Em quem votar?
Alexandre Garcia
Publicado em 25 de Setembro de 2010 às 23:52
A senhora de cabelos brancos abordou-me no cafezinho do shopping: “Vou-me embora para o Uruguai. Aqui não dá mais. Corrupção por toda a parte, falta de vergonha na cara e sem opção para votar.” Respondi que o Uruguai seria uma boa opção, onde as pessoas têm vergonha na cara e se vive muito bem. Mas seria bem melhor que as pessoas que aqui vivem manifestassem sua indignação, como em tempos de caras-pintadas. E ela tem razão: quem não concorda com a lista de candidatos, não tem opção. Os legisladores que fizeram a lei eleitoral, espertamente não deixaram a opção “nenhuma das respostas acima”. Que democracia é essa, que não permite o “não”? Todas as opções exigem um “sim”. Votar em branco ou anular o voto não muda nada e até favorece os que receberam votos válidos, diminuindo a quantidade de votos necessária para se eleger deputados. Quem votar no Tiirica, em São Paulo, como voto de protesto, estará elegendo outros candidatos com as sobras do milhão de votos que o palhaço vai ter. Elegerá, por exemplo, seu companheiro de partido Valdemar Costa Neto, denunciado no mensalão. Quando Eneas recebeu 2 milhões e 500 mil votos de protesto, elegeu outros cinco, que haviam recebido de 200 a 500 votos. Que lei eleitoral é essa? Que democracia é essa?
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