domingo, 31 de outubro de 2010

A Democracia não está no DNA do PT

A Democracia não está no DNA do PT


Publicado em 22 de Outubro de 2010 às 15:08Categorias: Artigos Por Editor

Paulo Renato de Souza*



Dois fatos são esclarecedores quanto ao DNA do PT. Nele não está a democracia. Estão o autoritarismo e práticas fascistas. Vejamos: o inquérito da Polícia Federal apontou um “jornalista-araponga” ligado ao PT e à campanha de Dilma como mandante, e pagador, da quebra do sigilo da filha de Serra e de dirigentes do PSDB, cujos dados foram parar num dossiê que o “núcleo de inteligência” da pré-campanha de Dilma estava montando contra o candidato José Serra. Esta é uma prática que vem das ditaduras de Mussolini e Hitler. Nada tem de democrática.



Outro fato nos remete aos tempos dos regimes nazistas e fascistas, cujas “falanges” e “tropas de assalto” espancavam seus adversários. Pois bem no Rio de Janeiro, um grupo de petistas agrediu o candidato José Serra para impedir seu diálogo com os eleitores. Não é a primeira vez que hordas petistas partem para a truculência contra tucanos. O ex-governador Mário Covas chegou a ser apedrejado por petistas. O apelo à violência não é ação espontânea das “bases”. Ela é insuflada por um presidente que prega o ódio e chama a oposição da turma do contra. Aliás, José Dirceu bradava: “vamos bater neles, nas urnas e nas ruas.”





É estarrecedor que o Presidente Lula venha agora acusar o candidato José Serra de farsa em relação à agressão. É uma acusação gravíssima que é desmentida por vídeos que gravaram a cena pública. Não foi uma agressão às escondidas. Lula com sua atitude de blindar os baderneiros está na prática incitando à violência, assim como estimulou a corrupção em seu governo ao passar a mão na cabeça dos mensaleiros e “aloprados”. E ao desqualificar Serra e acusá-lo de farsante está tirando a legitimidade da eleição, no caso de derrota. Lula já está vestindo a pele do Chavez: vencer a qualquer custo.



O Roteiro da Mentira



Há ainda outro traço em comum do lulopetismo com regimes totalitários. Quando surge um delito, primeiro nega o fato e quando sua versão não se sustenta mais, faz a inversão da culpa, transformando a vítima em réu. Após embaralhar as cartas, produz um resultado absolutamente previsível: suas investigações nada esclarecem e culpados não são punidos. Só como lembrete: em 2006, petistas foram presos com uma mala com R$ 1,7 milhão que se destinava à compra de um “dossiê” contra Serra e Geraldo. Até hoje a Polícia Federal não esclareceu a origem deste dinheiro e os autores do crime estão livres, leves e soltos.



No caso da quebra ilegal dos sigilos de familiares de Serra e de dirigentes do PSDB, primeiro a candidata Dilma se disse injuriada, pois sua campanha nada tinha a ver com isto, muito embora a Folha tenha divulgado, em junho, que os dados destes sigilos constavam de um “dossiê” produzido pelo núcleo de inteligência de sua candidatura.



A confirmar a notícia, tivemos o depoimento, no Congresso Nacional, de um delegado aposentado da Polícia Federal,informando que em abril teve uma reunião em um restaurante de Brasília com Luiz Lanzetta, então coordenador de comunicação da pré-campanha, e o “jornalista-araponga” Amaury Ribeiro Júnior, que disse ao delegado ter dois petardos contra José Serra. Tanto Lanzetta Como Amaury estavam subordinados a Fernando Pimentel, um dos coordenadores da pré-campanha de Dilma e tido, à época, como o representante direto da candidata.



O PT fez um escarcéu quando Serra associou a quebra do sigilo de seus familiares à campanha petista. Imediatamente, o Ministério da Fazenda soltou uma nota, negando a quebra do sigilo do genro de José Serra, enquanto a Receita se apressou em dizer que quanto ao sigilo de Verônica Serra, sua quebra foi motivada a partir de uma procuração lavrada em cartório. A procuração era falsa, o sigilo do genro também foi quebrado. Aí o Secretário da Receita e o corregedor inventaram uma pérola; a quebra de sigilo dos tucanos e de familiares do candidato não tinha motivo político. Tratava-se tão-somente de um caso de corrupção praticado por funcionários de baixo escalão!

A nova farsa

Ao responsabilizar o jornalista Amaury Ribeiro Jr como mandante e pagador da violação dos sigilos, a Polícia Federal desmentiu a versão da Receita de que tratou-se de um crime comum, desnudando sua motivação política. Parecia que, finalmente, as investigações avançariam. Eis que surge uma nova farsa: a PF deu o caso por encerrado sem esclarecer de onde veio o dinheiro com o qual Amaury comprou a quebra dos sigilos e a quem ele servia politicamente. Ou seja, a Polícia Federal, mais uma vez, evidenciou a sua “incompetência” em levar adiante investigações quando elas contrariam interesses do governo ou do PT.
Mais grave: forneceu munição à coordenação do PT ao deixar vazar o depoimento do jornalista-araponga, que, para não assumir o papel de réu confesso, inventou uma história da carochinha, alegando que agiu para “proteger” Aécio Neves. Era tudo o que a campanha de Dilma queria para promover uma intriga entre Serra e Aécio e dar fórum de verdade à versão de que a quebra de sigilo foi produto do “fogo amigo” entre tucanos! Não somos ingênuos e nessa não vamos cair. O próprio Amauri Ribeiro Júnior acusa um dos coordenadores da campanha de Dilma, o Deputado Rui Falcão, de haver roubado esses dados de seu computador.
É a tal da inversão da culpa, onde, da noite para o dia, a vítima vira réu. A mesma tática está sendo utilizada no caso da agressão a José Serra. Ignorando as imagens do Jornal Nacional, o comando da campanha de Dilma acusou Serra e seus simpatizantes pela violência da qual foram vítimas. Aqui não há como tergiversar. É como disse Dora Kramer: “a tropa que entrou em choque com a campanha tucana no Rio fez o que o mestre ensinou: vale tudo e mais um pouco para tentar ganhar a eleição”. Como mestre, entenda-se Lula.
O Partido dos Trabalhadores não inova nada com seu diversionismo. Outros regimes totalitários fizeram o mesmo, para esconder seus crimes. Em 1933, Hitler, com o objetivo de avançar no seu projeto totalitário, mandou incendiar o Reichstag – o parlamento alemão – e pôs a culpa nos comunistas, o que era uma grande mentira. E em 1939, vestiu soldados alemães com fardas do exército da Polônia para invadir um posto de fronteira e assassinar guardas alemães. Graças a esta farsa, Hitler teve o pretexto para invadir a Polônia e iniciar a segunda guerra mundial.
É nesta fonte que os petistas estão se inspirando. No seu DNA não há o gens da democracia.
* Deputado-federal (PSDB/SP), Ministro da Educação de FHC, Secretario de Educação de Serra/Goldman

Confira - A Democracia não está no DNA do PT

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