Pesquisa diz que mulheres não conciliam carreira e família
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A Organização dos Estados Americanos (OEA) destituiu seu representante especial no Haiti, o brasileiro Ricardo Seitenfus, informou neste sábado à agência Efe uma fonte diplomática, que pediu para não ser identificada. Procurado pelo Terra, Seitenfus disse que não foi comunicado oficialmente sobre a decisão e preferiu não comentar enquanto não receber a confirmação oficial.
A destituição teria ocorrido após a publicação no jornal suíço Le Temps de algumas declarações atribuídas ao diplomata nas quais questiona o papel da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), presente no país desde 2004, e a política da comunidade internacional para a nação caribenha.
Seitenfus afirmou na entrevista, divulgada no último dia 20, que a ONU impôs a presença de suas tropas no Haiti apesar de o país não viver uma situação de guerra civil. "O Haiti não é uma ameaça internacional. Não estamos em situação de guerra civil. O Haiti não é nem o Iraque nem o Afeganistão. E, no entanto, o Conselho de Segurança (da ONU), diante da falta de alternativa, impôs a presença dos capacetes azuis desde 2004, após a saída do presidente (Jean-Bertrand Aristide)", afirmou o brasileiro ao periódico.
O diplomata, que prevê terminar seu mandato nos próximos meses, também disse na entrevista que o país caribenho, "no cenário internacional, paga essencialmente pela grande proximidade com os Estados Unidos. O Haiti foi objeto de uma atenção negativa por parte do sistema internacional. Trata-se, para a ONU, de congelar o poder e de transformar os haitianos em prisioneiros de sua própria ilha. Os haitianos cometeram o inaceitável em 1804 (ano de sua independência): um crime de lesada altivez para um mundo inquieto. O Ocidente foi, então, um mundo colonialista, escravista e racista que baseia sua riqueza na exploração de terras conquistadas. Então, o modelo revolucionário haitiano deu medo às grandes potências", afirmou.
Seitenfus analisou também o papel das ONG no Haiti, em particular após o terremoto de 12 de janeiro, e disse que "a idade dos voluntários que chegaram depois do terremoto é muito baixa. Desembarcaram no Haiti sem experiência alguma. Depois do terremoto, a qualidade profissional caiu muito. Existe uma relação maléfica e perversa entre a força das ONG e a debilidade do Estado haitiano", disse.
Além da responsabilidade no Haiti, Seitenfus é o delegado da OEA perante a Comissão Interina para a Reconstrução do Haiti (CIRH).
Interrompo o meu descanso para deixar registrada a morte de Orestes Quércia, ex-governador de São Paulo. Estava internado no Hospital Sírio-Libanês desde o dia 18 de novembro para se tratar de um câncer na próstata, doença que teve recidiva 10 anos depois da primeira manifestação. Quércia já foi vereador, prefeito de Campinas, senador, deputado estadual, vice-governador e governador de São Paulo entre 1987 a 1991. Neste ano, chegou a lançar a sua candidatura ao Senado, despontando com um dos favoritos, mas renunciou em favor de Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) para tratar da saúde.
Os mais moços talvez o ignorem, então eu procedo aqui a um misto de história e memória. Em 1974, eu tinha 13 anos e começava, sabe-se lá por artes de que destino que se vai desenhando nas sombras de nossa vida, a me interessar por política. Um dia, fui comprar óleo de litro para a minha mãe — o produto chegava em grandes tambores, de onde era tirado por um pistão; óleo em lata era coisa de rico… —, e a parede da venda (assim chamávamos os armazéns de periferia) estava pichada: "Povo armado derruba a ditadura". Que diabos queria dizer aquilo mesmo? Procurei saber. Menos de dois anos depois, estava metido num grupo de influência trotskista, de que um padre (!!!) era um dos chefes. Por que isso?
