascistas, cujas “falanges” e “tropas de assalto” espancavam seus adversários. Pois bem no Rio de Janeiro, um grupo de petistas agrediu o candidato José Serra para impedir seu diálogo com os eleitores. Não é a primeira vez que hordas petistas partem para a truculência contra tucanos. O ex-governador Mário Covas chegou a ser apedrejado por petistas. O apelo à violência não é ação espontânea das “bases”. Ela é insuflada por um presidente que prega o ódio e chama a oposição da turma do contra. Aliás, José Dirceu bradava: “vamos bater neles, nas urnas e nas ruas.”
É estarrecedor que o Presidente Lula venha agora acusar o candidato José Serra de farsa em relação à agressão. É uma acusação gravíssima que é desmentida por vídeos que gravaram a cena pública. Não foi uma agressão às escondidas. Lula com sua atitude de blindar os baderneiros está na prática incitando à violência, assim como estimulou a corrupção em seu governo ao passar a mão na cabeça dos mensaleiros e “aloprados”. E ao desqualificar Serra e acusá-lo de farsante está tirando a legitimidade da eleição, no caso de derrota. Lula já está vestindo a pele do Chavez: vencer a qualquer custo.
O Roteiro da Mentira
Há ainda outro traço em comum do lulopetismo com regimes totalitários. Quando surge um delito, primeiro nega o fato e quando sua versão não se sustenta mais, faz a inversão da culpa, transformando a vítima em réu. Após embaralhar as cartas, produz um resultado absolutamente previsível: suas investigações nada esclarecem e culpados não são punidos. Só como lembrete: em 2006, petistas foram presos com uma mala com R$ 1,7 milhão que se destinava à compra de um “dossiê” contra Serra e Geraldo. Até hoje a Polícia Federal não esclareceu a origem deste dinheiro e os autores do crime estão livres, leves e soltos.
No caso da quebra ilegal dos sigilos de familiares de Serra e de dirigentes do PSDB, primeiro a candidata Dilma se disse injuriada, pois sua campanha nada tinha a ver com isto, muito embora a Folha tenha divulgado, em junho, que os dados destes sigilos constavam de um “dossiê” produzido pelo núcleo de inteligência de sua candidatura.
A confirmar a notícia, tivemos o depoimento, no Congresso Nacional, de um delegado aposentado da Polícia Federal,informando que em abril teve uma reunião em um restaurante de Brasília com Luiz Lanzetta, então coordenador de comunicação da pré-campanha, e o “jornalista-araponga” Amaury Ribeiro Júnior, que disse ao delegado ter dois petardos contra José Serra. Tanto Lanzetta Como Amaury estavam subordinados a Fernando Pimentel, um dos coordenadores da pré-campanha de Dilma e tido, à época, como o representante direto da candidata.
O PT fez um escarcéu quando Serra associou a quebra do sigilo de seus familiares à campanha petista. Imediatamente, o Ministério da Fazenda soltou uma nota, negando a quebra do sigilo do genro de José Serra, enquanto a Receita se apressou em dizer que quanto ao sigilo de Verônica Serra, sua quebra foi motivada a partir de uma procuração lavrada em cartório. A procuração era falsa, o sigilo do genro também foi quebrado. Aí o Secretário da Receita e o corregedor inventaram uma pérola; a quebra de sigilo dos tucanos e de familiares do candidato não tinha motivo político. Tratava-se tão-somente de um caso de corrupção praticado por funcionários de baixo escalão!
A nova farsa
Ao responsabilizar o jornalista Amaury Ribeiro Jr como mandante e pagador da violação dos sigilos, a Polícia Federal desmentiu a versão da Receita de que tratou-se de um crime comum, desnudando sua motivação política. Parecia que, finalmente, as investigações avançariam. Eis que surge uma nova farsa: a PF deu o caso por encerrado sem esclarecer de onde veio o dinheiro com o qual Amaury comprou a quebra dos sigilos e a quem ele servia politicamente. Ou seja, a Polícia Federal, mais uma vez, evidenciou a sua “incompetência” em levar adiante investigações quando elas contrariam interesses do governo ou do PT.
Mais grave: forneceu munição à coordenação do PT ao deixar vazar o depoimento do jornalista-araponga, que, para não assumir o papel de réu confesso, inventou uma história da carochinha, alegando que agiu para “proteger” Aécio Neves. Era tudo o que a campanha de Dilma queria para promover uma intriga entre Serra e Aécio e dar fórum de verdade à versão de que a quebra de sigilo foi produto do “fogo amigo” entre tucanos! Não somos ingênuos e nessa não vamos cair. O próprio Amauri Ribeiro Júnior acusa um dos coordenadores da campanha de Dilma, o Deputado Rui Falcão, de haver roubado esses dados de seu computador.
É a tal da inversão da culpa, onde, da noite para o dia, a vítima vira réu. A mesma tática está sendo utilizada no caso da agressão a José Serra. Ignorando as imagens do Jornal Nacional, o comando da campanha de Dilma acusou Serra e seus simpatizantes pela violência da qual foram vítimas. Aqui não há como tergiversar. É como disse Dora Kramer: “a tropa que entrou em choque com a campanha tucana no Rio fez o que o mestre ensinou: vale tudo e mais um pouco para tentar ganhar a eleição”. Como mestre, entenda-se Lula.
O Partido dos Trabalhadores não inova nada com seu diversionismo. Outros regimes totalitários fizeram o mesmo, para esconder seus crimes. Em 1933, Hitler, com o objetivo de avançar no seu projeto totalitário, mandou incendiar o Reichstag – o parlamento alemão – e pôs a culpa nos comunistas, o que era uma grande mentira. E em 1939, vestiu soldados alemães com fardas do exército da Polônia para invadir um posto de fronteira e assassinar guardas alemães. Graças a esta farsa, Hitler teve o pretexto para invadir a Polônia e iniciar a segunda guerra mundial.
É nesta fonte que os petistas estão se inspirando. No seu DNA não há o gens da democracia.
* Deputado-federal (PSDB/SP), Ministro da Educação de FHC, Secretario de Educação de Serra/Goldman
Confira - A Democracia não está no DNA do PT

