sexta-feira, 17 de setembro de 2010

CASA CIVIL SEM CHEFIA

Direto de Brasília


A subchefe de Articulação e Monitoramento da presidência da República, Miriam Belchior, chegou a ser confirmada por volta de 12h15 desta quinta-feira (16) por fontes do Palácio do Planalto como a nova ministra-chefe da Casa Civil em substituição a Erenice Guerra. Às 13h, no entanto, um pronunciamento oficial do porta-voz Marcelo Baumbach pôs por terra a "nomeação" e o secretário-executivo da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteves, passou a figurar como responsável por responder interinamente pela pasta. As versões para o recuo na confirmação de Miriam Belchior são múltiplas e conflitantes.
De acordo com interlocutores do Palácio do Planalto, antes de ser eventualmente confirmada como a ministra da pasta mais importante do Executivo federal, Miriam teria de passar por uma "avaliação política". A despeito de fontes do Planalto terem confirmado o seu nome como a sucessora natural de Erenice, representantes de outros setores do governo destacaram que a indicação de Miriam não estava garantida. Isso, tanto porque ainda não houve uma conversa formal do presidente Lula sobre o sucessor na pasta quanto pelo fato de a assessora da presidência já ter emitido sinais de que teme virar alvo de eventuais ataques, caso, eventualmente, venha a assumir o cargo.
A eventual indicação da coordenadora do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), conforme fontes próximas ao presidente, se justificaria porque ela, junto com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, e com o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, já havia sido lembrada por Lula para substituir Dilma Rousseff quando da saída da presidenciável para integrar a campanha política.
Miriam e o próprio Paulo Bernardo podem ocupar a vaga aberta pela saída de Erenice. A opinião da ministeriável será analisada e é possível que na próxima semana já haja o anúncio formal do novo chefe da Casa Civil.
No Palácio do Planalto, outra versão para um possível veto a Miriam reflete uma estratégia de avaliar os impactos da posse à toque de caixa de um novo ministro exatamente na pasta onde a presidenciável Dilma Rousseff cresceu e se cacifou para concorrer ao Palácio do Planalto. Por essa tese, um dos fatores a serem analisados pela cúpula do governo é o risco de Miriam Belchior, ex-mulher do prefeito assassinado de Santo André, Celso Daniel, fazer o episódio - até hoje não solucionado - voltar à tona e "cair no colo" de um governo que conta - e todas as pesquisas eleitorais apontam para tal - com a vitória dilmista em 3 de outubro.
Celso Daniel foi sequestrado em janeiro de 2002 ao sair de um restaurante na zona sul de São Paulo. Seu corpo foi encontrado dois dias depois em uma estrada. Durante as investigações, houve denúncias de um suposto esquema de cobrança de propina na Prefeitura de Santo André.
Assessores do presidente minimizam a possibilidade de o caso voltar à baila. "Isso não é problema nenhum. Imagina a quem ponto chegamos de levantar o assunto do assassinato. Esse é um assunto fartamente investigado e é um caso encerrado", disse o líder governista Cândido Vaccarezza (PT-SP).
"Ela já tem um papel importante no governo, no comando do PAC. Ter sido mulher de Celso Daniel não tem nenhum problema. Isso é uma especulação absurda", completou o presidente do PT, José Eduardo Dutra.
                
                        Redação Terra

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Um comentário:

  1. Claro e translúcido que Israel arrecadava para pagar compromissos políticos e doações para Dilma, mediante chantagem, não para a campanha de Erenice. Crime eleitoral! Muito pior do que militante pintar muros!

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