O ano de 1974 marca a primeira grande derrota do regime militar. —E NÃO ERA PELAS ARMAS. A crise do petróleo, de 1973, trouxe junto a inflação e o desgaste do governo. Essa patuscada nacionalista do governo Lula é repeteco daquele período; hoje, é o pré-sal; em 1970, foi a adoção das 200 milhas ao mar territorial brasileiro. Houve até uma música que marcou o período, que fez imenso sucesso da voz de Eliana Pittman. Antes de Lula culpar as pessoas "de olhos azuis" pela crise de 2009, o país já havia mandando os "pescadores de olhos verdes" pescar em outras águas. Leiam:
Esse mar é meu,
Leva seu barco pra lá desse mar.
Esse mar é meu,
Leva seu barco pra lá.
Vá jogar a sua rede das 200 para lá.
Pescador dos olhos verdes,
Vá pescar em outro lugar.
Esse mar é meu,
Leva seu barco pra lá desse mar.
Esse mar é meu,
Leva seu barco pra lá.
E o barquinho vai,
O nome de cabocleira
Vai puxando a sua rede
Da vontade de cantar.
Tem rede amarela e verde
No verde azul desse mar.
Esse mar é meu,
Leva seu barco pra lá desse mar.
Esse mar é meu,
Leva seu barco pra lá.
Obrigado seu Doutor pelo acontecimento,
Vai ter peixe, camarão,
Lagosta, que só Deus dá
Pego bem a sua idéia,
Peixe é bom pro pensamento.
E, a partir desse momento,
Meu povo vai pensar.
Esse mar é meu
Leva seu barco pra lá desse mar
Esse mar é meu
Leva seu barco pra lá
A crise do petróleo desconcertou e desconsertou a "poesia" do Brasil potência. Em 1974, disputaram-se 21 vagas para o Senado Federal. O MDB, partido oficial da oposição, fez 16; a Arena, a legenda do regime, apenas 5. Orestes Quércia, aos 36 anos, elegia-se por São Paulo, então, o mais jovem senador do país, desbancando um nomão da política do Estado, o ex-governador Carvalho Pinto. Fazia o estilo "bonitão do interior". Com suas grandes costeletas, muito influentes à época, ar de bom moço, era o preferido das avós, mães e tias: um oposicionista com cara de rapaz de família. Elegeram-se, naquela safra, Paulo Brossard (RS), José Richa (PR), Mauro Benevides (CE), entre outros.
Dez anos depois da deposição de João Goulart, o regime recebia um sinal. Ernesto Geisel, que estava no poder havia menos de um ano, percebeu que era hora de começar a articular uma transição lentíssima e seguríssima. Em abril de 1977, o presidente fecha o Congresso e impõe uma espécie de miniconstituinte para blindar o governo de uma derrota certa nas eleições de 1978: cria os chamados senadores biônicos. Um terço do Senado seria, como foi, na prática, indicado por Geisel. É com este Congresso sob controle que Geisel dá início à política de abertura e que se acolhe, por exemplo, a Lei da Anistia, que seria aprovada em 1979. Começava, então, a transição para a democracia.
Faço um pouco de história factual, com algum apelo à mentalidade do período, para deixar registrado que Quércia, de biografia controversa, para dizer pouco, teve papel importante na construção da democracia no Brasil. O fortalecimento do MDB em São Paulo foi fundamental para enfraquecer o regime. O partido reelege Franco Montoro senador em 1978, tendo FHC como candidato da sublegenda. Em 1982, Montoro faz-se governador em eleições diretas, tendo Quércia como vice. O apoio de São Paulo ao movimento em favor das Diretas Já, em 1984, trouxe a certeza de que a democracia era inevitável. Em 1986, Quércia era eleito governador do estado.
A outra face da moeda
No governo, Quércia se caracterizou por ser um tocador de obras, dando especial atenção ao interior do Estado. De tal sorte tomou conta do já então PMDB que uma fração do partido, em São Paulo, decidiu se desligar da legenda para fundar o PSDB. Embora estivesse sem exercer cargo público desde 1991, o ex-governador continuou como a grande liderança do PMDB do Estado.
