sábado, 4 de dezembro de 2010
LULA BATE RECORD DE VIAGENS
Lula completa 470 dias de viagens ao exterior
Editor-assistente de poder
Hoje, quando embarcar de volta ao Brasil, terá completado 470 dias em deslocamentos internacionais --o equivalente a 16% de seu mandato de oito anos na Presidência, iniciado em 2003.
A marca não passa perto da de seus antecessores. Fernando Henrique Cardoso, por exemplo, em seus oito anos no Planalto, passou 347 dias em viagens fora do Brasil (12% do mandato). Bem atrás aparecem Itamar Franco (5%), José Sarney (8%) e Fernando Collor (10%).
Com essa passagem pela Argentina, Lula também arredondará uma marca: a de 150 dias em viagens pela América do Sul. Entre 1995 e 2002, FHC passou 113 dias em vizinhos sul-americanos.
Na comparação entre os dois, o petista vence de goleada em dias na África (54 a 13). Na Europa, por exemplo, a vantagem de Lula é mais apertada (137 a 116).
No pacote de milhagem do presidente, estão 248 visitas ao exterior, com 87 diferentes nações, além da Antártida.
Só pela Argentina Lula passou 18 vezes. Pelos EUA e Venezuela, 13 cada um.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
E vivas ...
"E VIVAS AO ARAUTO DO CAOS E DA ANARQUIA!"
A recente homenagem (1º de dezembro) da Câmara Legislativa de Brasília ao fundador e líder do MST (o movimento que não existe para fins legais, mas é empregado sob os auspícios do desgoverno, para invadir, saquear e destruir propriedades, mesmo as produtivas, e sob os olhares complacentes e protetores do aparato policial) é uma bofetada na democracia, um acinte descarado por parte de um grupo de "para lamentares" que extravasam seu partidarismo ideológico, e destacam a que ponto chegou a sua desfaçatez e os seus verdadeiros objetivos.
Não nos impressiona que deputados mal - intencionados tenham a vergonhosa idéia de propor a benemerência, e se apequenem para tecer loas à nefasta figura, que prega a luta armada entre as classes, contudo, nos espanta que os seus pares, não repilam com determinação a desqualificada imprudência.
O agraciado com a Medalha do Mérito Legislativo deveria, por sua pregação insolente e incendiaria ser levado ao julgamento da sociedade, no entanto, "dar a Cesar o que é de Cesar" é natural num antro de néscios, que se curvam diante da verborragia e da ameaça ambulante que é o seu paradigma.
Incitando a violência, ao invés de tolhido por seus impropérios e, devidamente, enquadrado por promover e liderar invasões e destruições, à margem e ao desplante das leis, vemos a sacralização de um finório que a Nação deveria repudiar.
No expurgo dos verdadeiros heróis, curva – se a sociedade, através de seus representantes, tolamente, diante dos arautos do caos e da anarquia.
Em alguns já cantam a Internacional Socialista, com fervor, provavelmente, com mais vibração e mais alto do que o Hino da Pátria. Outros louvam a Revolução Bolchevista, a Revolução Cubana, e estudam com afinco, a vida e o desumano desempenho de próceres comunistas.
Aqui, já iniciamos a canonização de falsos heróis, como Marighella, Lamarca, João Cândido (o "Almirante negro") e outros, e pouco falta para darmos adeus à Democracia, e em seu nome, parlamentares ateus e à toas homenageiam cavaleiros de triste figura, não ingênuos, como o legendário Dom Quixote, mas matreiros, insolentes e impunes, propugnadores da violência e do desprezo à justiça, ao bem - privado e ao bem - comum.
Sim, a cada dia ao estuprarmos os direitos e desvirtuarmos os deveres dos cidadãos, jogamos mais uma pá de terra na cova da liberdade, e avalizamos as distorções, que vivandeiras incólumes, acima da lei e da ordem, e interessadas no caos e na anarquia, assomem como ícones, publicamente, cobertas de deferências, como meritórias figuras.
Pelo andor da carruagem, tudo poderá acontecer, desde o fim da liberdade da imprensa, do direito à propriedade privada, a legalização do aborto, o casamento gay, com a noiva de véu e grinalda, a liberação da maconha, o terceiro mandato, o aumento dos impostos, a volta da CPMF ou similar, a libertação do Battisti, a bolivarização do País, a criação da Comissão da Verdade e o emprego da Forças Armadas como auxiliares em Operações Tipo - Polícia, etc.
Definitivamente, prosseguiremos sob a égide do "nunca dantes na história desse paiz".
