segunda-feira, 25 de abril de 2011

CHEGOU A CONTA.

O corte de 50 bilhões de reais no orçamento da União é apenas uma
pequena parcela da imensa conta deixada pelos oito anos de governo do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Tem muito mais coisa debaixo do
tapete para o brasileiro pagar nos próximos anos. E não vai ser fácil.
Nunca na história deste País um governo foi tão imprudente e praticou
a gastança desenfreada do dinheiro público como o dos companheiros do
PT. E o resultado, maquiado por uma intensa propaganda enganosa, pela
distribuição nada responsável das verbas públicas com a invenção do
emprego sem trabalho, e também pela corrupção incentivada pela
impunidade que tomou conta do Brasil, começa a aparecer.

O esbanjamento no "país de todos" - ou de alguns dos todos - legou a
Dilma Rousseff uma herança maldita, que ela não poderá esconder. O
País está quebrado. Não há dinheiro para investimentos. Por todo o
território nacional as estradas estão em frangalhos. O sistema público
de saúde é um dos piores do mundo, com as pessoas buscando mandados
judiciais para conseguir internação ou um remédio, e morrendo nas
filas dos hospitais. O ensino público chegou ao fundo do poço e
estamos importando não apenas profissionais de nível superior, mas
bombeiros, encanadores, carpinteiros e pedreiros do exterior. Dona
Dilma, por enquanto, tenta não abrir o jogo, fazendo de conta que o
seu governo é a continuação do anterior. Graças a Deus parece que não
é. No sufoco, ela mandou cortar gastos.

Como resultado, milhares de jovens aprovados em concursos públicos não
serão nomeados, muitos dos quais largaram empregos para assumir novo
cargo. Centenas de milhares de outros que estudaram dia e noite,
ficarão sem a chance de tentar um emprego público. O reaparelhamento
das Forças Armadas entra em banho-maria. Já tivemos o primeiro apagão
no sistema elétrico, que o ministro Lobão gaiatamente chamou de apenas
uma "falta de energia". E a inflação volta a ameaçar, pondo em risco o
sucesso do plano real. Sem dinheiro para investir em obras essenciais,
a presidente tem que cortar gastos e mais gastos.

Para começar deve meter logo a tesoura na farra de mais de 100 mil
ONGs que vivem do dinheiro público, grande parte formando um imenso
mar de corrupção, nas verbas que sustentam a malandragem dos
companheiros do MST e outros "movimentos" que usam o dinheiro público
para invadir terras e levar intranquilidade ao campo. Esses 50 bilhões
são quase nada diante do que ainda teremos que ver pela frente,
lembrando que a dívida interna herdada pela companheira chega quase
aos 2 trilhões de reais, mais de três vezes do total das nossas
dívidas, coisa nunca vista na história deste País e que jamais poderá
ser paga. E não dá para botar a culpa na ditadura militar nem no FHC.

Como é comum a todo governante que assume, colocar a culpa no
antecessor, quero ver Dilma Rousseff vir a público e afirmar que
recebeu uma herança maldita do seu guru e criador.



Nenhum comentário:

Postar um comentário