sábado, 20 de novembro de 2010

O passado de Dilma no regime militar


Liberados para consulta pelo Superior Tribunal Militar (STM), os dezesseis volumes de documentos com páginas já amareladas que contam a história do processo movido pela ditadura militar contra a presidente eleita Dilma Rousseff descrevem a ex-militante como uma figura de expressão nos grupos em que atuou, que chefiou greves e assessorou assaltos a bancos.Na denúncia oferecida pelo Ministério Público Militar contra os integrantes do grupo de esquerda VAR-Palmares, Dilma é chamada de “Joana D’Arc da subversão”. “É figura feminina de expressão tristemente notável”, escreveu o procurador responsável pela denúncia.Os arquivos trazem ainda cópia do depoimento que Dilma prestou em 1970 ao Dops, delegacia em que ela ficou presa e foi torturada. Dilma admitiu que uma das organizações da qual fazia parte, o Colina, fez pelo menos três assaltos a banco e um atentado a bomba.Mas ressalvou que nem ela nem o então marido, Cláudio Linhares, tiveram “participação ativa” nas ações.

 Álvaro Dias

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