Realmente, nunca tão poucos tripudiaram tanto, sobre tantos, durante tanto tempo, sem que recebessem o troco por suas vilanias e inconseqüências.
Brasília, DF 03 de dezembro de 2010
Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira
DINHEIRO DE CAMPANHA
03/12/2010 - 08h37
Concessionárias doam R$ 24 milhões à campanha de Dilma
SILVIO NAVARRO
DE SÃO PAULO
A campanha da presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), recebeu pelo menos R$ 24,3 milhões de um grupo de nove empresas acionistas de grandes concessionárias de serviços públicos, nas áreas de transportes e transmissão de energia elétrica.
Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Carioca Nielsen, CR Almeida, OAS, Queiroz Galvão, Serveng, Odebrecht e Alusa (energia) contribuíram com a campanha.
A Lei Eleitoral proíbe que concessionárias de serviços públicos façam doações para campanhas. No entanto, tribunais regionais e o próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovaram, ainda que com ressalvas, esse tipo de doação nas duas últimas eleições --2006 e 2008.
Além das concessões, essas empresas, gigantes no setor de infraestrutura, tocam as principais obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em ferrovias, rodovias, construção de usinas e na transposição do rio São Francisco.
A situação das contas de Dilma é similar à da campanha de reeleição do presidente Lula em 2006. À época, a área técnica do TSE rejeitou esse tipo de doação, mas o então relator, o ex-ministro Gerardo Grossi, acatou recurso do PT, segundo quem as empresas tinham "personalidades jurídicas distintas" das concessionárias citadas.
Na ocasião, o tesoureiro de Lula também era José de Filippi Jr. (PT), o mesmo que cuidou das finanças agora.
A questão divide especialistas nos últimos anos. Como a Lei Eleitoral estipula que esse tipo de doação é expressamente vedada, o parecer dos técnicos do tribunal tradicionalmente recomenda a rejeição das contas. A decisão final, no entanto, cabe aos ministros.
O plenário do TSE pode aprovar, rejeitar ou aprovar com ressalvas as contas de candidatos e comitês. A posse só é impedida em caso de rejeição, o que é politicamente improvável nesses casos, uma vez que essas empresas fazem doações milionárias a diversos candidatos e partidos políticos.
CONTRATOS
Um terço dos R$ 150 milhões que a campanha de Dilma declarou ter arrecadado nas eleições saiu do caixa de empresas que receberam recursos da União neste ano.
No total, 61 empresas que detêm contratos públicos ou que receberam repasses diretos do governo (fornecedores de estatais, por exemplo) injetaram R$ 49,2 milhões na campanha da futura presidente --incluindo a conta do seu comitê financeiro.
Juntas, elas receberam R$ 2,8 bilhões da União em 2010. Esse valor é ainda maior se somada a UTC Engenharia, doadora de R$ 5 milhões para a campanha, que só neste ano firmou três contratos com a Petrobras, num total de R$ 524 milhões.
A campanha terminou com dívida de R$ 27,7 milhões, que será assumida pelo PT. Filippi chegou a encaminhar carta a empresários pedindo doações já em nome da presidente eleita.
| Editoria de Arte/Folhapress | ||
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Dilma aposta em desgaste das FFAA
Desgaste para imagem das Forças Armadas, sobretudo o Exército, fazendo o policiamento ostensivo em ações de enxugamento de gelo contra narcotraficantes. Eis a fórmula perfeita encontrada pela futura Presidenta Dilma Rousseff para praticar seu revanchismo pessoal contra os militares. A chefona-em-comando das FFAA vai submeter as tropas a um papel que não é o delas, mantendo-as sob o regime de pão (que o Diabo amassou) e água (estagnada) dos últimos anos.
É consenso entre especialistas que os militares não estão preparados para realizar as atividades de policiamento requeridas pela missão. Soldados são preparados para a guerra, e não para cumprir a função da Polícia Militar. Para piorar a situação, falta amparo legal para atuação das Forças Armadas contra o tráfico, sem a decretação de um Estado de Emergência. Dilma e seus revanchistas apostam que o Exército sairá desgastado desta “missão”.
Ouvido pela Reuters, o coordenador do Núcleo de Estudos de Instituições Coercitivas da Universidade Federal de Pernambuco (Ufpe), Jorge Zaverucha, adverte que há chances de que as tropas sejam corrompidas pelo tráfico, como ocorreu no morro da Providência, em 2008. Na ocasião, 11 militares que cuidavam da segurança de uma obra do governo federal detiveram e entregaram três jovens pertencentes a uma facção criminosa a um grupo rival - os jovens foram mortos, e os soldados acabaram presos.
Os bandidos sabem muito bem como desgastar as Forças Armadas. Resta saber se os militares cairão facilmente na cilada, ou se saberão sair, à francesa, de mais essa armadilha político-ideológica.
COMENTÁRIO DA SEMANA
Comentário nº 80– 30 de novembro de 2010
Gelio Fregapani
Assuntos: Fatos novos: Petróleo; Resfriamento Global; Inteligência e RJ
Deveria ser da Abin o dever de coordenar as informações sobre as ameaças externas e as oportunidades de negócios, bem como a de esmiuçar vidas pregressas e acompanhar as atividades de ocupantes do governo para prevenir escândalos.
Até agora os presidentes civis não quiseram contar com uma estrutura organizada e atuante de inteligência, mas Dilma Rousseff tem dado sinais de que incluirá o setor de segurança institucional entre suas prioridades de governo.
LULA - MENSALÃO FOI TENTATIVA DE GOLPE
Em discurso hoje, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o presidente Lula agradeceu aos integrantes do órgão a lealdade durante a crise do mensalão, em 2005.O presidente tratou o escândalo como uma tentativa de golpe. “Eu quero agradecer àqueles companheiros que eram do Conselho, que no auge da crise de 2005, eu nunca disse isso, mas naquela tentativa de golpe que tentou se dar no Brasil, vocês permaneceram no conselho. Vocês não desistiram do conselho “, disse. Lula insinuou que a tese do mensalão era mentirosa, ao dizer que os membros do conselhão “não se permitiram enganar com determinado tipo de discurso”.
HABIB - UM HISTÓRIA
LULA DEFENDE AERODILMA
O presidente Lula defendeu a compra do Aerodilma. A compra do novo avião presidencial, com mais autonomia de voo, já vem sendo estudada pelo Planalto. Segundo o presidente, “não tem por que não comprar”, apesar de o custo ser mais de cinco vezes superior ao do Aerolula. Para Lula, Brasil passa “humilhação” pelo fato de o atual avião ter autonomia de 12 horas, insuficiente para deslocamentos diretos para determinados pontos do planeta.
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
O MANTO DO SILÊNCIO
Eu posso explicar atos extremos cometidos por jovens durante a ditadura. Os que, naquela época, tomaram o poder empurraram os jovens para corredores estreitos que não levavam a outro caminho que não a radicalização ou omissão. O que não posso entender é como hoje, quatro décadas depois, se queira impedir o acesso à informação sobre aquele passado sob que pretexto for.
Pessoas que jamais fariam o que fizeram foram sendo envolvidas na lógica da radicalização. Mesmo os que não pegaram em armas, não entraram nos grupos mais radicais de guerrilha urbana ou rural, sabem da engrenagem do absurdo. Uma ditadura faz isso. Ela fecha portas a quem quer participar da política e influir nos rumos nacionais. A maioria se abstém; uma parte não está convencida de que haja possibilidade de fazer alguma diferença, os mais convictos querem fazer algo e, dentre eles, os mais afoitos acabam cometendo atos que os jogam no meio de uma guerra. Eles nada disso fariam se o governo não estivesse dominado por um poder ilegítimo e repressor como o que tivemos aqui de 1964 a 1985.
Há uma diferença entre os que, na oposição, praticaram atos que, aos olhos de hoje, são condenáveis, e os que dentro do aparelho do Estado torturaram e mataram. Os primeiros são vítimas; os outros, algozes. Assim é e assim será, mesmo que haja casos de vítimas inocentes atingidas pelos dois lados. Nada justifica a ditadura. Nenhum argumento da época ou de hoje é sólido o suficiente para abonar atos condenáveis como as cassações políticas, perseguições, tortura e morte de opositores políticos. Como definiu Ulysses: “a sociedade foi Rubens Paiva e não os facínoras que o mataram.”
A presidente eleita participou desse confronto em que de um lado havia o terror de Estado e do outro um grupo reduzido de jovens. Alguns deles foram mais longe, pegaram em armas, se militarizaram, entraram em confronto físico, morreram ou viram seus amigos morrer. Ela diz que se orgulha desse passado, não deve ter medo de discuti-lo e explicá-lo às novas gerações. É natural que o Brasil queira conhecer a história da presidente que nos vai governar por quatro anos. Interromper esse debate por ato de censura, como foi o do Superior Tribunal Militar, no período pré-eleitoral, ou agora, sob a acusação de que toda aquela informação é lixo, é entrar numa contradição insanável. Quem tem orgulho do seu passado, quem acha inclusive que merece ser indenizado por ele, não pode impedir que ele seja conhecido de forma objetiva e completa. Não pode impor um roteiro edulcorado do passado, sob pena de criar mitos, versões falsas, manipular os fatos.