Embora político desde a juventude, Quércia se tornou um empresário de sucesso, atuando em múltiplas áreas, inclusive comunicação. As muitas acusações de corrupção — sem condenação nenhuma, diga-se — e a suspeita de enriquecimento ilícito dificultaram a sua carreira. Encerrado o seu mandato de governador, tentou, sem sucesso, a Presidência da República em 1994, o governo do Estado em 1998 e 2006 e o Senado em 2002, o que fez de novo em 2010 — estava entre os favoritos quando renunciou para tratar da saúde.
O homem que teve um papel sem dúvida importante no processo de redemocratização — não se conhece um só flerte seu com teses autoritárias — deixou, no entanto, um passivo ético considerável, o que, e aqui entram a história e suas ironias, serviu de bandeira para a luta do PT de São Paulo, que tinha Lula como a sua maior expressão e José Dirceu como o seu grande operador. Enquanto Quércia deu as cartas na política paulista, os petistas foram seus algozes implacáveis. A atuação do partido contribuiu de modo definitivo para liquidar as chances eleitorais do político que surpreendeu o regime militar em 1974.
O que a história e suas ironias nos mostram? Morreu na manhã deste 24 de dezembro de 2010 um amador nas artes em que o PT se tornou especialista juramentado — e, nesse particular, nem um nem outro merecem perdão. Quércia, ao menos, nunca flertou com teses autoritárias. O mesmo não se pode dizer sobre os petistas.
CADETES DE HOJE, OS CADETES DE ONTEM OS SAÚDAM !
Ao analisarmos o contexto em que se deu a contra-revolução de Abril de 1964, quando as Forças Armadas impediram a tomada do poder pelos comunistas e aniquilaram as guerrilhas urbana e rural, e a gravidade do que ocorre em nossos dias, veremos fatos similares, diferentes ou inexistentes em uma ou outra das ocasiões enfocadas. O quadro de fundo é o mesmo: a tomada do poder para a instalação de uma ditadura marxista, na contramão do que ocorre na maior parte do mundo. No passado, o instrumental teórico era o marxista-leninista, levando à práxis fundada, principalmente, em meios violentos, incluso a luta armada para a conquista do Poder. Hoje, temos insidioso processo revolucionário de tomada de poder, mais refinado, inteligentemente planejado, que é o marxismo-gramscista. Assim, aparelharam o governo e o Estado. Domesticaram o Legislativo e o Judiciário. Buscam o senso comum modificado da sociedade civil, por meio de longa transformação psicológica, dos valores tradicionais e da herança cultural (intelectual e moral ), tornando as pessoas, principalmente as classes subalternas, abertas às transformações políticas, econômicas e sociais, necessárias ao advento do socialismo-marxista. É o que vemos levado a efeito pelos mais altos governantes do País: A banalização da omissão, da corrupção, da impunidade, da falta de compostura, da indiferença às leis e do uso freqüente da mentira; não mostram o que realmente pensam, mas discursam para platéias diferentes, colocando exatamente o que essas querem ouvir, buscando os próprios interesses. Quando expostos pela prática de fatos desabonadores e até mesmo criminosos, evitam a discussão argumentada, negam descaradamente, não assumem claras responsabilidades, deturpam fatos, criam versões que vendem como verdades e, ao mesmo tempo, se valem do denegrimento dos oponentes. Apóiam-se no que criaram: o politicamente correto. Criaram linguajar complicado cujo sinistro significado somente eles entendem. Dividem para melhor dominar. Exploram a miséria e incitam o racismo. Jogam ricos contra pobres, negros contra brancos, trabalhadores contra patrões, civis contra militares. Esgarçam o tecido social, cortando os seus liames. Transformaram militares cumpridores dos seus deveres legais em bandidos; Subversivos assassinos em abnegados democratas. Não prestigiam os símbolos pátrios e os nossos verdadeiros heróis. Idolatram os traidores da Pátria como mariguela, prestes, joão amazonas, lamarca ou criminosos importados como stalin, mao, guevara e fidel castro ( a quem beijam a mão e choram nos seus ombros ), entre outros. Manipulam