sábado, 2 de abril de 2011

GUERRA DOS SEIS DIAS - 1967

PF CONFIRMA MENSALÃO NO GOVERNO LULA

Relatório da PF confirma mensalão no governo Lula

Da Agência Estado. Comento no post seguinte:

Relatório final da Polícia Federal confirma a existência do mensalão no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de seis anos de investigação, a PF concluiu que o Fundo Visanet, com participação do Banco do Brasil, foi uma das principais fontes de financiamento do esquema montado pelo publicitário Marcos Valério. Com 332 páginas, o documento da PF, divulgado pela revista “Época”, joga por terra a pretensão do ex-presidente Lula de provar que o mensalão nunca existiu e que seria uma farsa montada pela oposição.

O relatório da PF demonstra que, dos cerca de R$ 350 milhões recebidos do governo Lula pelas empresas de Valério, os recursos que mais se destinaram aos pagamentos políticos tinham como origem o fundo Visanet. As investigações da PF confirmaram que o segurança Freud Godoy, que trabalhou com Lula nas campanhas presidenciais de 1998 e 2002, recebeu R$ 98,5 mil do esquema do valerioduto, conforme revelou o Estado, em setembro de 2006. A novidade é que Freud contou à PF que se tratava de pagamento dos serviços de segurança prestados a Lula na campanha de 2002 e durante a transição para a Presidência - estabelecendo uma ligação próxima de Lula com o mensalão. No depoimento, Freud narrou que o dinheiro serviu para cobrir parte dos R$ 115 mil que lhe eram devidos pelo PT.

O relatório da PF apontou o envolvimento no esquema do mensalão, direta ou indiretamente, de políticos como o hoje ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, do PT. Rastreando as contas do valerioduto, os investigadores comprovaram que Rodrigo Barroso Fernandes, tesoureiro da campanha de Pimentel à prefeitura de Belo Horizonte, em 2004, recebeu um cheque de R$ 247 mil de uma das contas da SMP&B no Banco Rural. As investigações confirmaram também a participação de mais sete deputados federais, entre eles Jaqueline Roriz (PMN-DF), Lincoln Portela (PR- MG) e Benedita da Silva (PT-RJ), dois ex-senadores e o ex-ministro tucano Pimenta da Veiga.

Segundo a revista “Época”, a PF também confirmou que o banqueiro Daniel Dantas tentou mesmo garantir o apoio do governo petista por intermédio de dinheiro enviado às empresas de Marcos Valério. Dantas teria recebido um pedido de ajuda financeira no valor de US$ 50 milhões depois de se reunir com o então ministro da Casa Civil José Dirceu. Pouco antes de o mensalão vir a público, uma das empresas controladas por Dantas fechou contratos com Valério, apenas para que houvesse um modo legal de depositar o dinheiro. De acordo com o relatório da PF, houve tempo suficiente para que R$ 3,6 milhões fossem repassados ao publicitário.

As investigações comprovaram ainda que foram fajutos os empréstimos que, segundo a defesa de Marcos Valério, explicariam a origem do dinheiro do mensalão. Esses papéis serviram somente para dar cobertura jurídica a uma intrincada operação de lavagem de dinheiro. De acordo com o relatório da PF, houve duas fontes de recursos para bancar o mensalão e as demais atividades criminosas de Marcos Valério. A principal, qualificada de “fonte primária”, consistia em dinheiro público, proveniente dos contratos do publicitário com ministérios e estatais. O principal canal de desvio estava no Banco do Brasil, num fundo de publicidade chamado Visanet, destinado a ações de marketing do cartão da bandeira Visa. As agências de Marcos Valério produziam algumas ações publicitárias, mas a vasta maioria dos valores repassados pelo governo servira tão somente para abastecer o mensalão.

A segunda fonte de financiamento, chamada de “secundária”, estipulava que Marcos Valério seria ressarcido pelos pagamentos aos políticos por meio de contratos de lobby com empresas dispostas a se aproximar da Presidência da República. Foi o caso do Banco Rural, que tentava obter favores do Banco Central e do banqueiro Daniel Dantas, que precisava do apoio dos fundos de pensão das estatais.



Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 29 de março de 2011

O "equívoco de Kafka"

O "equívoco" Kafka

     Aprendemos na pele que o renomado escritor era austro - húngaro, embora redigisse seus livros em alemão. O equívoco, lamentamos, foi por afoiteza.

     Aqui no Brasil, poderíamos na mesma linha de raciocínio, chamar de brasileiros alguns estrangeiros, principalmente cubanos, e graciosamente cairíamos em crasso erro, pois aquelas alentadas figuras, lêem, escrevem e falam o português.

Contudo, suas raízes estão de tal forma incrustadas na pátria de Fidel, que chamá-los de nacionais pode ser uma tremenda mancada.

     Ao longo da vida cometemos um rosário de equívocos. Chamar Kafka de alemão foi um deles. Tentar pelas armas conquistar o poder para implantar o regime comunista no Brasil, também. Contudo, assaltar, seqüestrar, roubar, assassinar e praticar terrorismo em nome daquela crença, não.

     Entretanto, agir à sorrelfa, como agente de uma guerra irregular, com identidade falsa, com falsos endereços e a partir de fanatismo ideológico julgar – se acima da lei, da decência e da moral, depende de quem julgar.

     A justiça, certamente, não separa bons terroristas, dos maus terroristas. O povo brasileiro, a sua justiça e o seu atual governo, sim.

     Quanto ao Congresso Nacional, somente saberemos, após endossarem ou não o Projeto de Lei do Executivo para a criação da Comissão da Verdade

     País estranho que consegue estipular valores monetários para as crenças ideológicas, e destina grossas verbas para reparar aqueles que fracassaram nos seus propósitos, e gratifica – os, apesar dos seus crimes com polpudas indenizações.

     Deitamos cátedra. Estamos diante do famoso jeitinho brasileiro? O caso Battisti que o diga.

     "É uma reparação devida", dizem eles, omitindo de onde saem os óbolos financeiros. Só pesa no nosso bolso.

     Alçá - los aos píncaros do heroísmo, com livros, novelas, memoriais, estátuas, nomes de ruas, de obras de arte, e entronizá-los como cândidas vítimas, diante de gritantes evidências, porém causa fraturas irremediáveis ao moral nacional, pois mistura alhos com bugalhos e coloca no mesmo nível, crápulas com excelsos brasileiros.

     É um estrago na consciência nacional. É entortar na cabeça dos jovens as pétreas noções do bem e do mal.

     É construir um futuro baseado em premissas errôneas, que fatalmente nos conduzirão a uma nação de fracos princípios e padrões de vida questionáveis.

     Chamar Kafka de alemão foi um equívoco reparável, esperamos. Acreditar que a Comissão da Verdade descortinará a dita poderá ser uma esperança vã ou um equívoco irreparável.

"Triste o povo que não se preocupa com os danos no seu bolso, nem na sua consciência".

Brasília, DF, 29 de março de 2011

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira