E as reformas ficaram para Dilma
No primeiro discurso depois da posse, o presidente Lula afirmou, no Planalto, que "nenhum momento difícil" o impediria de fazer "as reformas que o povo brasileiro precisa". Oito anos depois, ele descerá a rampa do palácio longe de cumprir a promessa. Deixará para a sucessora, Dilma Rousseff, o desafio de fazer as reformas política, previdenciária, tributária e trabalhista. O programa que levou o PT ao poder, em 2002, foi esquecido. Do financiamento público de campanhas ao fim da guerra fiscal, quase todas propostas ficaram na gaveta. As iniciativas esbarraram em lobbies contrários, na desarticulação dos aliados e na falta de vontade política do próprio presidente. A avaliação de aliados é que o escândalo do mensalão, em 2005, selou o abandono das mudanças. O deputado Maurício Rands (PT-PE), vê o episódio como decisivo: "A crise do mensalão estagnou o curso das reformas. Depois disso, a oposição se radicalizou e o governo canalizou toda a energia política para se defender".
http://www.blogalvarodias.com/2010/12/e-as-reformas-ficaram-para-dilma/
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