politicamente a massa ignorante e carente, criando currais eleitorais sob a denominação de Rede de Proteção Social. Diferentemente de 64, somente agora, parcelas da Imprensa e da intelectualidade descobriram, ainda que timidamente, que estamos em meio a adiantado processo revolucionário marxista-gramscista. Vêm liberdades ameaçadas, caso a marxista guerrilheira, Dilma, violenta e autoritária, vendida, por marqueteiros criminosos, como a futura Mãe dos pobres, seja eleita e o PT, o PMDB e coligados façam a maioria da Câmara e do Senado, maioria de governadores e de prefeitos. A oposição política sem bandeiras, sem lideranças compatíveis com o momento, sem credibilidade e sem votos, está aniquilada. Diferentemente de 64, há grande parte da população alienada ou tornada dependente do atual governo populista. A atuação das centrais sindicais e dos movimentos sociais rurais, principalmente o MST, pode, a qualquer momento, paralisar o País. Diferentemente de 64, a politização das Forças Armadas se dá serenamente por meio do Ministério da Defesa, reorganizado em estrutura e funções, entregue a civis, sendo considerado parte da quota política do PMDB, pelo Presidente da República, segundo os jornais A influência política dos mais altos chefes militares torna-se minimizada. Diferentemente, em 64, a maioria da população renegava o comunismo. O Gen Castello Branco, então Chefe do Estado Maior do Exército, afirmou que não se tratava mais da escolha entre a preservação da democracia e a ação revolucionária, pois, a democracia estava sendo destruída pela “superversão” (subversão apoiada pelo Executivo). Estabeleceu o princípio de que a lealdade constitucional das FA deve se aplicar a dar apoio ao governo constituído e não necessariamente a um dos poderes do governo, se este se propõe a destruir o equilíbrio constitucional.
Sem dúvida, estamos em situação pior do que em 64. Há alguma esperança ? Creio que sim. E ela está representada por simbólica mensagem, enviada pelos cadetes da Academia das Agulhas Negras, que se formam este ano. Vamos interpretá-la: Embora num Exército diferente dos anteriores pela modernidade do material, carregamos o legado daqueles que nos precederam e nos formaram. Carregamos, dentro de cada um de nós, valores imutáveis e a tradição de bem servir à Pátria. Ontem como hoje, em espírito, o Exército é um só. Escolhemos como patrono de nossa turma ninguém mais do que o patriota e insigne brasileiro General Emílio Garrastazu Médici !
Cadetes de hoje, os Cadetes de ontem os saúdam !
Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 02 de dezembro de 2010.
No primeiro discurso depois da posse, o presidente Lula afirmou, no Planalto, que "nenhum momento difícil" o impediria de fazer "as reformas que o povo brasileiro precisa". Oito anos depois, ele descerá a rampa do palácio longe de cumprir a promessa. Deixará para a sucessora, Dilma Rousseff, o desafio de fazer as reformas política, previdenciária, tributária e trabalhista. O programa que levou o PT ao poder, em 2002, foi esquecido. Do financiamento público de campanhas ao fim da guerra fiscal, quase todas propostas ficaram na gaveta. As iniciativas esbarraram em lobbies contrários, na desarticulação dos aliados e na falta de vontade política do próprio presidente. A avaliação de aliados é que o escândalo do mensalão, em 2005, selou o abandono das mudanças. O deputado Maurício Rands (PT-PE), vê o episódio como decisivo: "A crise do mensalão estagnou o curso das reformas. Depois disso, a oposição se radicalizou e o governo canalizou toda a energia política para se defender".
http://www.blogalvarodias.com/2010/12/e-as-reformas-ficaram-para-dilma/
Comentários
O comércio ganha?Sim óbvio mais se um presente é comprado para demonstrar o amor de uma pessoa para outra seria como Jesus curando aos sábados.Deus me perdoe se estou cometendo um pecado falando isso,mais bem sabemos que acima de tudo,dos presentes,festas,esta o amor,vai da intenção de cada um.
http://www.midiasemmascara.org/artigos/cultura/11709-o-avarento-scrooge-era-esquerdista.html