Todos os que eram jovens naquela época gostam hoje de se creditar pelos riscos que apenas alguns correram. Uma das verdades é esta: foram poucos os que tiveram coragem e conhecimento do que realmente se passava no país. Era difícil até obter a informação que levava os jovens à ação — armada ou não — contra o regime. A falsificação sufocante e majoritária era de um “país que vai pra frente”; a cobrança comum era de que toda crítica ao governo era um ato impatriótico. O país crescia no milagre dos anos 1970. Era mais fácil acreditar apenas na informação onipresente de que o governo estava certo e o presidente era muito popular porque era torcedor de futebol. A bolsa subia, o país estava com pleno emprego, e os poucos que chegavam à universidade tinham enormes chances. Sobre a vasta exclusão não se falava nos órgãos de imprensa, ou por censura ou por decisão editorial. Esperto era ser individualista, ganhar dinheiro e esquecer aqueles fatos incômodos levantados por alguns poucos de que o país estava num caminho inaceitável.
Ficou no imaginário popular a beleza das manifestações de 1968. Mas aquilo foi por pouco tempo e no momento mais suave do regime. Depois, veio o Ato Institucional número 5. Em seguida, o terror de Estado. Quem subia em palanques para lutar com palavras foi empurrado para a radicalização. Quem foi o culpado pelo radicalismo? Ora, os comandantes militares e seus cúmplices civis que tinham o controle do Estado e usaram todas as instituições para sufocar qualquer contestação.
Esse era o contexto. Não se pode julgar os jovens militantes de esquerda daquele tempo com os olhos de hoje. Estou convencida de que se, diante das manifestações de 1968, o regime tivesse reagido dialogando não haveria o que houve.
Hoje, 40 anos depois, o país tem que olhar para esse passado sem vetos. Nunca peguei em armas, mas posso entender quem o fez, porque vi o contexto e sei para onde o terrorismo de Estado empurrava os que, em vez de pensar só em si e nas suas carreiras, tinham vontade de influenciar os destinos do país. Mesmo que estivessem errados em suas convicções, estavam certos na atitude de se opor à ditadura. E foram os mais corajosos.
As novas gerações têm que olhar e debater esse passado. Há quem se pergunte se informações retiradas sob tortura podem ser publicadas. É uma dúvida legítima. Mas a imprensa — como tem feito em algumas matérias — está ouvindo de novo as testemunhas dos fatos, e, quando elas hoje confirmam o que disseram, qual é a justificativa para não publicar? Manter a versão única de quem hoje detém o poder é aceitar de novo a censura.
Não há nada que justifique o manto do silêncio sobre o passado, como esse país fez tantas vezes com vários dos eventos históricos. Só a História resgatada e conhecida pode ensinar o país a não repetir os mesmos erros.
Lula 3, a presença
A presença do presidente Lula no Ministério do governo Dilma Rousseff está sendo maior do que se previa. Ninguém duvidava que a interferência do presidente seria grande, mas começa a passar da conta e das cotas. Até agora, dos indicados e dos em cogitação, só não foi ministro, ou ligado ao governo Lula, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel.
Pimentel é escolha pessoal da presidente, os dois têm uma longa relação de amizade, e está cotado para o Ministério do Desenvolvimento, mas os outros escolhidos têm relação mais estreita com o presidente que está saindo do que com a presidente que está entrando.
A permanência do ministro da Fazenda, Guido Mantega, como ficou público, foi pedido do presidente Lula. Miriam Belchior, quadro do PT do ABC, tem ligações muito mais antigas com o presidente do que com a presidente eleita. O assessor especial, Marco Aurélio Garcia, é o mesmo que conduziu a indigesta política externa, sendo o poder atrás da cadeira de chanceler durante os últimos oito anos.
O ministro Antonio Palocci evidentemente tem ligações históricas com Lula. Durante a formação do governo, em 2002, foi ele quem chamou Dilma para o escritório de transição. Mas depois os dois divergiram publicamente quando ela foi para a Casa Civil. A reaproximação aconteceu durante a campanha, quando ele se tornou uma peça-chave. Mas Palocci é mais ligado a Lula que a Dilma. O mesmo se diga de Paulo Bernardo, que assumirá o Ministério das Comunicações. Na Secretaria-Geral da Presidência estará Gilberto Carvalho, que, como todos sabem, é leal servidor de Lula. O ministro da Defesa, pelo visto, permanecerá sendo o mesmo Nelson Jobim. Ontem, o presidente continuou sua campanha para manter Fernando Haddad na Educação e oi bem explícito: “Não estou satisfeito porque Haddad ainda não foi confirmado.” A superdose de lulismo no Ministério está fazendo com que esse governo se pareça um terceiro mandato. Está definitivamente faltando dilmismo no governo Dilma.
O país está cheio de ineditismos. O presidente Lula mesmo faltando 31 dias para sair do governo ainda não se enfraqueceu. Os americanos usam a expressão “pato manco” para um presidente em vias de deixar o cargo, após a eleição do sucessor. No Brasil, a brincadeira que se faz é que no final nem o garçom do Palácio do Planalto serve mais o cafezinho. Um dos fatos inéditos é que Lula preservou sua força mesmo neste finalzinho de governo, e pela nomeação de um ministério com a sua cara, mais do que com a cara da própria presidente, ele extrapola seu mandato. Não pode “desencarnar”, para usar uma expressão do próprio presidente, quem faz tanta questão de manter tudo à sua imagem e semelhança no mandato subsequente ao seu.
De novo, até agora só mesmo o avião que o presidente Lula quer comprar para os deslocamentos da presidente. Apesar de ter comprado o AeroLula em 2005, agora está em vias de se iniciar os procedimentos para a compra de outro avião.
Havia duas certezas sobre Dilma: de que ela seria muito influenciada pelo presidente Lula; e de que sua forte personalidade no entanto a faria imprimir sua marca mesmo aceitando a influência do atual presidente. Só a primeira certeza se confirmou até o momento.
E daqui para diante há pouca chance de que isso aconteça, porque ontem começaram as negociações com o PMDB para a indicação dos ministérios do partido. A conversa sintomaticamente foi com o vice-presidente, Michel Temer, e com o ex-presidente José Sarney. Um dos nomes cogitados é o de Edson Lobão para o Ministério das Minas e Energia. Ele foi do governo Lula, aceitou de bom grado o comando da então ministra-chefe da Casa Civil, que continuou mandando no Ministério das Minas e Energia, mas todo mundo sabe qual é a sua primeira lealdade: José Sarney. Para a Saúde, vai um escolhido de Sérgio Cabral, o Sérgio Côrtes.
Outro ineditismo é que essa é a primeira vez desde a redemocratização que há um vice-presidente forte. O Sarney não teve vice, porque ele mesmo foi o vice que assumiu. O ex-presidente Collor teve um vice com o qual se desentendeu mas que não teve, a não ser quando Collor estava caindo, força para mobilização de bancadas. O vice do ex-presidente Fernando Henrique foi o discreto, suave, e completamente adaptado à sombra, Marco Maciel. O vice do presidente Lula é um empresário de sucesso, mas um político neófito sem um partido importante a respaldá-lo.
Agora é diferente. Michel Temer fez sua demonstração de força ao organizar o “blocão”. Foi uma reação à decisão de Dilma de passar o primeiro dia reunido apenas com petistas. Temer não será um vice apagado como os outros.
É da natureza da cadeira de presidente fortalecer quem se senta nela, por isso a expectativa é que em algum momento a presidente Dilma Rousseff demonstre ter as rédeas de seu próprio governo. Acontecerá ao longo do mandato, mas quando ela reduzir a presença extravagante das pessoas de confiança estrita do presidente Lula em seu governo.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
DIPLOMACIA BRASILEIRA POUCO MAIS RIDÍCULA
Telegramas revelados pela WikiLeaks tornam diplomacia brasileira um pouco mais ridícula do que já era
Também na América Latina os "aliados" de Lula andaram costurando às suas costas. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, usou uma reunião com um grupo de congressistas dos EUA, liderada pelo democrata Eliot Engel, para transmitir o seu descontentamento com as relações tensas entre seu país e os EUA. Segundo o relato da embaixada, Cristina explica que, apesar das diferenças políticas, seu marido, Néstor Kirchner, esteve com o presidente George Bush um mês depois de eleito, e ela não conseguia se encontrar com Obama. Até aí, ok.
Brasil. Transporte
Brasil é o último no ranking de transporte
Sen. Álvaro Dias
Confira aqui
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Violência, drogas, aeroportos e AeroDilma
domingo, 28 de novembro de 2010
MÚSICAS INESQUECÍVEIS
É POSSÍVEL SALVAR AS MÚSICAS
MÚSICAS INESQUECÍVEIS
só clicar no tema que abrirá a página com a lista de músicas...
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